Raul para o Rock and Roll Hall of Fame and Museum

Publicado: 4 de agosto de 2008 em Não categorizado

Raul para o hall da
fama

 Família envia
pedido de indicação para o roqueiro baiano, que faz aniversário de morte dia
21
 
 Ivan
Marques

Raul Seixas pode ser o primeiro artista
que, mesmo sem ter cantado em inglês, tem chance de ingressar no prestigiado
Rock and Roll Hall of Fame and Museum. Em uma iniciativa inédita para um músico
brasileiro, Vivian e Kika Seixas (sua filha e ex-mulher, respectivamente) estão
à frente de um projeto para levar o nome do roqueiro baiano – morto em 21 de
agosto de 1989, aos 44 anos – a figurar ao lado de nomes como John Lennon, Elvis
Presley e a recém-admitida Madonna, entre vários outros. A estratégia coincide
com a agitação em torno da primeira cinebiografia do artista, que deve ser
dirigida pelo tarimbado cineasta, fotógrafo e diretor de fotografia Walter
Carvalho (leia boxe).
A solicitação de Kika e Vivian ao museu que tem sede em
Cleveland, nos Estados Unidos, reforça um pedido já feito no ano passado,
recebido com surpresa pela instituição que eterniza ídolos não só do rock, como
da música em geral. “O Craig Inciardi, curador de lá, achou inusitado, porque
ele nunca tinha recebido uma proposta de indicação de um artista que cantasse em
outra língua”, revela Kika.
Ele conta que, junto com a filha (uma das três
herdeiras do músico), recebia uma certa cobrança dos fãs para que fosse feito um
museu do cantor e compositor. “Mas essa coisa de museu é muito careta para o
Raul. Eu pensei em uma fundação ou algo do tipo, e quando fui pesquisar melhor
sobre o Rock and roll Hall of Fame, descobri que Raul preenchia todos os
requisitos que eram solicitados”, explica ela.
Entre alguns dos critérios,
estão o mínimo de 25 anos passados desde o primeiro lançamento de uma obra e a
dedicação durante toda a vida a um único estilo musical. A decisão inicial de
Kika, foi procurar um advogado que pudesse auxiliar no processo: “Queríamos
alguém que fosse competente, fluente em inglês e, acima de tudo, roqueiro, para
que entendesse o que o Raul representa até hoje”. O nome perfeito foi o de
Sérgio “Vid” Vidal, ex-vocalista da banda Sangue da Cidade e jurista, que
formulou um dossiê resumindo vida e obra do músico.
No documento, informações
sobre o país, as diferenças do mercado fonográfico daqui, os discos e a
importância de Raul no âmbito nacional. Em anexo, foram mandadas cartas de três
reconhecidas figuras da música no Brasil. André Midani, ex-vice presidente da
Warner music International; José Antônio Éboli, presidente da Universal Music no
país; e Caetano Veloso (leia trechos no boxe) foram os encarregados.
Apesar
do pedido recusado, Vivi e Kika ganharam um alento. “O Craig disse que, mesmo
assim, era para a gente continuar tentando”. Mais ainda, o curador sugeriu que
as duas propusessem também a criação de uma categoria para o rock latino no Rock
and Roll Hall of Fame.
Um dos grandes representantes do gênero na Bahia
atualmente, Fábio Cascadura, apóia a iniciativa. “Seria maravilhoso, ainda que
tardiamente, porque é algo que poderia ter sido feito há 30 anos”, comenta.
“Raul com certeza estaria entre os mais importantes dos nossos artistas que
poderiam entrar num Hall of Fame, ao lado dos Mutantes, por exemplo”, opina o
vocalista do Cascadura.
Nesse ano, o dossiê vai mais rechonchudo. As
proponentes vão anexar a sugestão para criação de uma categoria latino-americana
ou mundial na instituição, matérias de jornais e novos depoimentos. “Essa é uma
luta também do rock latino, de caras como o argentino Charly Garcia. Raul mesmo
dizia que o rock não tinha mais língua, era um movimento social”, pontua
Kika.
***
Walter
Carvalho deve dirigir documentário
O
interesse de filmar a trajetória de Raul Seixas é um desejo de muitos anos da
família do artista, porém esbarrava na divisão de interesses das seis
gravadoras, controladoras da obra, pelas quais ele lançou discos. Este ano houve
um entendimento, e o documentário Raul – O início, o fim e o meio começa a ser
filmado este mês. Para dirigir a película, o nome mais cogitado é o do premiado
Walter Carvalho.
Herdeiro do cinema novo, Carvalho foi diretor de fotografia
de obras relevantes como Carandiru, Central do Brasil e Abril despedaçado, entre
dezenas de outras. Como diretor, é autor de Budapeste e Moacir – Arte bruta, e
co-assinou Cazuza – O tempo não pára e Janela da alma.
“A gente pensou em
fazer uma ficção, mas antes queremos fixar a figura de Raul para o público mais
jovem. A intenção é que os mais novos possam conhecer a imagem e os trejeitos
dele”, adianta Kika, co-produtora do trabalho. A produção de Raul – O início, o
fim e o meio (que deve chegar aos cinemas daqui a um ano e em homenagem aos 20
anos da morte do roqueiro) é dos paulistas da A.F. Cinema e Vídeo, comandados
por Alain Fresnot, de Desmundo (2002) e Ed Mort (1997). Na Bahia, a obra é
liderada pelos jovens realizadores Denis Feijão e Felipe Kowalczuk.
Antes de
entrar em circuito comercial, o filme ainda terá que passar pela aprovação
também das outras duas filhas de Raulzito, Simone e Scarlet, que vivem nos
EUA.
“Temos mais de seis horas de filme no nosso acervo, além de muitas
fotos. Os pesquisadores ainda encontraram muita coisa boa nas TVs”, afirma Kika.
“Na época em que ele era vivo era muito mais difícil registrar as coisas. O baú
do Raul tem fundo, mas acho que dá para fazer uns dois DVDs”,
declara.
***
A
defesa de Caetano

“Raul Seixas e eu fomos
conterrâneos e contemporâneos. Nascemos no estado da Bahia e ambos descobrimos
nosso interesse pela música ouvindo entre outros o compositor Luiz Gonzaga, que
na década de 50 fazia um sucesso danado no Brasil todo. (…)
Em
1960/1962  quando minha família mudou-se para Salvador (a capital da
Bahia), Raul Seixas criava seu primeiro grupo de rock The Panthers, que
costumava se apresentar em clubes e programas de televisão da época.
(…)
Coincidentemente, Salvador ficou pequena para ambos e partimos cada um
atrás de sonhos e oportunidades no Rio de Janeiro, capital da cultura de
entretenimento do Brasil. No Rio, nossas carreiras artísticas se solidificaram e
Raul viria a se tornar uma das maiores e mais brilhantes estrelas do
rock’n’roll”.
(Trechos do testemunho de Caetano
Veloso)
http://www.correiodabahia.com.br/folhadabahia/noticia.asp?codigo=158253
 



RAUL ROCK
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Veja o vídeo  "Meu Amigo Raul" acessando o link
abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=LXOXrKmrJW8
 
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