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Você ainda pode sonhar. Sonho que se sonha junto é realidade.**

Contrato de Raulzito e Os Panteras com a EMI Odeon assinado em 25 de setembro de 1967. Clique para ampliar.

Em 25 de setembro de 1967, o sonho dos quatro garotos soteropolitanos de gravar um disco por uma grande gravadora tornou-se realidade, foi nessa data que Raulzito, Eládio, Carleba e Mariano assinaram contrato com a EMI Odeon, a gravadora dos Beatles, banda inglesa que tanto influenciara Raulzito e seus companheiros.

Contrato de Raulzito e Os Panteras

Contrato de Raulzito e Os Panteras com a EMI Odeon assinado em 25 de setembro de 1967. Clique para ampliar.

A paixão de Raulzito pelo rock and roll se iniciou praticamente na mesma época em que o ritmo jovem nascia nos Estados Unidos, ou seja, no início da década de 1950. Foi com uns garotos do Consulado Americano, lá em Salvador, Bahia. Elvis Presley, Little Richard, Fats Domino, Chuck Berry entre outros enlouqueceram o jovem Raulzito.

“Eu ouvia os discos de Elvis Presley até estragar os sulcos. O rock era como uma chave que abriria minhas portas que viviam fechadas. Usava camisa vermelha, gola virada para cima. As mães não deixavam as filhinhas chegarem perto de mim porque eu era torto como o James Dean. Olhava de lado, com jeito de durão. Cada vez que eu cumprimentava uma pessoa dava três giros em torno do próprio corpo. Eu era o próprio rock. Eu era Elvis quando andava e penteava o topete. Eu era alvo de risos, gracinhas, claro. Eu tinha assumido uma maneira de vestir, falar e agir que ninguém conhecia. Claro que eu não tinha consciência da mudança social que o rock implicava. Eu achava que os jovens iam dominar o mundo.” Raulzito

No entanto, até chegar a formação de Raulzito e Os Panteras, Raul fundou, em 1962, ao lado dos irmãos Délcio e Thildo Gama, o grupo Os Relâmpagos do Rock. Chegaram a se apresentar na TV Itapoan, onde foram chamados de cantores de “música de cowboy”.

Em 1964 Os Relâmpagos do Rock, com nova formação, passam a se chamar The Panthers. Foi também o ano da profissionalização definitiva e da descoberta dos Beatles. Ainda em 1964, The Panthers entra em estúdio para gravar aquela que viria a ser a primeira gravação oficial: duas músicas para serem lançadas em um compacto (“Nanny”/ “Coração Partido”) pela Astor, que acabaram ficando apenas no acetato, não sendo lançadas comercialmente. Somente em 1992, a música “Nanny” seria lançada, entre outras gravações raras, no álbum O Baú do Raul.

O grupo passou então a se chamar Raulzito e Os Panteras. Depois de comprar uma aparelhagem nova e melhor, passou a tocar em boates e em shows em que, muitas vezes, brilhavam astros da Jovem Guarda como Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani e, Rosemary, entre outros. Seus maiores rivais são os grupos de samba e bossa nova, aquartelados no Teatro Vila Velha de um lado e do outro o Cinema Roma, que era o templo do rock and roll, organizado por Waldir Serrão, O Big Ben.

Muitas foram as formações de Raulzito e Os Panteras até chegar naquela que gravou o tão sonhado álbum para a EMI Odeon no final de 1967. Foi Jerry Adriani quem incentivou Raulzito e seus Panteras a irem tentar a sorte no Rio de Janeiro e lá foram eles. Raul, recém casado com a americana Edith Wisner, juntamente com Os Panteras desceram com malas e cuias para a Cidade Maravilhosa. Conseguiram gravar, para a EMI Odeon, o tão sonhado LP Raulzito e Os Panteras. Lançado em janeiro 1968, o disco foi ignorado tanto pela crítica quanto pelo público, chegando a ouvir do produtor artístico Carlos Imperial que eles voltassem pra Salvador, que não conseguiram nada por lá, pois no Rio existiam centenas de bandas fazendo o que eles faziam. O curioso é que o mesmo Carlos Imperial, anos depois, em 1973, declararia que Raul Seixas estava fazendo a música que o povo quer. CLIQUE AQUI E OUÇA A DECLARAÇÃO DE CARLOS IMPERIAL.

