Biografia Raul Seixas


Raul Seixas – O Moleque Maravilhoso
por Sylvio Passos

Maria Eugênia Pereira dos Santos era uma garotinha bonita quando conheceu Raul Varella Seixas. Ela tinha sete anos, e ele nove. O namoro, que durante anos ficou somente na troca de olhares e bilhetinhos, culminou no casamento dos dois, às 17:30h do dia 16 de setembro de 1944, na Igreja do Bonfim, em Salvador, na Bahia. Nove meses após a união de Raul e Maria Eugênia, nascia o primeiro filho do casal, Raul Santos Seixas, em 28 de junho de 1945.

“Nasci baiano mesmo, na av. 7 de setembro, número 108, que é a avenida principal de Salvador. Hoje estão comendo bacalhau” …brincaria Raul, mais tarde, referindo-se ao Restaurante Português, que funciona hoje, na casa em que nasceu.

A vasta biblioteca de seu pai era seu brinquedo favorito. E foi daí que veio o gosto pela palavra e a miopia precoce. Vivia trancado no quarto devorando o “Livro dos Porquês” do “Tesouro da Juventude”. Inventava histórias fantásticas que, transformadas em gibis, e com desenhos do próprio Raul, eram vendidos ao irmão caçula, Plininho (Plínio Santos Seixas, três anos mais novo). Melô era o personagem central de suas histórias, um cientista louco que viajava no tempo com figuras históricas, Deus e o Diabo.

“Eu estava muito preocupado com a filosofia sem o saber (isto é, eu não sabia que era filosofia aquilo que eu pensava). Tinha mania de pensar que eu era maluco e ninguém queria me dizer. Gostava de ficar sozinho. Pensando. Horas e horas. Meu mundo interior é, e sempre foi, muito rico e intenso. Por isso o mundo exterior naquela época não me interessava muito. Eu criava o meu.”No ano de 1954, Raul ganhou seu primeiro violão, presente dos pais, ao qual, a princípio, ele não deu muita importância. Porém, pouco a pouco, foi dedilhando e, sozinho, aprendeu a tocar algumas músicas, acabando por se apaixonar pela novidade.

A família Seixas mudou-se para uma casa que ficava próxima ao Consulado Americano. Ali Raul conheceu os garotos do consulado, que lhe emprestaram alguns discos de Elvis Presley, Little Richard, Fats Domino, Chuck Berry etc. Foi o primeiro contato com o Rock and Roll.

“Eu ouvia os discos de Elvis Presley até estragar os sulcos. O rock era como uma chave que abriria minhas portas que viviam fechadas. Usava camisa vermelha, gola virada para cima. As mães não deixavam as filhinhas chegarem perto de mim porque eu era torto como o James Dean. Olhava de lado, com jeito de durão. Cada vez que eu cumprimentava uma pessoa dava três giros em torno do próprio corpo. Eu era o próprio rock. Eu era Elvis quando andava e penteava o topete. Eu era alvo de risos, gracinhas, claro. Eu tinha assumido uma maneira de vestir, falar e agir que ninguém conhecia. Claro que eu não tinha consciência da mudança social que o rock implicava. Eu achava que os jovens iam dominar o mundo.”

Aos poucos a escola foi ficando de lado. O bom era ficar na loja Can-tinho da Música, curtindo rock and roll ou marcando ponto no Elvis Rock Club, fã-clube de Elvis Presley, fundado por Raulzito e o amigo Waldir Serrão. Corria o ano de 1962 e a necessidade de fazer rock levou Raul a fundar, ao lado dos irmãos Délcio e Thildo Gama, o grupo Os Relâm-pagos do Rock. Chegaram a se apresentar na TV Itapoan, onde foram chamados de cantores de “música de cowboy”.

“Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber. Tudo o que eu sei, eu devo ao mundo, à rua, à vivência e, principalmente a mim mesmo. Repeti 5 vezes a 2. série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola. Minto. Aprendi a odiá-la.”

O ano de 1964 foi importante para Raul Seixas. Os Relâmpagos do Rock, com nova formação, passam a se chamar The Panthers. Foi também o ano da profissionalização definitiva e da des-coberta dos Beatles.

Ainda em 1964, The Panthers entra em estúdio para gravar aquela que viria a ser a primeira gravação oficial: duas músicas para serem lançadas em um compacto (“Nanny”/ “Coração Partido”) pela Astor, que acabaram ficando apenas no acetato, não sendo lançadas comercialmente. Somente em 1992, a música “Nanny” seria lançada, entre outras gravações raras, no álbum O Baú do Raul.

O grupo passou então a se chamar Raulzito e Os Panteras. Depois de comprar uma aparelhagem nova e melhor, passou a tocar em boates e em shows em que, muitas vezes, brilhavam astros da Jovem Guarda como Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani e, Rosemary, entre outros. Seus maiores rivais são os grupos de samba e bossa nova, aquartelados no Teatro Vila Velha de um lado e do outro o Cinema Roma, que era o templo do rock and roll, organizado por Waldir Serrão, O Big Ben.

Em nome do namoro com a americana Edith Wisner, Raul resolve parar tudo e retomar os estudos e, em pouco tempo, prestar o vestibular (para passar num dos pr-meiros lugares) para a faculdade de Direito. “Eu queria provar às pessoas, à minha família, como era fácil isso de estudar, passar em exames. Como não tinha a mínima importância.” Tão sem importância que, em 1967, decide ao mesmo tempo casar com Edith e retomar a carreira com Os Panteras.

