O Livro Dos Mortos Do Rock

Publicado: 21 de outubro de 2010 em Livros, Música, Music

O Livro Dos Mortos Do Rock
capa

‘O Livro dos Mortos do Rock’ é uma obra que compara as vidas conturbadas e as mortes trágicas de sete artistas do rock ‘n’ roll – Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morisson, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia. O autor apresenta fatos e analisa as ambições e lutas que estes artistas tinham em comum. Para além de seu talento, este livro revela o lado humano e dramático destes sete músicos.

O Livro Dos Mortos Do Rock
Autor: COMFORT, DAVID
Tradutor: BRONZATTO, ROBERTA
Tradutor: GIASSETTI, RICARDO
Editora: ALEPH
Assunto: ARTES – MÚSICA
Trecho em PDF: http://www.editoraaleph.com.br/site/media/catalog/product/f/i/file_52.pdf
Livro Impresso: http://www.submarino.com.br/produto/1/21880668?franq=129660

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Além da aura de glamour que envolve os artistas, sempre há um mistério. Quando se trata de grandes músicos que morreram prematuramente, o mais sutil destes mistérios é base para teorias da conspiração.

Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison são alguns dos músicos incluídos no “Clube dos 27”, roqueiros que coincidentemente morreram na idade dos 27 anos. Antes de cometer suicídio, Kurt Cobain ingeriu uma dose de cocaína três vezes maior do que o mínimo para ser letal. John Lennon tinha recusado guarda-costas ou qualquer tipo de segurança quando foi assassinado.

Estes são alguns fatos que dão origem a especulações e são tratados em “O Livro dos Mortos do Rock”. Escrito por David Comfort, disseca diversas passagens da vida de sete estrelas do rock que morreram de forma trágica e precoce. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison (“The Doors”), Elvis Presley, John Lennon (“The Beatles”), Kurt Cobain (“Nirvana”) e Jerry Garcia (“The Grateful Dead”) são os nomes biografados neste volume.

Infâncias perturbadas, fama inesperada, envolvimento com drogas, problemas na família, tendência ao suicídio, atração pela morte, entre outros temas, são resgatados das biografias destes artistas para traçar o perfil individual e da época musical em que viveram.

Leia abaixo trecho da introdução de “O Livro dos Mortos do Rock”, na qual Comfort observa estas estranhas coincidências:

*
Um motorista de caminhão, uma garçonete de boliche, um zelador, um paraquedista, um poeta sem teto, um professor de guitarra hippie, um estudante de arte sem dinheiro: todos tiveram origens modestas.

Mas os “Sete Imortais” ou os “Sete” estavam destinados a se tornar os pioneiros do rock moderno – ícones culturais, apóstolos do Vaticano do pop e muito mais.

“Somos mais famosos do que Jesus Cristo”, disse um deles sobre seu grupo, declarando depois que ele próprio era Jesus Cristo – afirmações que posteriormente resultaram em seu assassinato.

“Jesus não deveria ter morrido tão novo”, disse outro, “pois teria sido mais bem-sucedido se tivesse durado mais.”

Quatro morreram aos 27 anos de idade. A maioria teve premonições sobre morrer jovem. “Estarei morto em dois anos”, declarou um deles, sabendo muito bem o que estava dizendo aos 25 anos. “Não tenho certeza se chegarei aos 28”, disse um segundo membro do Clube dos 27. “Nunca vou chegar aos 30”, previu um terceiro.

A morte assombrou a vida da maioria deles desde a infância. A mãe de dois deles faleceu em acidente de automóvel. A mãe de outros dois bebia até cair. Aos 5 anos de idade, um deles viu o pai se afogar. Outro astro insistia em dizer que possuía os “genes do suicídio” porque os membros de sua família haviam tirado a própria vida.

Cada um possuía uma atração fatal. “Vou ser um músico famoso, me matar e me apagar em uma chama de glória!”, exclamou um. Ele deu ao seu grupo o nome de Nirvana, definindo o termo como “a paz absoluta da morte.” Outra estrela, estudante do Livro tibetano dos mortos como muitos dos outros, deu à sua banda o nome Grateful Dead. Outro nomeou seu grupo The Doors, uma porta para o outro mundo, além de descrever sua música como um “convite às forças do mal.” Outra lenda viva, obcecada pelo fantasma do “carma instantâneo”, disse que faria o seguinte quando finalmente encontrasse o mensageiro da Morte: “Irei agarrá-lo pelas bochechas e lhe darei um beijo molhado na boca mofada, porque só há uma forma de partir – encarando o vento e rindo pra caralho!.” Outros demonstravam uma curiosidade irresistível sobre a vida além da morte, como observou o meio-irmão do próprio Rei do Rock: “Era como um devaneio para saber até onde ele poderia chegar – era quase como se ele procurasse a morte -, apenas para ver o que havia do outro lado e depois voltar.”