“Chegamos em fim de safra. Não entendíamos o que estava acontecendo. Agnaldo Timóteo de um lado, Gil e Os Mutantes de outro. Tocávamos coisas complicadas, minhas letras falavam de agnosticismo, essas coisas, e complicamos demais. Não tínhamos ideia do que era comercial em matéria de música em português.” Raulzito

“De um lado havia a inexperiência de quatro rapazes, recém-chegados da Bahia, falando em qualidade musical, agnosticismo, mudança de conceitos e sonhos. Do outro lado, uma multinacional que só falava em “comercial”. Talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara, mas nosso sonho era gravar um disco.” Eládio

CURIOSIDADES:
Em 1968, além do LP – que foi lançado em 2 versões, uma MONO e outra STEREO -, foi lançado também um compacto simples e num LP com o programa de rádio “Música e Alegria Kolynos. Programa nº 1104

A rara versão em STEREO, propriedade do fã e colecionador Adalberto Oliveira, de Manaus/AM.

A rara versão em STEREO, propriedade do fã e colecionador Adalberto Oliveira, de Manaus/AM.


Raulzito e Os Panteras nunca fizeram shows de divulgação do álbum homônimo. A única vez em que o álbum foi executado na integra com Os Panteras ao vivo foi em 2 maio de 2009 no palco TOCA RAUL! da Virada Cultural, em São Paulo.

Além das edições de 1968, outras edições foram lançadas tanto em LP, K7 e CD nas décadas de 1980 e 1990. Confira no site DISCOGS clicando aqui.

** IMAGENS: Acervo Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube


Tributo a Raul Seixas – TOCA RAUL!
Domingo, 21 de janeiro de 2018

Putos BRothers Trio
(Sylvio Passos, Agnaldo Araujo & André Lopes)

19h00 – Ingresso: R$10,00

Grão Espresso Santana
R. Voluntários da Pátria, 3558
Santana – São Paulo/SP
Telefone: (11) 2978-4420
facebook.com/graovoluntarios

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Fazendo um balanço aqui sobre o que foi 2017 para mim e minha Putos BRothers Band posso dizer que finalizamos o ano com saldo positivo, embora, feito Belchior, sem nenhum dinheiro no banco. Iniciamos o ano no Acre e logo em seguida, coincidentemente, em 14 de fevereiro (data de meu aniversário) nascia oficialmente o primeiro filho da Putos, digo, nosso primeiro álbum, o CD “Tá Todo Mundo Puto, BRother!” – que foi bem recebido não só pela crítica especializada como também pelo público. Daí pra frente viajamos o Brasil de norte a sul, inúmeras foram as cidades por onde passamos levando tanto nosso trabalho autoral como nossas homenagens aos nossos ídolos nacionais e internacionais, especialmente Raul Seixas. Nossa passagem por Brasília, em agosto, registrada no vídeo abaixo, reflete exatamente como foram todas as nossas viagens pelo Brasil afora, a mesma energia positiva e a mesma alegria em absolutamente todas.

Não ganhamos nenhum prêmio, nosso maior prêmio foi poder estar junto desse povão todo nesse país “sem eira nem beira”, nem tão velho, mas sem porteira. Eu gostaria muito de citar, uma a uma, todas as cidades, todos os locais, todas as pessoas que nos receberam de braços abertos, mas isso tornaria o texto longo, enfadonho. Pessoas chegaram, pessoas ficaram, pessoas se foram, pessoas sumiram.

Que venha 2018 e que agora possamos invadir o planeta todo. ha ha ha ha… Sonhar não custa nada e tudo, a priori, inicia-se num sonho – e nós não estamos sonhando sozinhos. AMÉM!