Atendendo a um pedido de Jerry Adriani, Raul, Edith e Os Panteras partiram em viagem para o Rio, realizando um velho sonho. Conseguiram gravar, para a Odeon, o LP Raulzito e Os Panteras. Lançado em 1968, o disco foi ignorado tanto pela crítica quanto pelo público.

“Chegamos em fim de safra. Não entendíamos o que estava acontecendo. Agnaldo Timóteo de um lado, Gil e Os Mutantes de outro. Tocávamos coisas complicadas, minhas letras falavam de agnosticismo, essas coisas, e complicamos demais. Não tínhamos idéia do que era comercial em matéria de música em português.”

Com o fracasso do disco, ficam algum tempo como banda de apoio de Jerry Adriani, até a dissolução do grupo. “Só sobrou eu. Os outros não agüentaram a barra e caíram fora”. Desiludido e psicologicamente abalado, Raul voltou para Salvador.”

Em 1970, conheceu Evandro Ribeiro, diretor da CBS, hoje Sony Music. “Talvez eu tivesse trilhado o caminho da paranóia se não tivesse tido a chance que tive. Conheci o diretor da gravadora CBS lá mesmo, na Bahia, e foi ele mesmo quem me deu oportunidade de estar em contato com a arte outra vez.” E lá se foi Raul, com Edith, de volta para o Rio; desta vez para trabalhar como produtor de discos na CBS. Durante um ano, Raul criaria músicas e discos de sucesso para Jerry Adriani, Trio Ternura, Renato e Seus Blue Caps, Tony e Frankie, Diana e Sérgio Sampaio. “Sérgio Sampaio foi o primeiro artista que eu realmente descobri. Acreditei muito nesse cara. Acreditei tanto que ele me incentivou a ser artista outra vez.” Em novembro daquele ano, nasceu Simone, a primeira filha.

O incentivo de Sérgio Sampaio levou Raul a produzir e lançar, em julho de 1971, aproveitando a viagem do presidente da CBS, o LP Sociedade da Grã-Ordem Kavernista – apresenta – Sessão das 10, com participações do próprio Raul, com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada, Edy Star. Isso lhe valeu a expulsão da CBS quando o presidente voltou. O disco então sumiu, “misteriosamente”, do mercado.

“Neste disco cada um cantava suas músicas em faixas separadas, num trabalho que resumia o caos da época. Valeu a pena, apesar de ter vendido muito pouco. Nós nos divertimos muito. Foi também a primeira vez que eu fiz algo para ser consumido e do qual me senti paranoicamente orgulhoso e feliz. Como os Beatles, que aprenderam no estúdio, eu aprendi tudo na CBS, os macetes todos. Aprendi a fazer música fácil, comercial, intuitiva e bonitinha, que leva direitinho o que a gente quer dizer.”

Em setembro de 1972, no VII Festival Internacional da Canção, à frente de um público ávido por novidades, Raul, mais uma vez incentivado pelo amigo Sérgio Sampaio, resolveu se tornar “popular”. Inscreveu no festival as canções “Eu sou eu, Nicuri é o Diabo”, defendida por Lena Rios e Os Lobos, e “Let me Sing, Let me Sing”, mistura de rock com baião, interpretada pelo próprio Raul, travestido de Elvis. Ambas foram classificadas.

“Depois de sair da CBS, onde ganhava 4 mil cruzeiros por mês, decidi ser Raul Seixas. Então usei, este é o termo, aquele negócio de brilhantina, do rock, do casaco de couro, como trampolim, como uma maneira de ser conhecido. Por que eu só passei a existir depois daquela encenação, daquele teatro que eu fiz. Combinar rock com baião foi a fórmula certa para chamar a atenção. Mas foi só o começo.”

A classificação de “Let me Sing, Let me Sing” entre as finalistas, além da excelente repercussão que Raul Seixas provocou no público e na imprensa, garantiu a continuidade de sua carreira como cantor e compositor da Philips. A consagração ainda tardaria alguns meses; tempo durante os quais Raul atuaria ao velho estilo, como produtor (e, no caso, também como cantor, anônimo, sem crédito na capa) de um disco antológico de clássicos de rock and roll e da Jovem Guarda: Os 24 Maiores Sucessos da Era do Rock (selo Polyfar, 1973).

Em 1975, esse disco seria reeditado com algumas alterações, como o nome de Raul na capa e um novo título, 20 Anos de Rock, aproveitando a notoriedade de Raul. Mas o “buuum” só viria mesmo com a explosão do compacto ”Ouro de Tolo”, (curiosidade: teve que ser prensado duas vezes em uma semana!). ”Ouro de Tolo” tinha uma letra autobiográfica e ao mesmo tempo uma bofetada na face da classe média do país (que trocava a verdadeira realização pelo acesso às bugigangas comuns de consumo), naqueles tempos de Milagre Brasileiro.

Contratado pela Philips (gravadora onde brilhavam os medalhões da MPB como Caetano, Gil, Gal etc…), Raul Seixas partiu para o primeiro álbum solo, Krig-ha, Bandolo! O título refere-se ao grito de guerra de Tarzan, que quer dizer: “cuidado, aí vem o inimigo”. Lançado em 1973 é considerado pela crítica como um dos seus melhores trabalhos.

“O LP Krig-ha, Bandolo! foi feito todo de uma vez. A música Ouro de Tolo foi lançada antes, por causa de uma jogada comercial da Philips, que remexeu na ópera, que é o LP, e dela retirou a parte que achava mais interessante. Então, para mim, o valor e o gosto ficam por conta de todo o LP, porque ele é o todo de um trabalho, onde todas as músicas se interligam e de onde é quase impossível você só tirar e citar uma parte.”

