Sobre o Raul Rock Club


Um fã-clube atípico

Um dos fãs-clubes de Raul Seixas, o encabeçado por Sylvio Passos é o que se poderia chamar de anti-fã-clube. Ou, melhor ainda, aquele que faz tudo que um fã-clube normalmente não faz. Sylvio foi responsável, por exemplo, pelo lançamento de um dos discos mais raros – e procurado a peso de ouro, hoje em dia – de Raul. É um coletânea do que ele considerou as maiores pérolas do autor, com gravações inéditas, intitulado Let Me Sing My Rock´n´Roll. Além disso (e apesar de não ter ganho um só tostão com esse disco), Sylvio se prepara para lançar, logo após ou simultaneamente ao LP de Raul, uma antologia poética do artista que levará o nome de A Metamorfose Ambulante. Alô, editores, vale a pena ver o matéria, riquíssimo!

Para chegar até Raul, Sylvio colocou um anúncio no jornal. Um belo dia, o então empresário de Raul armou um encontro. “Quando ouvi Raul pela primeira vez, pensei: ´Esse cara deve ser muito louco. Preciso conhecê-lo´. Quando nos encontramos, olhamos um para o outro e era como se nos conhecêssemos há anos. E não nos desgrudamos mais”, conta Sylvio. “Ele é um grande amigo meu”, disse Raul em um dos vários telefonemas para acertarmos a entrevista.

A amizade é tão forte que Raul deixou aos cuidados de Sylvio escritos e mais escritos pessoais, fitas e mais fitas raras – além das que o próprio Sylvio gravou ou conseguiu -, fora a infinidade de reportagens e toda a discografia completa do artista. Conhecendo o Raul e Sylvio, dá para perceber que o artista ganhou um admirador à sua altura.
Ao contrário de Raul, Sylvio não curte apenas o rock dos anos 50. Além dos pais do estilo, ele gosta – e muito – dos Doors, Lou Reed, jazz, jazz-rock e blues, e declara que o Smack é a melhor banda de rock daqui. Este é o perfil do garoto de 23 anos que está no comando de um dos poucos fãs-clubes dignos de nota no Brasil. Quem tiver interesse, basta escrever para a Caixa Postal 12106, agência Santana, CEP 02098, SP. E, como diz o carimbo que Sylvio sempre coloca em suas correspondências: PARE, PENSE, ENTENDA.

Sônia Maia
Revista BIZZ
Março 1987

PRESERVANDO A MEMÓRIA DO MALUCO BELEZA

Um dos melhores fãs-clubes que um ídolo poderia desejar é, sem dúvida, o Raul Rock Club. Até certo ponto, a biografia de seu fundador, Sylvio Passos, se confunde com a do próprio Raul Seixas. Inaugurado em 28 de Junho de 1981 – isso mesmo, a data do trigésimo sexto aniversário de Raul. Além de manter uma excelente memorabília de seu super-herói – a qual merece um parágrafo só para ela daqui a pouco – Sylvio possui grande parte das gravações inéditas e particulares de Raul (sobre as quais também logo falaremos), e teve a suprema honra de dar apoio moral ao seu ídolo nos tempos difíceis dos últimos anos. Basta dizer que, Raul, ao ser perguntado sobre datas e eventos de sua carreira, costumava dizer “Ah, falem com o Sylvio Passos, ele sabe de mim melhor que eu mesmo!”.

Curiosamente, Sylvio é um raulseixista temporão. Nascido no bairro paulistano de Vila Maria em 1963, passou a adolescência comandando fãs-clubes de Led Zeppelin, Jethro Tull e King Crimson, antes de gostar de Raul ou de qualquer outro artista brasileiro. No fim dos anos 70 veio o estalo e o grande interesse por rock brasileiro, incluindo o grupo Terreno Baldio e, claro, Raul. “Ouvi o LP Krig-Ha, Bandolo!, aí veio como uma porrada”, resume Sylvio, que passou a tirar o atraso.

Em 1981, Sylvio publicou em alguns jornais um anuncio pelo qual procurava tudo o que se referisse a seu novo herói, inclusive contato pessoal com o próprio. E funcionou: Luis Antônio, presidente do Beatles Cavern Club, passou-lhe o telefone e endereço de Raul, no bairro paulistano do Brooklin. “Liguei, ele estava bêbado, pensou que eu fosse o Silvio Santos e disse que topava aparecer no programa.” A confusão de Raul deu lugar ao espanto de Sylvio, quando descobriu que o cantor, além de morar num sobrado algo modesto, era pessoa das mais simples convidando Sylvio para almoçar e lhe servindo pessoalmente macarrão – com as mãos. Desde então Raul manteria contato com Sylvio até dois dias antes do ídolo falecer.

