Bandas independentes fazem tributo online aos anos 70

Publicado: 16 de março de 2006 em Não categorizado

Bandas independentes fazem tributo online aos anos 70

Uma das capas do tributo
Jorge Henrique Cordeiro – Globo
Online

SÃO PAULO – Uma das coletâneas de roquenrol mais
interessantes já feitas no Brasil não está à venda em nenhuma loja do país. Não,
ela não está esgotada, nem sofreu algum tipo de boicote. Batizada de "Achados e
perdidos – Tributo valvulado aos anos 70", essa coletânea simplesmente foi
lançada apenas na internet e pode ser baixada gratuitamente no endereço

http://www.valvuladiscos.com/achadoseperdidos/ . E não só as músicas. Quem quiser, pode baixar também as capas,
contra-capas e ficha técnica das músicas, até o rótulo para o CD, para montar
seu próprio disco em casa. Desde que a página foi ao ar, mais de dois mil
downloads (
ouça aqui ) do pacote completo já foram
feitos.

A coletânea reúne 27 bandas independentes brasileiras (a
maioria de São Paulo) que homenageiam grupos nacionais e estrangeiros. Boa parte
das músicas escolhidas é obscura, conforme regra estabelecida pelos
organizadores.

– Isso foi definido desde o início do projeto. Se alguém
resolvesse tocar Led ou Sabbath, deveria ser uma música menos conhecida. Daí,
começamos a conversar com as bandas. Na verdade, escolhemos as bandas e não as
músicas – lembra José Antunes, ou simplesmente J. Antunes, idealizador do
projeto e baixista de um dos grupos que participa da coletânea, o BillyGoat, que
apresenta uma versão poderosa de "Amor", do Secos & Molhados.

J. Antunes vive e respira música ‘stoner’. Além do grupo,
que começou em 1997, ele mantém na internet o portal Planeta Stoner (
www.planetastoner.com
), especializado nesse tipo de música, e uma gravadora,
a Válvula Discos (
www.valvuladiscos.com ). Há quem não goste
do adjetivo ‘stoner’ por ter uma certa ligação com as drogas (‘get stoned’ é uma
gíria para ‘ficar doidão’), mas Antunes prefere ver apenas como uma referência
musical.

– Quando se apresenta uma nova banda, você só será capaz
de imaginar sua sonoridade antes de ouví-la se lhe for dada uma referência como
"parece uma mistura de Grand Funk com Black Sabbath". O ‘stoner rock’ é uma
reedição do som pesado dos anos 70 e, como tal, apresenta nuances que podem ir
do som pesado ao blues, passando pelo psicodélico e progressivo… – explica.

‘Stoner rock’, para quem ainda não sacou, é um estilo
calcado no som feito na década de 1970, com guitarras rascantes e baixo marcado,
com muitos efeitos nos pedais, como o fuzz e o wahwah. Fumanchu, Kyuss, Nebula,
Brant Bjork e Monster Magnet estão entre os principais representantes da cena
‘stoner’ atual.

A coletânea, no entanto, focou em grupos mais antigos,
alguns considerados precursores do estilo, outros reconhecidos mais pela
potência de seus riffs de guitarra. Na lista, dinossauros famosos como Focus,
Humble Pie, Rolling Stones, Motorhead, ZZ Top e Grand Funk Railroad, mas também
raridades como Budgie, Blue Cheer, Sweet e Mountain. Dos nacionais, Mutantes e
Raul Seixas estão lá, mas também
Patrulha do Espaço, Casa das Máquinas, Módulo 1000 e Saracura, banda gaúcha de
Nico Nicolaiewsky, que tempos depois se juntou a Hique Gomez para formar uma
hilária dupla no espetáculo Tangos & Tragédias.

No Brasil, além do próprio BillyGoat de J. Antunes, são
legítimos representantes desse som bandas como Carbura, MQN, Sonicvolt, Flaming
Moe e Água Pesada, que fez uma das versões mais interessantes do disco, "Alô,
Alô Marciano", de Rita Lee – eternizada na voz de Elis Regina.

– Tem a ver com minhas lembranças de criança, minha mãe
ouviu muito esse som e ele ficou na minha cabeça. Um dia, brincando com o
violão, descobri que podia virar um rockão pesado de primeira – lembra Ricardo
Faller, vocalista do grupo Água Pesada, responsável pela pérola.

Ele é um dos maiores entusiastas do projeto da coletânea
virtual.

– Todo mundo sabe a história do rock independente no
Brasil. É tudo feito na raça. A idéia dessa coletânea é perfeita, porque os
custos são muito, mas muito baixos mesmo. E se adapta a um hábito que é muito
comum a quem gosta de música, que é garimpar pela internet – diz ele, confiante
no sucesso da empreitada.

Pois é, a vida é dura e a banda, larga. Foi-se o tempo em
que era preciso rezar pela cartilha das grandes gravadoras para conseguir um
lugar ao sol no concorrido mundo da música. Com a internet chacoalhando as
arcaicas estruturas desse mercado, horizontes promissores estão se abrindo para
quem quiser meter as caras e mostrar um bom som. Os malucos do Beatallica, o
talentoso DJ Dangermouse e seu Grey Album, os ingleses do Artic Monkeys, e os
brasileiros do Mombojó são provas de que há algo de novo no mundo da música.

Quem curte um bom som só tem a agradecer.

 

Sylvio Passos
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