Raul Seixas e Paulo Coelho lançam Sociedade Alternativa em agosto, e dedicam-se com afinco aos estudos esotéricos, mergulhando fundo na obra do mago inglês Aleister Crowley. Raul anunciava que era hora de mudar o mundo e distribuía nos shows um gibi/manifesto chamado “A Fundação de Krig-ha”, ilustrado por Adalgisa Rios (esposa de Paulo, na época). A Sociedade Alternativa, com sede alugada, papel timbrado e relatórios mensais, chegou a anunciar a aquisição de um terreno em Minas Gerais, para a construção da Cidade das Estrelas, uma comunidade onde a lei única era “Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei.” A idéia da Sociedade Alternativa não agradou a muitos e Raul foi preso e torturado pelo DOPS, tendo que deixar o país. Raul, Paulo, Edith e Adalgisa decidiram partir para os Estados Unidos, onde fizeram contato com algumas personalidades.

Enquanto isso aqui no Brasil, a música “Gita” tocava de norte a sul do país. E foi graças a esse sucesso que Raul e Cia. voltaram para o Brasil. Foi nessa época que o casamento de Raul com Edith foi chegando ao fim, e ela decidiu voltar para os Estados Unidos, levando consigo a filha do casal.
O sucesso de Gita deu a Raul Seixas o primeiro Disco de Ouro, com mais de 600 mil cópias vendidas. O mesmo não aconteceu com o disco seguinte: Novo Aeon (1975, Philips), que vendeu apenas 60 mil. “Foi a maior decepção, mas dei a volta por cima com Há 10 Mil Anos Atrás.”

Raul conheceu, então, outra americana, Glória Vaquer (“Spacey Glow”), irmã de seu guitarrista Gay Vaquer. Casou-se com Glória e, desta união, nasceu, no Rio de Janeiro, a segunda filha de Raul, Scarlet, em junho de 1976. Nesse ano lançou o álbum Há 10 Mil Anos Atrás, com Raul maquiado na capa como um “sábio ancião”. Chegou então ao fim a parceria com Paulo Coelho, embora conti-nuassem amigos (ou inimigos íntimos).

Decidiu sair da Philips para outra gravadora, a recém-fundada WEA. Marcou esse período o rosto sem barba nem bigode (suas “marcas registradas”) e a relação com um novo parceiro (e antigo vizinho dos tempos do Rio), Cláudio Roberto, professor de ginástica, poeta e cantor nas horas vagas. Juntos realizaram o LP O Dia em que a Terra Parou, em 1977. A crítica não gostou. Foi dito que não mantinha o mesmo “nível” dos trabalhos anteriores. Mas os fãs se deliciam com “Maluco Beleza”, “Sapato 36” e a faixa-título. Raul chegou a fazer alguns shows, mas sem muito sucesso, devido às críticas ao LP. Foi então que se separou de Glória, que, a exemplo de Edith, também voltou aos Estados Unidos com a filha Scarlet.

As mudanças em sua vida pessoal e profissional somadas a problemas de saúde, abalaram Raul. Para recuperar-se da pancreatite, agravada pelo consumo de bebidas alcoólicas, Raul Seixas resolveu passar alguns meses na fazenda dos pais em Dias D’Avilla, interior da Bahia. Voltou de lá mais gordo e com uma nova companheira, Tânia Menna Barreto. Com ela dividiu parceria em seu novo álbum, Mata Virgem (1978, WEA). O disco trazia de volta Paulo Coelho, mas a má divugação atrapalhou a vendagem do LP e a crítica também não ajudou.

Em 1979 faz seu último álbum para a WEA, Por Quem os Sinos Dobram, em parceria com o amigo Oscar Rasmussen. Raul saiu da gravadora levando sua secretária de imprensa, a carioca Ângela Costa, hoje mais conhecida como Kika Seixas.

Raul assinou um novo contrato com uma velha conhecida sua, a CBS e, em 1980, lançou o álbum Abre-te, Sésamo. O disco vendeu razoavelmente, porém bem menos do que merecia. Raul e Kika decidiram morar em São Paulo e, com a ajuda de Jair Rodrigues, conseguiram alugar uma casa no bairro do Brooklin.

São Paulo o recebeu de braços abertos. Iniciou, então, uma série de shows pela capital e interior do estado paulista. Na Zona Sul da cidade de São Paulo, nasceu, em 1981, a terceira e última filha de Raul, Vivian.
Chegou a fazer uma temporada no Teatro Pixinguinha com sucesso absoluto.

Ainda em 81, Raul rescindiu o contrato com a CBS por pedirem que dedicasse o próximo disco a Lady Diana – ela era ”o assunto do momento”. Nessa época, Sylvio Passos, com 18 anos, comunicou a Raul Seixas que havia fundado o Raul Rock Club. Ele ficou surpreso, e passou a participar ativamente do que denominaria de Raul Seixas Oficial Fã-Clube.
Sem gravadora, mas com um público enorme e fiel, apresentou-se para mais de 150 mil pessoas em 13 de fevereiro de 1982 no Festival Música na Praia, em Santos, São Paulo. Mas Raul andava insatisfeito e mergulhava cada vez mais na bebida, o que levou ao cancelamento de shows e crises de hepatite. Em maio de 82, apresentou-se tão alcoolizado em Caieiras, interior de São Paulo, que acabou sendo tomado por impostor de si mesmo, sendo preso e ameaçado pelo delegado da cidade.