Mais que fã, Sylvio revelou-se grande irmão e amigo. Inclusive o Raul Rock Club foi o primeiro fã-clube brasileiro a editar um LP, no caso Let me Sing my Rock and Roll, reunindo gravações não incluídas em discos normais de Raul – ao lado de Canto Para Minha Morte , fácil de ser encontrada (no álbum Há Dez Mil Anos Atrás), mas que entrou neste LP a pedido do próprio Raul. E isto foi apenas o começo: Raul sempre empenhado em se perpetuar, confiou a Sylvio todo seu acervo de fitas (inclusive rolos, gravado nos anos 50-60, antes mesmo da invenção da fita cassete) com demos (incluindo sua primeira composição, uma balada-rock, por volta dos 18 anos), ensaios, aparições em televisão, sobras de estúdio e muito mais. Sylvio e Raul planejaram reunir essas gravações numa série de cinco LPs intitulada O Baú do Raul – até o momento foram editados apenas dois, o primeiro com o mesmo título, lançado em 1992 pela Polygram, e o segundo lançado em 1994 pela Gravadora Eldorado com o título Se o Rádio Não Toca.

Este espaço é realmente insuficiente para falarmos do acervo do Raul Rock Club que, além das gravações, inclui manuscritos, livros, discos de vários artistas e roupas (inclusive os sapatinhos que usou quando bebê e o manto de mago da época dos LPs Krig-Ha, Bandolo! e Gita), sem falar no primeiro violão de Raul e de inúmeras fotos, muitas tiradas pelo próprio Sylvio.

Com um presidente tão dedicado, não se admira que o Raul Rock Club tenha aproximadamente 4 mil sócios (“Dos oito aos oitenta anos e das classes mais variadas, do garoto de rua ao alto executivo”, diz Sylvio), tendo chegado a reunir 20 mil na época da morte de Raul. Realmente, podemos resumir a trajetória de dedicação e sucesso do RRC, bem como o entrosamento entre fã e artista, a duas frases cantadas pelo próprio Raul “Nunca se vence uma guerra lutando sozinho” e “Sonho que se sonha junto é realidade”.

Ayrton Mugnaini Junior
Revista Shopping Music Especial #7
Maio de 1998.

O RAUL ROCK CLUB

Poucos fãs-clubes têm uma vida tão longa como este Raul Rock Club, que, mesmo após dez anos da morte do artista, continua em franca atividade. O Raul Rock Club – primeiro fã-clube dedicado ao astro – conta hoje com um cadastro de aproximadamente 4.000 pessoas em todo o Brasil. A entidade, que se confunde com sua figura principal, o presidente Sylvio Passos, consegue manter viva a memória e o imaginário raulseixistas, que é o modo como os fãs de Raul se autodenominam.

Sylvio é um paulistano nascido na Vila Maria, que desde cedo se apaixonou por coleções. Quando criança, colecionava pipas, selos, dinheiro, peões, figurinhas e seu hobby era pegar livros de um vizinho que tinha vários filhos e, enquanto o resto da turma estava em cima das árvores roubando ameixas, Sylvio se divertia com as figuras das páginas que explicavam o cosmo e o ser humano. Mas sempre fazendo clubinhos e juntando pessoas e no colégio ligado ao pessoal do grêmio e agitação estudantil, como festas em que fazia o som – era Dj –, e só punha discos de rock’n’roll.

Com a frase “It’s only Raul Seixas but I like it”, emprestada dos Rolling Stones, explica sua paixão pela música de Raul. Nem sempre foi assim, porém. De tanto ouvir música brasileira na casa paterna – a mãe alagoana, fissurada em Jackson do Pandeiro e Luís Gonzaga; o pai pernambucano, fã de carteirinha do Nelson Gonçalves –, Sylvio gostava mesmo era do que vinha de fora: o rock inglês e americano. Chegou a fundar vários fãs-clubes, como o do Led Zeppelin, do Jethro Tull e o fracassado clube do King Crimson, que conseguiu a desagradável marca de contar apenas com dois sócios. Quando se desradicalizou, como costuma dizer, trocou todos os seus discos e pôsteres dessas bandas para montar a União dos Roqueiros Brasileiros, a URB. Foi quando começou a cair em suas mãos material do Terço, Terreno Baldio, Som Nosso de Cada Dia e Raul Seixas. O mesmo Raul que tocava direto nas rádios bregas, e para quem ele torcia o nariz. Porém, quando ouviu a música Metamorfose Ambulante (de onde tiraria posteriormente o nome para o fanzine do fã-clube), Sylvio mudou de opinião. E mudou a ponto de transformar a sua URB em Raul Rock Club, homenageando, com esse nome, o Elvis Rock Club, que o próprio Raul fundara tempos atrás, em Salvador.