Um Feliz 2018 a todos nós porque todos nós merecemos, mesmo num país onde o povo está cada vez mais Puto com fatos que dispensam apresentações e comentários. Que em 2018 continuemos todos Putos, BRothers and Sisters.

SPassos, aquele…, o Puto BRother!

Abaixo a letra da músicaOs Putos Vieram Divertir-seda banda portuguesa UHF.

Os Putos estão aqui
Para mostrar que é aqui
Que tudo começa
Os Putos vieram divertir-se

Os Putos saíram de casa
Pela estrada da fama
Em cada concerto
Os Putos souberam divertir-se

Juntos pra vencer
Pagaram pra tocar
Venha quem vier
Os Putos vieram pra ficar

Filhos desta terra
Cresceram à pressa
Doa a quem doer
Os Putos vieram divertir-se

Por isso cada canção
Oiço a voz de uma nação
Os Putos e os fãs
Juntos vieram divertir-se

Juntos pra vencer
Pagaram pra tocar
Venha quem vier
Os Putos vieram pra ficar

Os Putos estão aqui
Para mostrar que foi assim
Que tudo começou
Os Putos vieram divertir-se

Juntos pra vencer
Pagaram pra tocar
Venha quem vier
Os Putos vieram pra ficar
Pra ficar
Pra ficar
Pra ficar

Facebook:
https://www.facebook.com/PutosBRothersBand/videos/1636616013024365/

YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=myqku4SZZWQ


ANTIFÃ-CLUBE*

Alguns dias antes, em um bar cheio de quadros e imagens de Raul e dos Beatles nas paredes, na rua Augusta, centro de São Paulo, converso com Sylvio Passos. Pela primeira vez o fã que virou amigo do seu ídolo não estaria na passeata raulseixista. Na verdade, ele já tinha presença marcada em Brasília para também homenagear Seixas nos 28 anos da sua morte.

Sylvio, de 54 anos, é músico e produtor, gaitista e compositor da banda Putos BRothers Band e o fundador do Raul Rock Club, o primeiro fã-clube oficial dedicado ao Raul Seixas. Do ídolo e amigo ganhou o apelido de ‘Silvícola’.

Ele conta que na sua época de colégio, aos 11 anos, gostava de colecionar moedas e revistas em quadrinhos com os amigos. Sylvio foi crescendo, e junto crescia seu amor pela música, pelo “rock ’n’ roll propriamente”. Assim, as coleções passaram a ser não mais de moedas e gibis, mas de itens relacionados à música. Porém, no período, o que o então garoto preferia ouvir eram músicas em outros idiomas, como inglês e holandês. Passos era fã do Led Zeppelin e em 1977 montou um fã-clube dedicado à banda. Mandou cartas para o grupo, mas nunca teve respostas. Em seguida, criou mais dois fã-clubes para bandas de rock progressivo, King Crimson e Jethro Tull. O objetivo era manter contato com pessoas que compartilhassem do mesmo interesse.

Seu pai, pernambucano, era fã do Nelson Gonçalves, e sua mãe, alagoana, também só ouvia música nacional. Mas ele admite que era radical naquele tempo e odiava músicas em português. Porém, com o passar dos anos, começou a “desradicalizar”. “Porque eu traduzia aquelas letras de músicas em inglês e uma boa parte delas não dizia absolutamente nada. Era mais o ritmo, era mais a música mesmo do que o texto. Aí comecei a prestar atenção em Chico Buarque, Caetano Veloso…, e nisso me caiu um disco do Raul.”

De certa forma, o barbudo sempre perseguiu Sylvio. Aonde o jovem ia com os amigos podia ouvir o baiano: em parques de diversão, festas de aniversário e até em velórios. E ele odiava. “Mas, com a abertura da minha cabeça, absorvendo tudo de música boa brasileira, o Raul foi o que bateu mais forte. Primeiro pela musicalidade, porque tinha ali uma coisa de rock ’n’ roll e de blues. Depois, pelos textos e pela atitude dele.”