Deprimido, sem um contrato com uma gravadora e ainda com problemas de saúde, Raul, juntamente com Kika, desenvolveu o projeto da ópera-rock Nuit e saiu batendo de porta em porta, visitando todas as gravadoras. Nada aconteceu. Chegou ao cúmulo de ouvir de um diretor artístico a seguinte frase: “Já estou vacinado contra Raul Seixas.” Magoado, Raul voltou para o Rio e ficou alguns meses num apartamento em Copacabana.
Até que João Lara Mesquita, jovem diretor do Estúdio Eldorado e fã incondicional de Raul, resolveu realizar um antigo projeto e convidou o ídolo para gravar. Raul, Kika e a filha Vivian então retornaram para São Paulo, e, em abril de 1983, o músico lançou o álbum Raul Seixas. O disco trazia também uma faixa gravada, ao vivo, durante um show realizado no Sociedade Esportiva Palmeiras, onde Raul Seixas contou, através das músicas, a história do rock and roll para mais de 10 mil pessoas.

Em 1983, lançou o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor, dividido em três partes: a primeira, um diário escrito entre os sete e os quatorze anos, no qual nota-se um grande conhecimento de rock and roll; na segunda parte, uma série de contos feitos entre os doze e os vinte e um anos; e, finalmente, na terceira, uma história em quadrinhos, chamada A Lei dos Assassinos da Montanha que, segundo Raul, era um bom exemplo de humor negro.

Com o sucesso do disco, do livro e da turnê pelo Brasil, Raul e Kika realizaram uma viagem aos Estados Unidos para acompanhar de perto o que estava acontecendo musicalmente por lá. Voltaram com a bagagem cheia e inspiradíssimos. Raul então assinou novo contrato, dessa vez com a Som Livre e, em junho de 1984, lançou o álbum Metrô Linha 743.

O penúltimo casamento de Raul foi-se rompendo. A sua saúde também não andava boa. Mais uma vez ele decidiu voltar para Salvador, como fizera em 1978, para se recuperar. Depois de curta permanência em Salvador, voltou para São Paulo com nova companheira, Lena Coutinho.

Em São Paulo, junto com Lena, procurou uma nova gravadora, mas as portas do mundo artístico pareciam estar fechadas novamente para Raul. Enquanto isso, milhares de fãs e amigos permaneceram na expectativa de novidades. Em São Paulo, no ano de 1985, o Raul Rock Club (o Fã-Clube Oficial) lança o álbum Let me Sing my Rock and Roll, o primeiro disco produzido e distribuído independentemente por um fã-clube brasileiro, disputado hoje a peso de ouro por fãs e colecionadores.

Durante o ano de 1986, Raul e Lena continuaram à procura de uma gravadora e, finalmente, com a ajuda de amigos assinaram contrato para dois álbuns com a Copacabana. Porém, os problemas com a saúde atrapalharam as sessões de gravação no estúdio e o LP, que todos esperavam para esse ano, acabou sendo lançado só no início de 1987. O disco trazia como título o grito de guerra de rock and roll: Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!

O disco tocou de norte a sul do país e mais uma vez, Raul Seixas era notícia, ocupando lugares de destaque na mídia e, o melhor, sua música estava na boca do povo. Contudo, continuava desaparecido dos palcos e da TV devido à sua saúde precária (em parte culpa do problema do abuso de bebidas alcoólicas).

A música “Cowboy Fora-da-Lei” estourou nas paradas de sucesso ganhando videoclipe no Fantástico e a sua inclusão na trilha sonora da novela das sete da Rede Globo. A música revelava uma “quase” paranóia de Raul, onde diz: “Mamãe, não quero ser prefeito/ pode ser que eu seja eleito/ e alguém pode querer me assassinar.”

A convite do discípulo e amigo Marcelo Nova, então vocalista e letrista do grupo baiano Camisa de Vênus, Raul Seixas participou da gravação do álbum que o grupo preparava para lançar, dividindo vocais e parceria com Marcelo Nova na música “Muita Estrela, Pouca Constelação”, referindo-se ao cenário pop brasileiro de maneira desdenhosa.

No ano seguinte,1988, mostrou que ainda estava “vivo”, lançando, em setembro, o álbum A Pedra do Gênesis, que falava da controvertida Sociedade Alternativa.

A música “Não Quero Mais Andar na Contramão”, provou que Raul não estava mais a fim de maluquices e que seu papo agora era paz e sossego, no aconchego do lar… sossego que virou tédio. Marcelo Nova, para tirá-lo desse tédio, convidou-o para viajar para Salvador, onde iria se apresentar.

Raul, que estava afastado dos palcos há três anos (sua última apresentação, ao vivo, foi em dezembro de 1985, em São Caetano do Sul, São Paulo), aceitou o convite. Na capital baiana,iniciaram juntos uma série de 50 shows, que visitou os quatro cantos do Brasil. Uma aventura que acabou resultando no disco A Panela do Diabo, lançado dois dias antes do falecimento de Raul.

Segunda-feira, 21 de agosto de 1989, nove horas da manhã. Dalva Borges da Silva, a empregada de Raul, chegou ao apartamento número 1003, do Edifício Aliança, Zona Central de São Paulo, e encontrou Raul Seixas morto em sua cama. Dalva imediatamente entrou em contato com o médico e a família de Raul. A notícia se espalhou e logo as emissoras de rádio e TV divulgaram o fato.

Fãs, jornalistas e amigos dirigiram-se ao prédio onde Raul residia. Raulzito havia falecido duas horas antes da chegada de Dalva ao prédio, de parada cardíaca, causada pela pancreatite de que sofria há dez anos.

O corpo foi levado para o Palácio das Convenções do Anhembi, Zona Norte de São Paulo, onde foi velado durante toda a noite e madrugada a dentro. Às oito horas da manhã do dia seguinte o corpo seguiu num jatinho para Salvador, onde foi sepultado às 17 horas no Cemitério Jardim da Saudade.