Um “escolhido”
O “Silvícola”, como era carinhosamente chamado por Raul, foi conhecer o ídolo quando este se mudou para São Paulo. Sylvio lembra até hoje do endereço: rua Rubi, número 26, no Brooklin. Havia conseguido o telefone de Raul com o presidente do fã-clube Beatles Cavern Club, Luís Antônio. Pensou, pensou, encheu-se de coragem e ligou. Do outro lado da linha, Raul estava embriagado, confundiu-o com Sílvio Santos, e já foi logo dizendo que fazia o programa. Desfeito o mal-entendido, convidou Sylvio para ir até sua casa. Raul e Kika receberam o tímido rapaz, que não queria nem almoçar. Acabou almoçando. Uma hora, foi ao escritório da casa, que tinha uma decoração estranha – com uma boneca sentada num bidê –, uma porção de frases pintadas na parede e muitas fotos espalhadas. Numa das fotos, Sylvio se reconheceu – tinha sido tirada num show no extinto teatro Pixinguinha, quando os fãs subiam para cantar Sociedade Alternativa. Mostrou a foto para Raul, que lhe respondeu enigmaticamente: “Você está aqui porque é um dos escolhidos”.
O encontro virou amizade e Raul passou a carregar Sylvio por todos os cantos, como roadie e amigo. A vida dali para a frente nunca mais foi a mesma. Sylvio largou a namoradinha, os estudos (queria ser psicólogo ou jornalista) e passou a ser reconhecido na rua devido à sua convivência com Raul. Com uma notoriedade inesperada, da noite para o dia, e dedicando-se a leituras místicas e esotéricas, acabou conhecendo a loucura. Como ele mesmo diz, tem o fã que pira, queima todos os discos do Raul e entra para a Igreja Universal do Reino de Deus. Com ele aconteceu algo semelhante: perdeu o contato com a realidade e passou dois anos na Clínica Tobias, onde foi internado pelo próprio Raul.

Quando recobrou a lucidez, retomou a vida, casou-se e foi trabalhar como vendedor do Círculo do Livro. Com a normalidade voltaram também as atividades do fã-clube, e a convivência com Raul até os últimos dias do ídolo.

Escreveu um livro, intitulado Raul Seixas – Uma Antologia, em co-autoria com Toninho Buda, parceiro de Raul, e organizou outro, Raul Seixas por Ele Mesmo, ambos da editora Martin Claret.

A sede do fã-clube funciona em sua casa , que ele chama de “Cúpula do Relâmpago Dourado”. Atualmente, a “Cúpula” oferece aos seus sócios material relacionado à vida de Raul. Tem discografia, fotos e estudos sobre o artista. Aqueles que se associarem recebem uma foto autografada de Raul e uma carteirinha do fã-clube, tornando-se assim um autêntico raulseixista e passando a receber em casa duas publicações trimestrais: um bolteim sobre as atividades do fã-clube e um magazine de nome Metamorfose.

André Bertoluci
Revista Caros Amigos Especial #4
Agosto de 1999

O início, o fim e o meio.

Em 1981, Sylvio Passos, então com 17 anos, procurou Raul Seixas para pedir-lhe material diferente, inédito, para seu fã clube “não convencional”, onde os admiradores iam bem mais para discutir as ideias do que para trocar figurinhas do ídolo. Raul gostou da ideia e doou logo uma pilha de objetos pessoais. O jovem, impressionado, comentou: “Desse jeito eu vou é fazer um museu seu!”. E, de alguma maneira, estava certo.

O Raul Rock Club logo passou a receber muitas outras peças por intermédio do artista, da família, das ex-mulheres e de amigos, formando um acervo de cerca de cinco mil itens. São fotos, cromos, roupas, troféus, letras, diários, manuscritos e diversos outros objetos que, hoje, Sylvio guarda em sua casa, esperando a oportunidade de acomodar em um lugar adequado à visitação pública. “Não gosto de chamar de museu, soa muito antiquado, prefiro memorial”, diz ele. Perguntado sobre quais seriam as três peças principais, Sylvio se apoia numa música do ídolo para introduzir a resposta: “Três é um número bom, é o início, o fim e o meio!”. Lista, então, alguns dos objetos com os quais convive há muitos anos. Começa com o violão dado pela mãe de Raul quando ele tinha 14 anos e que, inicialmente, segundo a própria D. Maria Eugênia, ficou meio de lado.