Por volta dos anos 1980, decidido a prestar uma homenagem para o seu ídolo depois de ver a imagem da carteirinha do Elvis Rock Club, fã-clube fundado por Raul para Elvis Presley, na contracapa do disco “Abre-te Sésamo”, lançado na época, Sylvio publica um anúncio em jornal procurando por itens do cantor brasileiro, incluindo o endereço do artista. Uma semana depois, o rapaz foi procurado pelo presidente do Cavern Club, fã-clube dos Beatles no Brasil. Ele tinha o telefone da casa de Seixas e queria se certificar de que o responsável pelo anúncio não era um lunático. Com o contato em mãos, foram precisos dois dias para criar coragem: “E se ele me mandar à merda?”. Mas ligou, e o próprio Raul atendeu:

— Alô, Raul?
— Alô, é o Raul, quem é?
— Aqui é o Sylvio.
— Oh, Silvio Santos, eu faço seu programa!
— Não, aqui é o Sylvio Passos, estou fazendo um fã-clube para você.
— Um fã-clube para mim? Nunca ninguém fez um fã-clube para mim. Você pode vir almoçar aqui comigo para me contar essa história?

O até então apenas fã quase não acreditava. Tinha 17 anos, pensava em cursar psicologia ou jornalismo, trabalhava, namorava, mas a visita na casa do Raul foi um “divisor de águas” na sua vida, nas suas palavras.
Passaram-se 36 anos desse encontro. De lá para cá, Sylvio aprofundou-se em estudos sobre filosofia, trabalhou como produtor musical, fundou sua banda e ainda se dedica a reunir informações sobre Raul.

A admiração de Sylvio por Seixas pode ser explicada pela valorização de características do músico que ele buscava acrescentar na sua própria vida. “Como em todo processo identificatório, o que é bom são as características positivas que a relação com o outro pode trazer. Assim, há diversos traços que vão estimular determinados hábitos e comportamentos nas pessoas marcadas por essa relação com seu ídolo”, diz a professora Vanina.

Aliás, as letras do Raulzito lhe chamaram a atenção pelos temas de questão existencial e filosófica, mas a postura do cantor era o mais marcante. “Não tinha outro artista no Brasil com aquela atitude”: por maisque Raul incorporasse influências americanas, sua brasilidade o tornava “um ser muito particular”, pois usava expressões tipicamente nordestinas. Aliás, seus amigos, também fãs de Raul, não entendiam aquelas frases, mas, para aquele filho de migrantes do Nordeste do país, elas eram muito comuns — o que só aumentou sua admiração por Seixas.

Como toda a mística que rondava a música de Raul, essa amizade parecia “coisa do destino”. “Ele tinha uma série de coisas coladas na parede, recortes de revista, fotografias de shows… e numa daquelas fotos tinha eu. Eu tinha estado num show dele no teatro Pixinguinha (em São Paulo) uns três meses antes e aí, naquele monte de fotos, eu disse: ‘Cara, esse cara aqui sou eu.’ Eu era cabeludo, jaqueta de couro, bem molequinho roqueirinho mesmo. Ele disse: ‘Não é a toa que você tá na minha casa, você é o escolhido’.”

Com duas semanas de convivência, a relação fã/ídolo tinha virado amizade, por mais que Seixas achasse a música que Sylvio ainda ouvia “barulhenta”. “O nosso papo girava, claro, muito em torno de problemas pessoais, críticas, filosofias, divagações, mas a música era uma coisa muito presente. Eu mostrava que o Led Zeppelin não era tão barulhento assim e eu também não gostava muito do Elvis. Então ele me ensinou a ouvir não só o Elvis como uma série de coisas que eu não conhecia ali do comecinho do rock ’n’ roll, e eu mostrei para ele umas coisas que ele meio que torcia o nariz.”

Raul chegou a ir à casa de Sylvio, conhecer os parentes do novo amigo. E a família, como reagiu? “Ficou louca.” A mãe é uma senhora rígida, “general e evangélica”, que naquele momento pensou que “o demônio” levava o filho embora.

— “Esse maconheiro…”, ela acusava.
— “Maconheiro coisa nenhuma, é só cachaceiro”, ao que o filho rebatia.