Passados tantos anos de sua grande viagem, Raul Seixas continua mais vivo do que nunca. Desde seu falecimento em 21 de agosto de 1989, o número de pessoas interessadas em sua vida e obra vem aumentando consideravelmente. Pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais se organizam nos inúmeros fãs-clubes criados para homenageá-lo. Casas culturais, praças, ruas, parques e viadutos recebem seu nome.

Revistas, pôsteres e cerca de 20 livros enfocando sua vida e obra continuam no mercado. Todos os títulos de sua imensa discografia já foram reeditados em CD, e novos títulos são lançados constantemente. Programas de rádio e TV, romarias ao Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador, passeatas, carreatas e inúmeros eventos acontecem anualmente em todo o Brasil nas datas de nascimento e morte, 28 de junho e 21 de agosto, respectivamente.

É por esses e por inúmeros outros motivos que decididamente Raul Seixas está e continuará vivo.

Sylvio Passos

RAUL ROCK CLUB/RAUL SEIXAS OFICIAL FÃ-CLUBE
Caixa Postal 12.106 – Ag. Santana
São Paulo – SP – CEP: 02013-970 – BRASIL

www.raulseixas.org

comentários
  1. Raniere Cruz disse:

    Raulzito.. eternamente s2

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  2. Beto Spinelli disse:

    Incrível!
    Realmente Raul ainda vive. Está em minha mémória. Tenho trinta e sete anos e cresci ouvindo Raul. Ainda ouço e aprendo sempre algo no âmago de suas composições. Parabéns ao Sylvio Passos e aos moderadores do site.

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  3. Ramon Gabriel disse:

    Parabens Sylvio pelo site, maravilhoso, tenho 14 anos e ouço Raul, meus filhos ouvirão Raul, e meus netos tambem, Raul imortal !!

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  4. Robson Duarte disse:

    Parabens Silvio….Ja sao trinta anos de muita luta sua…..seu trabalho e inigualavel…Bom pra todos os jovens….conhecerem quem foi Raul….incluo meus filhos tbm….q so curtem porcaria……

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  5. andre disse:

    eu tenho 16 anos e gosto muito de raul seixas
    isso sim eh musica de verdade, nao esses coloridos de merda q soh falam bestera
    raul4ever

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  6. Raimundo disse:

    Ola.Sou fã incondicional de Raul,admiro muito o seu trabalho e a sua honestidade e proposito com a figura eternizada do Raul, que nos deixou uma riqueza incontestavel que nao tem dinheiro nenhum no mundo que pague e ninguem que apague esse vasto umiverso de obras deixadas por ele. Quero aqui deixar os meus parabens a voce e te dizer que voce é uma pessoa fantastica, a qual tenho profundo respeito e admiro muito tambem.Sei o quanto foi dificil pra voce tomar tal decisao na vida, e as vezes ter ate que renunciar-se de muitas coisas importantes. Com certeza a reconpença será certa.Quando fazemos algo com amor, dedicaçao e cumplicidade,seria muito injusto se fosse diferente.
    Deixo meu abraço amigo e ate uma proxima oportunidade.

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  7. mary costa ferreira disse:

    Adorei o site, muito bem feito com muitas informações interessantes. Gostaria de saber se vcs teriam informações sobre a música Gospel.

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  8. Roselma Nunes disse:

    Adorei saber mais sobre uma pessoa além do seu tempo,é assim que Raul representou sua passagem aqui na terra um cara extremamente inteligente e que não se rendia as convenções sociais.Toda essa hipocrisia que a gente vivência neste País ele tinha a coragem de cantá-la com uma ironia muito peculiar.Saudade das verdades musicais de Raul Seixas.

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  9. cristiano disse:

    raul seixas idolo noso o pai do rock brasileiro como ele nunca vi igual tanto na maneira de agir pensar escrever etc me imfluencio muito nele pois tambem sou vocalista raulzito sempreeee

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  10. kayo cesar disse:

    antes as pessoas pesavam que RAU era um velho dos anos 80 mas hj com esse blog as pessoas vem que ele e querido e existe parabens para quem criou o blog e muitos sucesos com o blog eo fã~clube

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  11. ana disse:

    RaUUUUUUUUUUL!Luar, imortal, você era um cara muito especial.Felizes foram as pessoas que conviveram com Você.Moleque maravilhoso.Te amo eternamente.

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  12. Paulo disse:

    Obrigado Sylvio por esse espaço, Raul sempre será lembrado por várias gerações, mesmo depois de 21 anos após sua morte, e um abraço ao Marcelo Nova, que foi seu ultimo companheiro no palco, um abraço a todos; Paulo ; Gália – S.P.

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  13. Andrea disse:

    Estou homenageando meu ídolo no facebook desde a meia noite de ontem… o dia todo hj com frases dele e seus clipes! Fã muito fã! Nascí e crescí ouvindo Raul Seixas que meu pai tb é fã mesmo eu tendo 1 ano de vida qnd ele se foi! Um grande homem, uma grande historia de vida, um INTELECTUAL incompreendido pra sua época com sua visão futurista do mundo e das pessoas… Feliz Aniversário Raulzito! E parabéns por mesmo qse 22 anos após sua morte ainda estar fazendo parte da vida das pessoas, sempre com algum objetivo em cada música. Talvez estando aí junto com nosso Carpinteiro do Universo observando tudo ou então sendo um ser tão sábio e brilhante que foi, pode estar por aquí novamente esperando a hora de continuar nos passando mensagens atraves de músicas ou compositores. Obrigada!!