Aquele violão, pouco depois, serviria para criar suas primeiras músicas e fazerem soar o que Sylvio acredita serem os primeiros acordes iniciais do rock “legitimamente brasileiro”. Já da maturidade do roqueiro, é citada a capa de mago com que Raul teria desenvolvido seu misticismo e ensinado ao amigo e parceiro Paulo Coelho. “Dessa capa saíram bons frutos e, posteriormente, um montão de dólares!”, brinca Sylvio. A peça escolhida do final da vida de Raul é um fúnebre, mas atesta a intimidade que partilhou com Raul nos seus últimos oito anos de vida: é o pijama que o baiano usava na noite em que morreu.

Mais do que um colecionador, Sylvio Passos se tornou um nome central para todas as pesquisas atuais sobre Raul Seixas. Nesta segunda (17), por exemplo, recebeu em sua casa um amigo americano de Raul, Daniel Dickason, que trazia uma interessante correspondência trocada com Raul entre 1969 e 1971. “Ele se queixava muito do governo e da dificuldade de gravar bons discos no Brasil”, conta Daniel, lembrando que, na época, o roqueiro ainda era um funcionário da CBS, não o mito de poucos anos depois.

Os originais dessas cartas acabam de ser incorporados ao acervo para o qual Sylvio busca abrigo. “Já me ofereceram espaços em Salvador, mas acho que a Bahia está muito mais ligada naquela coisa de axé, que não tem nada a ver com Raul. O memorial tem de ficar em São Paulo, cidade que ele escolheu para viver”, argumenta. Nem bem termina a frase séria, Sylvio ainda não resiste a uma saída típica do ídolo. “Se não for aqui, pode ser em Nova York…”.

André Domingues
Diário do Comércio
21 de agosto de 2009

obrigado_raul

Essa é uma ma história sobre 4 pessoas e Raul Seixas
Esta é uma história sobre 4 (quatro) pessoas e Raul Seixas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.
Havia um importante trabalho (fã-clube, divulgação, preservação da memória, etc.) há ser feito, e TODO MUNDO (pessoas comuns, fãs em geral) tinha certeza que ALGUÉM (eu, Sylvio Passos) o faria.
QUALQUER UM (pessoas comuns, fãs em geral, principalmente os ditos “raulseixistas”,”seixistas”…) poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM (você) fez.
ALGUÉM (eu, Sylvio Passos) zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO (você).
TODO MUNDO (você) pensou que QUALQUER UM (pessoas comuns, fãs em geral, etc.) poderia fazê-lo, mas NINGUÉM (você) imaginou que TODO MUNDO (pessoas comuns, fãs em geral, etc.) deixasse de fazê-lo.
No final, TODO MUNDO (você) culpou ALGUÉM (Eu, Sylvio Passos) porque NINGUÉM (você) fez o que QUALQUER UM (pessoas comuns, fãs em geral, etc.) poderia ter feito.

RAUL ROCK CLUB/RAUL SEIXAS OFICIAL FÃ-CLUBE
Caixa Postal 12.106 – Ag. Santana
São Paulo – SP – CEP: 02013-970 – BRASIL

www.raulseixas.org

comentários
  1. Ismael da Silva disse:

    Sylvio eu li aqui neste site que você nasceu na Vila Maria em 1963. Eu nasci também na Vila Maria SP em 1966. Será que a gente não se conhece? Eu nasci mais preecisamente na Pça da Alegria ( Vila Maria Alta). Estudei no cxolégio Imperatriz Leopoldina e depois no Paulo Egydio.

    abraços
    Ismael Silva

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  2. Rodrigo disse:

    Pow muito massa, Raul escolheu a pessoa certa para cuidar de suas raridades.

    Quando eu tinha 9 anos meu pai chamava-me de Raul, pq eu era meio maluco, enquanto a galera escutava e o tchan, bonde do tigrão… entre outras porcarias.. eu estutava Engenheiros, Titas, Biquini Cavadão, Beatles, Bob Dylan, Bob marley.

    Se apaixonei por Raul quando escutando algumas musicas de Zé Ramalho encontrei na discografia dele o disco que ele fez em homenagem ao Raul…Depois dai, eu queria saber de todos os albums do raul, musicas censuradas, livros que ele leu e tudo mais.

    Pena eu nunca ter participado de nem um dos shows dele pq nasci em 1991, meu pai foi pra um, só que Raulzito não foi, e foi uma quebradeira total AFGUYASFGUSF.