Silvícola também aprendeu a compor com Raul, numa convivência que se tornou praticamente diária. Ele ainda tem pilhas guardadas de discos trazidos dos Estados Unidos por Raul de presente. Tanta proximidade com seu ídolo fez, com o passar do tempo, que Sylvio adotasse o conceito de “antifã-clube” para sua própria fundação, por conta dos fãs mais aguerridos. “Eu comecei a ter um problema muito sério com fãs radicais demais, são muito fundamentalistas.” Segundo o produtor, ele ouvia críticas até mesmo se fosse visto com camiseta de uma banda que não fosse relacionada a Raul. “Eles falam até que eu sou traidor do movimento, que eu sou aproveitador, que eu uso isso para me promover. Pelo contrário, eu promovo Raul desde garoto e vou morrer fazendo isso. Mas eu tenho a minha vida.”

Se o Raul Rock Club não tinha a proposta da idolatria, mas da preservação da memória de um artista, o objetivo segue firme. Com o tempo, Sylvio ganhou itens do próprio Raul, da família e amigos do baiano e hoje mantém o maior acervo particular sobre o músico – ainda que nem a metade da sua coleção já tenha sido exposta ao público. “Ele começou a me dar as coisas, ele mesmo dizia ‘menino, você vai acabar fazendo um museu meu’.” No seu arquivo dizia: encontra-se o pijama usado por Raulzito na noite da sua morte, alguns dos seus cadernos e boletins escolares, ilustrações feitas pelo músico, roupas como a capa que Raul usava nos shows, manuscritos e várias outras preciosidades. Sylvio conta que seu item preferido da coleção pessoal é o primeiro violão de Seixas, que o cantor ganhou aos nove anos de idade, em 1954.

E a coleção só aumenta. Todas as informações que são publicadas sobre o músico na imprensa são catalogadas por Sylvio em um trabalho solitário. O vocalista da Putos BRothers já lançou livro, disco, participou de documentário, programas de rádio e televisão, “tudo que você possa imaginar”, sempre em nome da preservação do nome do Raul. É um trabalho que não traz lucros, e que ainda não conta com alguém que dê continuidade a ele – Sylvio está em busca de instituições “de confiança” que possam manter a coleção, mas sem “outras intenções”. Ele tem um filho de 18 anos, mas espera que ele não herde essa “cruz, no bom sentido”.

“Por que passar para outra pessoa? Vai saber o carinho, o cuidado que essa pessoa vai ter. Devolver pra família dele? Não sei, porque eles também têm o material deles lá. Na verdade, ninguém vai ficar aqui para contar história. Então, tem que deixar numa instituição que cuide, que zele e a que todo mundo tenha acesso, porque lá na minha casa não dá para levar todo mundo”, gargalha.

Atualmente, a série de objetos está na casa da sua mãe. Ele diz que não sabe quantos são, mas que nunca conseguiu levar toda a coleção para as exposições que já montou pelo país, pois são muitos. “Tudo sai do nosso bolso, porque é paixão. Não é aquela paixão de fanático, mas é uma coisa que eu faço com muito prazer.”

Nos shows com sua banda, Sylvio costuma ver família inteiras, com diferentes gerações reunidas cantando as músicas de Seixas, e ainda se admira de ver adolescentes que sabem tudo do ídolo. “Uma mãe de uma menininha americana de Washington, DC, me ligou um dia falando: ‘Minha filha é completamente enlouquecida pelo Raul, ela fica na internet vendo imagens dele’. Ela tem 12 aninhos, é uma criancinha com síndrome de Down e aqui no Brasil eu também já vi casos como esse.”

Então, o sucesso de Raul não diminuirá? “Daqui 100 anos você vai pegar um texto do Raul e ele vai continuar sendo superatual. Ele se utilizava muito da filosofia, e ela se mexe tranquilamente dentro do tempo. Daí a atemporalidade da música do Raul. Eu digo o seguinte: só vai ter um momento em que o pessoal vai ouvir a música do Raul e vai dizer ‘essa música é velha’… Será quando o Brasil for um paraíso de verdade”, conclui, rindo.