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  14. hiroshi disse:

    hj faz 22 anos sem o maior…..
    sou de dourados MS, e como muitos me considero o fã numero do Raulzão

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  15. Leonardo Bruno de Sousa Araújo disse:

    Um dia ,aos oito anos de idade, eu disse que queria ter um filho só para chamá-lo de Raul. Hoje,aos 29, grito louco ,mas louco de euforia, para dar banho neste moleque levado e maravilhoso. Abraços e parabéns.

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  16. Mariano José disse:

    Desde que me entendo por gente sou fã de Raul,de suas letras,pois infelizmente poucas pessoas no mundo ouvem Raul e entendem sua mensagem em suas músicas,pois se entendessem seriam mais milhões de fãs,todas as suas músicas tem um sentido,uma origem e uma mensagem…..RAUL VC FOI E SEMPRE SERÁ ÚNICO

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  17. rafa disse:

    OBRIGADO RAUL SEIXAS!
    VOCÊ FOI E SEMPRE SERÁ O MESTRE DOS MESTRES!

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  18. rafael disse:

    Raul vc é eterno…
    o melhor de todos ,e ha quem diga o contrario..

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  19. Fernando Porto disse:

    Esta biografia aborda de maneira rápida, eficaz e simples um pouco de tudo aquilo que Raul viveu e o quanto ele é importante para a música brasileira. Vários discos que não foram bem aceitos pelos críticos (e aí há que se criticar os críticos, que na verdade não tinham a capacidade de entender a obra de Raul) na verdade são muito bons, com ótimas músicas, embora pouco conhecidas (tal como acontece com quaisquer outros renomados grupos e cantores). Parabéns pelo site (primeira vez que o acesso), pois está excelente. Feliz Natal.

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  20. rogerioblima disse:

    Raulzito é o grande mestre!!!

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  21. Tania Menna Barreto disse:

    Olha, é o seguinte, se depois de TUDO o que já foi falado, mostrado, filmado, continuarem a dizer que Raul Seixas voltou com Tania Menna Barreto da Bahia e viveu com ela (eu) durante 1 ano, estão de sacanagem comigo. Ou não querem ver ou ler ou estão negando um fato que EU, TANIA MENNA BARRETO, depois de ter sido durante tantos anos deturpada, apagada, distorcida, diminuída na vida de Raul, depois que cheguei dos EUA CLARIFIQUEI DE TODAS AS FORMAS QUE EU PUDE, inclusive o DOCUUMENTÁRIO DO WALTER CARVALHO – “RAUL, O INÍCIO, O FIM E O MEIO”, CLARIFICA COMPLETAMENTE, A MEU VER, É BRINCADEIRA. o mínimo que poderiam fazer é PARAR DE REPRODUZIR ESTA BIOGRAFIA ERRÕNEA E FALSA. A VIDA DE UMA PESSOA DEVE SER RESPEITADA E NÃO SER MODIFICADA DE ACORDO COM NECESSIDADES PESSOAIS OU IMPLICÃNCIAS PESSOAIS. ISSO É UM DESRESPEITO A QUEM NÃO PODE MAIS FALAR POR SÍ MESMO. EU FUI MULHER DO RAUL – A 3A. MULHER DE RAUL E NOSSA RELAÇÃO DUROU 8 ANOS, ENTRE NAMORO, MORAR JUNTOS E CONÍNUOS ENCONTROS. PEÇO O FAVOR DE RESPEITAREM A BIOGRAFIA DE RAUL. OUSO PEDIR ISSO PARA QUE OS FATOS SEJAM RESPEITADOS E NÃO MAIS DISTORCIDOS OU NEGADOS.

    Francamente, eu detestaria, depois de tudo o que já falei, já foi mostrado, já foi comprovado, de me deparar, mais uma vez com este tipo de biografia que de verdade não tem quase nada.

    Respeitosamente.

    Tania Menna Barretop

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    • Sylvio Passos disse:

      Tânia,

      Eu, como autor deste perfil biográfico de Raul Seixas, quero deixar bem claro que este perfil biográfico foca a vida e obra de Raul Seixas sem se estender nos pormenores das relações pessoais e profissionais de Raul, seja com suas 5 ex-esposas e/ou qualquer outra pessoa que tenha tido uma relação mais estreita com ele.

      Em momento algum resumo sua relação e/ou de qualquer outra pessoa em “X” anos, apenas informo, dentro de uma lógica cronológica, quado se deu determanadas relações. Muitas pessoas que foram importantes na vida – tanto pessoal como profissional – de Raulzito nem sequer foram citadas neste perfil biográfico e nem por isso estão reivindicando qualquer coisa. O mesmo ocorre no filme dirigido por Walter Carvalho, ou seja, pessoas de suma importância e que tiveram um logo período de convivência com Raul nem chegaram a aparecer e/ou serem citadas. De qualquer forma, independemente de quem apareceu ou deixou de aparecer no filme, a vida de Raulzito Rock Seixas estará nas telas de todo o Brasil, quiçá do mundo, agora em 2012 e só isso já está valendo, afinal, Raul merece mais que todos nós tal projeção.

      Pra finalizar, apesar das divergencias que há entre algumas pessoas que conviveram com Raul, não estou favorecendo essa ou aquela pessoa no texto, coloco-me com imparcialidade sempre que faço algum trabalho que envolva a vida e obra de Raulzito, relatando apenas fatos, afinal, o protagonista sempre foi e será Raul Santos Seixas, o resto ou é coadjuvante ou figurante.

      É isso.

      Sincera, honesta e raulseixistickamente,

      Sylvio Passos

      Sylvio Passos
      tel. (11) 2948 2983
      cel. (11) 8304 4568
      Site 1: http://www.raulrockclub.com.br
      Site 2: http://www.sylviopassos.com
      e-mail: sp@sylviopassos.com
      Os fatos prevalecem sobre os documentos.

