20 anos da morte de Raul Seixas serão lembrados por vários projetos

Publicado: 8 de junho de 2009 em Não categorizado

20 anos da morte de Raul Seixas serão lembrados por vários
projetos
Documentário, discos, DVD, audiolivro e
vários shows comprovam a força da obra do Maluco Beleza
 
Raul Seixas morreu em agosto de 1989,
mas seus hits continuam fazendo
sucesso
A data exata é 21 de agosto, mas os
20 anos de morte de Raul Seixas já estão na ordem do dia. Depois da
celebração em maio na Virada cultural, em São Paulo, que durante 24 horas
levou um sem-número de bandas a desfiarem a discografia dele (o Palco Toca
Raul, na Estação da Luz, contou inclusive com a participação da lendária
banda Os Panteras), projetos mais perenes para homenageá-lo também estão
em andamento. O maior deles é, sem dúvida, o documentário Raul Seixas, o
início, o fim e o meio, com direção de Walter Carvalho e Evaldo
Mocarzel.

Carvalho, que lançou há poucas semanas o longa de ficção
Budapeste, baseado no livro homônimo de Chico Buarque, já entrevistou 54
pessoas. Em julho, parte para a segunda etapa do projeto, que inclui outra
série de entrevistas, algumas no exterior. Kika Seixas, viúva de Raul e
administradora do legado dele, deu seu depoimento para o projeto. “O
Walter achou pouco e falou que vai gravar mais comigo”, conta ela, que vem
atuando como consultora informal do filme.

Foram filmados
depoimentos em Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Haverá ainda
gravações na Europa. Kika cedeu seis horas de imagens de Raul. “Há coisas
bem raras e material muito precário, pois antigamente era muito difícil
filmar”, diz. Para ela, o ponto forte do documentário, projeto que vem
sendo preparado nos últimos cinco anos pelo produtor Denis Feijão, será o
lado pessoal. “Não é só o personagem, eles vão dar ênfase à figura
humana”, explica. Outros depoimentos que devem enfatizar isso virão de
outras duas mulheres de Raul, bem como de seu irmão e de suas filhas. O
lançamento está previsto para o fim do ano.

 A caçula de Raul,
Vivi Seixas, é outra que desenvolve projeto sobre a obra do pai. DJ, Vivi
vai lançar nos próximos meses um álbum de remixes com versões de alguns
dos principais hits dele. Mais uma iniciativa realizada em parceria com as
herdeiras da obra é a versão em audiolivro de O baú do Raul revirado
(volume organizado pelo jornalista Sílvio Essinger, lançado em 2005). Para
o novo formato, a narração foi gravada por Tico Santa Cruz, vocalista da
banda Detonautas. Entre outros projetos estão nova biografia e mais um
pacotão de CDs e DVD. Como a própria Kika afirma, muitos baús ainda vão
ser mexidos.

DUBLAGEM NA
VITROLA

Raul Seixas morreu em
1989, aos 44 anos, em decorrência de pancreatite aguda, deixando o legado
de 20 álbuns. Nas duas últimas décadas, esse número só fez crescer, dada a
quantidade de produtos que levam o nome do Maluco Beleza. Tributos, então,
são incontáveis. Zé Ramalho gravou um álbum somente com as canções dele;
diversos artistas deram suas versões em projetos especiais, como o tributo
gravado em 2004 pelo canal Multishow, em que participaram Caetano Veloso,
Marcelo Nova, Marcelo D2, Lobão e Pitty, entre outros.

Nasi, que no
passado gravou Sociedade alternativa, acabou incluindo o hino em seu
repertório atual, agora que o Ira! acabou. Ele participou do show da
Virada cultural, em que recriou um dos primeiros (e mais conhecidos)
álbuns de Raul, Krig-ha, Bandolo! (1973, com Mosca na sopa e Ouro de
tolo). “Ao lado de Gita (1974), considero esse o mais antológico dos
trabalhos dele. Para mim, Krig-ha, Bandolo! é o melhor disco de rock
lançado no Brasil. Como considero a gravação definitiva, quem sou eu para
mudar? No show, fomos bem fiéis na execução das canções”, conta
Nasi.

Nesse ínterim, ninguém fala melhor de Raul Seixas que Marcelo
Nova, que gravou com ele o álbum A panela do diabo (1989). Foi esse disco
(que traz a canção Carpinteiro do universo) que ele recriou recentemente
no evento paulistano, numa reunião inédita com os Panteras. “Foi um prazer
inenarrável, porque eles são os meus Beatles. Quando era moleque, aos 15
anos, ia assistir a Raulzito e os Panteras. Nunca consegui tirar aquilo da
memória”, conta ele, fã de Raul de primeira hora.

“A primeira vez
em que o vi, tinha 8 anos. Meu pai era médico e dirigia o Instituto Baiano
de Reabilitação. Numa festinha para as crianças de lá, o Raul fez dublagem
com uma vitrolinha”, conta Marcelo. No momento em que os dois se
aproximaram para valer, já na década de 1980, várias foram as noitadas.
“As pessoas presumem que nos encontrávamos para discutir os dogmas da
sociedade alternativa, o que é uma grande bobagem. A gente saía para beber
e dar risada. Raul tinha um senso de humor muito aguçado e sarcástico,
então nós nos divertíamos demais.” O pior desses encontros eram os finais.
“Às vezes, era eu; às vezes, ele. Um tinha que carregar o outro para
casa”, revela Marcelo Nova.

CLÁSSICOS DO MALUCO BELEZA
Let me sing, let me sing, Ouro de tolo, Metamorfose
ambulante, Al Capone, Mosca na sopa, Maluco beleza, Rock das aranhas, Eu
nasci há 10 mil anos atrás, Sociedade alternativa, Gita, Cowboy fora da
lei


 

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