    A frase mais foda que eu acho é ”A Onda tá Certa, A Natureza tá Certa”(Quando a onda jogou o carro dele contra o poste)
    Vlw Sylvio belo trabalho

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  3. welder oliveira disse:

    eu fico doente de sintonizar em varias radios que tocam tantas sujeiras para nossa audição e não ouço nem se quer uma canção de raul. sou fã de raul desde pequeno,gosto de todas as musicas de raul curto de mais.

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  4. Euclides disse:

    Sylvio, vc está certíssimo em deixar todo seu acervo em SP.

    Apesar de ser baiano, Raul adorava SP.

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  5. marcos andrei belarmino becker disse:

    adoro ouvir raul seixas tenho 14 anos de idade
    mas a maioria dos meus amigos nao gostao
    mas nem do bola ;pra min raul seixas e um mestre esquesidos
    por todos mas so auguns gostao pra min raul seixas
    d++++++ s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2

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  6. Adriano disse:

    Adorei o site, adoro Raul Seixas e suas musicas. Belo trabalho Sylvio, parabéns.
    Grande abraço.

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  7. Joel Fernandes disse:

    Tenho 51 anos e começei a ouvir Raul quando tinha 12 anos de idade… Sem dúvidas é o cantor mais completo que já ouvi em minha vida…. toca todos os gêneros musicais: roque, forró,tango, bolero, samba, canção de niná, ei-ei-ê , romântica, brega, réquien, marcha, happy, blues, e faz tudo isso tanto em inglês como em português e ainda tem algumas em espanhol!!! É um compositor espetacular …. qualquer pessoa que parar para estudar suas letras, não tem como não se impressionar!!! inteligentíssimo!!! um gênio!!!!

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  8. Olá Sylvio, sou do tempo em que trocávamos correspondência por carta. Morando no interior do Paraná, só tomei conhecimento Raul Rock Club, quando saiu na contra capa do LP Raul Seixas. Quando voltando da escola com 15 anos, ouvi Ouro de Tolo, foi paixão a primeira ouvida, ficava com o radio ligado o dia inteiro só para ouvir Raul que tocava em apenas uma radio da cidade a outra não tocava porque diziam que aquilo não era música. Impressionante como o mundo mudou de lá para cá, computador, internet, celular e as músicas do Raul parecem que foram compostas hoje. Grande abraço amigo. Eliseu Marcos Christo.

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  9. Fernando Lafuente disse:

    TOCA RAUL SEMPRE!!!

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  10. valeu silvio é o Paulo da Equipe Tarkus, diretamente de Pirassunungaaaaaaaaaaaaaaa

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  11. Carla disse:

    Raul, grande mestre! :D

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  12. hudson eduardo ribeiro disse:

    O RAULSEIXISMO NUNCA VAI MORRE. RAUL SEIXAS SERÁ ETERNO.

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  13. cicero helder disse:

    Sou um cara que curte varios estilos e cantores ex: d2 bezerra. racionais. legíão. bob marley. charles brawm entre outros mas sem duvidas o principal é “RAUL SEIXAS”

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  14. QUANDO ACABAR O MALUCO SÓ EU….

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  15. joaby disse:

    Eu sou a luz das estrela,Raul.

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  16. Marcos Oliveira disse:

    Cara tenho que ter minha carteira RRC. Será que já estão cadastrando novos sócios.

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  17. Paulo Roberto ( Sorriso) disse:

    Olá Silvio Passos , conheci você meu amigo quando morávamos no Edu Chaves , estudamos no colegio Cies também e quando a gente ia até a Fofinho Rock club juntos , você sempre me chamava para ir até a Casa do Raul , mas nunca fui ,naquele tempo você ja era muito batalhador e se fez o primeiro grande fan club do Raul. Grande belo Trabalho. Parabéns Silvio Passos. O Grande Raul se orgulha muito de ter esse Irmão que continua seu belo Trabalho. Abraços Amigao.

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  18. fernanda disse:

    muito lindo isso nunca devemos esquecer

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  19. Idaci Francisca Vieira disse:

    Prezado (ª) Boa tarde,

    Tenho varios quadros de Raul Sexas, pretendo passar, por falta de lugar para guardar, se voce tem interesse me ligue 71 91688499 tim 71 81316710 claro

    Um abraço
    Idaci

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  20. […] há 32 anos, o Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube sempre trilhou um caminho diferenciado dos fãs-clubes convencionais, mantendo seu foco […]

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  21. […] há 32 anos, o Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube sempre trilhou um caminho diferenciado dos fãs-clubes convencionais, mantendo seu foco […]

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  22. Ivan disse:

    Salve Raul………….

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