      Veja o vídeo “Um Blues Para Raul”

      No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se a isso.

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  22. Leonardo Bruno de Sousa Araújo disse:

    Ao rever o dvd O BAÚ DO RAUL,vi que durante o comentário do Lobão, o próprio disse que na época em que esteve na cadeia Raul foi um dos únicos artistas que ligou para lhe dar uma força.
    Matutando aqui comigo percebi que essa era uma informação acerca do Raul até então nova,certo? Eu ainda não a havia lido em lugar algum. Enfim, o que eu gostaria de saber é o seguinte; é uma pergunta para O Silvio Passos e a Tania Mena Barreto: RAUL ALGUMA VEZ RELATOU ESSE EPISÓDIO PARA VOCÊS? SE SIM, QUAL ERA A IMPRESSÀO DE RAUL A RESPEITO DE LOBÃO?
    Eu ficarei muito agradecido se algum de vocês, de preferência ambos, puder me responder. Obrigado.

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  23. Ola Silvio ,sou Fernando Dourado ,sou
    da bahia , sou amigo irmao do JERRY ADRIANI e do CARLEBA ex PANTERA, quero te parabenizar por empunhar essa bandeira e nunca deixa-la cair desse icone da mpb que e o RAUL SEIXAS
    figura impar , sei de muitas historias do Raul CONTADA PELO jerry adriani , UMA FOI NO CASAMENTO DO jERRY QUE FOI RALISADO EM SEU APARTAMENTO celebrado so pras familias e, de repente aparece o RAUL no predio querendo subir e o porteiro disse o sr nao pode subir pq estou esperando o padre pra celebrar a cerimonia ,ai o Raul disse , se eu nao subir nao havera casamento pois eu sou o padre ,ai foi liberado o Raul subiu , minutos depois chega o padre quando tenta subir o porteiro pergunta e quem e o sr ele diz , sou o padre ai o porteiro se reta com o padre e diz o padre ja subiu meu amigo ai virou aquela bagunça o casamento teve um atraso por isso ai interfonou e contou a historia pro JERRY e que o verdadeiro padre foi liberado

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  24. anonimo disse:

    Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…

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  25. anonimo disse:

    Incrível.
    Neste exato momento estou fazendo um trabalho sobre o rock brasileiro, e decidi citar grandes nomes como Aborto Elétrico, Legião Urbana, Capital Inicial e Raul Seixas, e por força da pesquisa, o Google acabou fazendo-me aterrissar aqui neste site, que até então eu não conhecia, (inclusive, gostaria de parabenizar os criadores, pois sou programador e sei o quanto deve ter sido difícil construí-lo). Mas voltando ao objetivo deste comentário…

    Uma pesquisa feita por uma universidade dos Estados Unidos, (se não me falha a memória) comprova que o motivo pelo qual, quando ouvimos músicas do tipo: “Michel Teló” e os próprios funks cariocas, que são estilos musicais repetitivos e sem palavras difíceis, o seu cérebro, em estado d “repouso”, (ou seja, quando você não está pensando em nada), tende a reproduzir mentalmente essas músucas, pois são fáceis de recordar. Entretanto, se a pessoa ouvir alguma música do Raul Seixas, por exemplo, e querer recordá-la quando o cérebro estiver em “repouso”, será realmente um pouco difícil: o cérebro humano sempre tende a ir pelo caminho mais fácil para se chegar a um ponto.

    Há pouco tempo comecei a ouvir Raul Seixas, e me interessei de uma forma incrível por ele, tanto pela sua vida quanto pelas suas obras.
    Muitas pessoas não se interessam pelo tipo de obra que grandes artistas como Raul e Renato Russo, Gabriel o pensador, (entre outros) produzem porque simplesmente alegam não gostar. Mas será que é isso mesmo?

    O tipo de música predominate na sociedade brasileira hoje, lamentavelmente é o funk, sertanejo e pagode. Mas é incrível, que a principal repercusora desses estilos musicais é a mídia, que reproduz várias e várias vezes aquela música chiclete, até que a pessoa passe a cantar nos momentos de distração.

    “(…) parem o ônibus que eu quero descer!”

    Hoje, é fato, que qualquer um que tenha o mínimo de senso crítico perceba que a mídia manipula seu pensamento, suas ideias, mostra para a população oque ela quer que você goste: você não precisa pensar, nem opinar, (pois se isso fizer, poderá mudar de canal, revista, estação de rádio, etc) apenas sentar-se e ficar ali: fixo, vidrado, manipulado, enquanto acredita estar sendo beneficiado, está na verdade perdendo a oportunidade de ler um bom livro, assistir algo que preste, ouvir uma música de qualidade, ou quelquer coisa mais rentável do que ver o que você já está cansado de ver: os problemas do Brasil, coisa que todos mostram, mas não mostram que a solução para isso é o investimento na educação. Ao invés de gritar para o mundo a situação do Brasil, deveriam fazer apelos políticos para conscientizar a população, parar para pensar se o candidato está cumprindo o que ele prometeu, se não está acontecendo nada de errado, se ele realmente está tomando contado dinheiro.

    Mas por que que a mídia não mostra isso? Não trata de política, senso crítico, filosofia, poítica, educação? Por que mostra a propaganda da bebida por exemplo, como uma vida muito boa, em que o homem vai ter mulheres, carrões, se na verdade o álcool só ocasina em doenças e acidentes?

    Por que o governo não investe em educação?