*Excerto do livro-reportagem Lado B: outro olhar sobre fãs de música, de Cíntia Luz Lima, apresentado como trabalho de conclusão de curso, uma exigência para a obtenção do título de bacharel em Jornalismo, do Curso de Comunicação Social do Fiam-Faam Centro Universitário.

Tributo a Raul Seixas – TOCA RAUL!
Domingo, 21 de janeiro de 2018

Putos BRothers Trio
(Sylvio Passos, Agnaldo Araújo & André Lopes)

19h00 – Ingresso: R$10,00

Grão Espresso Santana
R. Voluntários da Pátria, 3558
Santana – São Paulo/SP
Telefone: (11) 2978-4420
facebook.com/graovoluntarios


Vivi Seixas disponibilizou em seu canal no YouTube o esboço da canção “Segredo da Luz”, lançada originalmente no álbum “Raul Seixas” pelo selo Eldorado em 1983. A letra, interpretada pelo cantor e compositor André Prando, foi publicada em 1992 no livro O Baú do Raul, lançado pela editora Globo. Confira as letras e videos abaixo.

Vivian (Maio 1981)

Os olhos verdes que não puxaram a seus pais
Perninhas grossas no molde bem-feito da mãe
No mês de maio entre as flores nasceu ViVian
Em casa seu nome é “pipoca”
De tanto aprontar
Talvez muito dengo da vó e do Beto
Só quer a quentura do peito e do braço da mãe
ViVian!
Antes de ser batizada sorri para os anjos do céu
Do céu, da sua boca pequena
Com cheiro de flor igualzinha ao pai
da Vivian!
Fica zarolha olhando,
Aprendendo o que olhar
Fralda borrada, uma outra golfada
e um gargalhar…
Riso banguelo e eu me acabo de lhe amar
Vivian! oohh Vivian.

Segredo da Luz

Os olhos verdes que piscam no escuro de céu
Filho da luz, fui nascido da lua e do sol!
Nas noites mais negras do ano eu, eu mostro minha voz
Estrelas, estrelas
As estrelas, elas brilham como eu!

As nuvens vagueiam no espaço sem lar nem raiz
O ódio não é o real, é a ausência do amor
Ao fim é um grande oceano, mãe, mãe filho e luz
Hmmm… estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham como nós!

As trevas da noite assustam escondendo o segredo da luz!
Da luz que gargalha do medo do escuro
Que é quando os meus olhos não podem enxergar!

Dia, noite
Se é dia sou dono do mundo e me sinto filho do sol
Se é noite eu me rendo às estrelas em busca de um farol
Ooohh… estrelas, estrelas
As estrelas brilham como eu

As trevas da noite assustam escondendo o segredo da luz!
A luz que gargalha do medo do escuro
Que é quando os meus olhos não podem enxergar!

Dia, noite
Se é dia sou dono do mundo e me sinto filho do sol
Se é noite eu me rendo às estrelas em busca de um farol
Ôoohh… estrelas, estrelas
As estrelas elas brilham como eu

Os Putos BRothers Sylvio Passos & Agnaldo Araujo encerram 2017 com show gratuito amanhã, 23, no pub AugustAlternativa, apresentando muito Raul Seixas, blues e rock and roll.

A dupla promete uma noite muito animada onde, além do já tradicional repertório de Raulzito Rock Seixas, apresentarão também clássicos do blues e rock and roll internacional e nacional. Led Zeppelin, Pink Floyd, Deep Purple, Robert Johnson, Gary Moore e Sérgio Sampaio são apenas alguns dos nomes que estarão sendo lembrados na noite. Portanto, uma noite imperdível.