Embora cada um dos Sete tenha alcançado o auge da fama durante uma breve vida, só foram santificados como imortais após sua autodestruição. O namoro de cada um deles com a morte adquiriu vida própria até assumir proporções mitológicas, tornando-se um tipo de calvário para sua legião de fãs.

“Talvez meu público aprecie mais a minha música se achar que estou me destruindo”, disse a estrela que teve diversas overdoses antes da injeção que finalmente a matou em um quarto de hotel em Los Angeles. Nos dias que se seguiriam, ela deveria gravar a versão final dos vocais de Buried Alive in the Blues para o maior álbum de sua carreira.

“É engraçada a forma como a maioria das pessoas admira a morte”, meditou outro imortal. “[…] você tem de morrer para acharem que você vale alguma coisa.” Todos os Sete, exceto um, tentaram suicídio ou ameaçaram cometê-lo. Todos os Sete tornaram-se viciados. A maioria morreu por excesso de drogas. Se um deles não tivesse morrido baleado, poderia muito bem ter tido o mesmo fim.

“Bicho, estou chapado o tempo todo!”, declarou o poeta que, como a maioria dos outros, foi alertado por seus médicos para que largasse as drogas ou morreria. Antes de sua impressionante estreia no clube Whisky a Go Go em Los Angeles, ele tomou uma dose de lsd dez vezes mais forte do que a normal. Ele adorava citar William Blake: “A estrada dos excessos leva ao palácio da sabedoria.” Seu palácio da sabedoria veio a ser seu mausoléu pichado no cemitério Père Lachaise, em Paris, ao lado dos túmulos de Oscar Wilde, Chopin e Balzac.

O passatempo favorito de outra estrela era “fumar um, tomar um, lamber um, chupar um, foder um.” Seus amigos a alertaram para pegar leve. “Ah, bicho, não quero viver assim”, protestou ela. “Eu quero queimar. Quero arder lentamente.” Ela e o primeiro membro do Clube dos 27, famoso por destruir suas guitarras, usavam heroína juntos antes de transar. O apetite dele não ficava atrás do dela. Como lembrou um vocalista famoso e drogado de outro supergrupo, “Ele era o cara mais chapado que já conheci.”

Seis dos sete imortais foram presos diversas vezes. Foras da lei, rebeldes, pregadores da liberdade, tiveram uma postura gloriosa contra o establishment. O sétimo foi o único de sua espécie, fazendo sua própria lei – afinal, ele era o establishment: o Rei. O presidente Nixon o nomeou agente federal de narcóticos. O Rei nunca se permitiu ser um drogado de rua: nos últimos 20 meses de vida, consumiu 12 mil tipos diferentes de analgésicos, todos receitados por médicos.

Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia foram os ícones do maior movimento jovem na história. Os Sete surgiram em momentos trágicos. Os sonhos da década de 1960 foram estilhaçados com o assassinato de seus heróis da juventude: os Kennedy e Martin Luther King. Meio milhão de soldados morreram no Vietnã; outros jovens foram mortos no massacre da Universidade de Kent, na Convenção Democrata de Chicago e no festival de Altamont. Tudo isso ocorreu sob a sombra sinistra de bombas atômicas e da Guerra Fria.

Em meio a esse cenário, o grito de liberdade foi dado por uma nova voz política, cultural e artística: a das estrelas do rock. Pioneiros em uma forma de arte criada por jovens para os jovens, os astros cantavam sobre a revolução e o amor. Sua música expressava todo o idealismo, inocência e energia sem limites da juventude, mas, ao mesmo tempo, falava de sua alienação, confusão, seu medo e violência. Nesse sentido, foi o prenúncio das mesmas lutas que nos cercam atualmente.

*
O Livro dos Mortos do Rock
Autor: David Comfort
Editora: Aleph
Páginas: 408
Quanto: R$ 55,00
Onde comprar: http://www.submarino.com.br/produto/1/21880668?franq=129660

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