    Por que é mais fácil mostrar para a sociedade uma porcaria de uma novela, um funk, sertanejo e pagode, ao invés de mostrar algo que conscientize a população quanto aos problemas que sofremos e não percebemos, pois o principal veículo de informação, que deveria trazer a informação do que acontece ao redor do mundo, inclusive no Brasil, na Câmara dos Deputados, no Senado, etc, FALHA. A mídia “falha”, e acaba trazendo informações surpéfluas, sem escrúplos, estúpidas e ignorantes.

    Mas respondendo as perguntas que coloquei acima, afirmo que o que acontece nessa relação de mídia e política é um ciclo giratória que tende a se reproduzer, reproduzeir, até que a população não tenha opinião, não pare para pensar no porquê de estar assistindo aquilo, e ela só vai fazer isso se tiver certa capacidade intelectual para isso. Onde se adquire capacidade intelectual? Na escola. Então não invista na escola. Eles devem sair de lá burros, para não opinarem, votarem no candidato que fizer qualquer coisinha no turno de eleições e depois não deverão cobrar melhoras, porque estarão ocupados, trabalhando muito, para cuidar dos filhos, ganhando um saláro mínimo, assistindo a novela, ouvindo algum tipo de música chiclete que não o faça pensar, não lendo livro, etc. Simplesmente sendo um cidadão robô: não pensa, não opina: só segue ordens.

    Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…Brasil->Política->educação->segurança->transporte público->saúde->mídia->manipulação->…

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  26. Fernando Paulo da Cruz disse:

    Raul Seixas nao e pra quem curte e sim pra quem entende. Valeu Silvio, enquanto existir pessoas como nos, Raul continuara vivo.

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  27. [...] InícioAssocie-seBiografia Raul SeixasDiscografiaExpo Raul Rock CLubFale ConoscoLinksLivros PublicadosMemorial Raul SeixasNotas & CuriosidadesProjetosPutos Brothers BandRaul Rock Club MailRaul Seixas no cinemaSobre o Raul Rock ClubSociedade AlternativaTribute Bands, Covers e SósiasVídeos [...]

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  28. [...] Dia Mundial do Rock, um presente especial aos fãs de Raul Rock Seixas oferecido por este que publica esta [...]

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  29. [...] Tags:dia mundial do rock, raul seixas 0 No Dia Mundial do Rock, um presente especial aos fãs de Raul Rock Seixas oferecido por este que publica esta [...]

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  30. JOÃO JOSÉ ALEIXO disse:

    Tenho 56 anos, desde os 11, quando tomei conhecimento da existência desse ser humano fantásticamente ímpar, não passo um dia sem cantar e tocar as músicas inigualáveis dele. Cada dia quando canto aprendo coisas que estão explícitas e implícitas nos rítimos e nas letras. Isso tem feito de mim um ser humano melhor e mais feliz. Sem explicação, simplismente adoro Rualzito; “Coisas do coração”.

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  31. Antonio cruz disse:

    Amigos

    23 anos sem o MALUCO BELEZA e parece que ele nunca saiu de perto de nós. Como ele mesmo um dia declarou: “saudade é um sentimento alegre, ninguém quer lembrar coisas tristes” …e é com alegria que lembro essa pessoa maravilhosa que foi o Raul que nos legou uma obra riquíssima e importante para música popular brasileira.

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  32. Viviane Monteiro disse:

    Eterno e inesquecível Maluco Beleza!!! Saudades….

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  33. João Marques disse:

    Raul Seixas, num belo dia tocou-me com suas belas e sabias palavras. Nunca mais pude deixar de ouvi-lo, pois sua história mostra que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, nunca devemos deixar de ter fé em Deus, nunca devemos querer sonhar sozinhos, por que sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é Realidade

    Long live Rock’n’roll
    Long live Raul Seixas

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  34. Eu gosto de ouvir música do maluco beleza, por ser fâ eu tenho um filho que se chama Raul. Tenho 12 LPs em bom estado quem se entereçar pode mim procuar.

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  35. Dj Gg disse:

    Mas I Love You

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  36. quem esculta raul aprende a ver o munda real em que vivemos;os olhos se abrem e tudo fica claro……..

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  37. quem curte raul nao vende os disco que tem dele..disculpa.

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  38. […] repertório,  além das outras 9 novas músicas, uma homenagem a Raul Seixas, “Não há dinheiro que pague”. Assista o vídeo que dá nome ao […]

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  39. junyor seyxas disse:

    odoro todas as musicas do raul erteno para sempre junyor seyxas teresina piaui

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  40. Me lembro dele cantando Let me Sing num festival. Matou a pau, depois veio Ouro de Tolo, o que querer mais?

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  41. Sempre ouvi suas músicas, mas só no final dos anos 80 que pude perceber o quanto as músicas de Raul eram filosóficas e com um caráter típico de Raul.
    Raul sempre foi polêmico, ora com seu estilo, ora com sua forma de falar, mas ele sempre trouxe em si um jeito exclusivo de ser, onde conquistou fãs e admiradores de todas as idades e estados, porém seus seguidores o têm como ídolo inquestionável, porque Raul Seixas alavancou sua geração, fazendo das décadas de 70 e 80 uma verdadeira febre ao inesquecível Raulzito, assim chamado por seus “malucos beleza”!
    Como seu admirador e não fã, mas jamais esquecerei sua voz e minha canção preferida: “O dia em que a terra parou”!. Hoje em pleno século XXI há sempre alguém que gosta de te ouvir ou, alguém que gostaria de ter te conhecido. Fui um privilegiado, porque pude te conhecer como um grande artista!

    Ao eterno Raul Seixas, seu admirador Edmilson Aquino.

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  42. Anchieta disse:

    Eternamente raul

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  43. Raul eterno… Viva a Sociedade alternativa!!!

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