Último EncKontro de 2017
Último encontro do ano com muito Raulzito, Blues e Rock and Roll no AugustAlternativa.
Sábado, 23 de dezembro, à partir das 22h00, com entrada grátis!
AugustAlternativa
Rua Augusta, 520

Link Evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/1487497304661282/

Vídeo chamada no Facebook:
https://www.facebook.com/MrSteps/videos/1507273526053860/


Toca Raul: o maior coro coletivo de Metamorfose Ambulante

No dia 15/11 a SKOL te convida: toca Raul! Vamos fazer o maior coro coletivo de Metamorfose Ambulante que já se viu, com a regência de Vivi Seixas.

Sabe tocar a música em qualquer instrumento? Ou conhece os versos bem? Então vem descobrir com a gente que ser essa metamorfose ambulante é muito melhor do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.

Seja a metamorfose ambulante que o mundo precisa.

Local: Praça Ibrahim Nobre s/n – São Paulo (Obelisco do Ibirapuera)
Concentração: 14h00
Gravação do Coro: 16h00

Vai levar um instrumento? Pra nossa orquestra ficar redonda, conta pra gente qual aqui: https://goo.gl/FJsmq9

Se organizar direitinho, todo mundo #TocaRaul.

Entrada gratuita. É só colar!

Evento destinado a pessoas maiores de 18 anos.
Se beber, não dirija.
Não compartilhe esse conteúdo com pessoas menores de 18 anos.

Link Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/711842175678816/


O LIVRO DA LEI, de Aleister Crowley. Finalmente numa luxuosa edição bilíngue! Já em pré-venda.

“Faze o que tu queres, há de ser o todo da Lei”.

Esta frase, que é a base da Mágicka de Aleister Crowley, está n’O Livro da Lei. Escrito no Cairo, em abril de 1904, O Livro da Lei é a fonte e a chave para o pensamento do mais famoso mago do século XX. Sua influência se espalha por todo o ocultismo ocidental, do neopaganismo wicca à popularização de práticas espirituais como a yoga. Mas, além disso, espalha-se com muita força por toda a cultura popular ocidental. Crowley está na capa do disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, mas também é citado por artistas das mais diversas áreas, dos mais diversos gêneros. De Led Zeppelin, David Bowie, Jay Z e Raul Seixas a Fernando Pessoa, William S. Burroughs, Alan Moore e Neil Gaiman. “A influência de Crowley na cultura moderna é tão disseminada quanto a de Freud ou Jung”, diz o jornal inglês The Guardian. Esta edição bilíngue traz os comentários do autor e a reprodução dos manuscritos originais. Inclui ainda a tradução feita por Fernando Pessoa do poema de Crowley “Hino a Pan”, acompanhado de um texto do escritor português David Soares, estudioso da relação do poeta com o mago inglês.

Título: O Livro da Lei – Liber Al Vel Legis
Autor: Aleister Crowley
Tradução: Marina Della Valle
Editora: Veneta
Edição: 1
Ano: 2017
Idioma: Português
Especificações: Capa dura | 208 páginas
ISBN: 978-85-9571-017-7
Peso: 400g
Dimensões: 210mm x 140mm

Link para comprar: http://compre.vc/v2/316deab1750


Paulo Coelho, em entrevista a Luiz Carlos Maciel, em 1994, para um especial sobre Raul Seixas no programa RockStoria, da MTV, afirma que ele e Raul nunca foram amigos. O material bruto da entrevista realizada no apartamento de Kika Seixas, no Rio, foi disponibilizado no YouTube. Confira abaixo.

Em 2012, Vivi Seixas, caçula de Raulzito, declarou à Folha de São Paulo:Paulo Coelho nunca foi amigo do meu pai!e causou polêmica na época. Confira a íntegra na Folha clicando na imagem abaixo.

RockStoria MTV – Raul Seixas

Amanhã, acontece em São José dos Campos/SP, o evento Mostra Raul Seixas, uma noite que vai além do “Toca Raul!” com Sylvio Passos e Lon Amorim. IMPERDÍVEL!

Mostra Raul com Sylvio Passos e Lon Amorim
Sexta-feira, 10 de novembro de 2017 – 21h00

Uma noite que vai além do “Toca Raul!”

Sylvio Passos & Lon Amorim prestam uma homenagem diferenciada a Raul Seixas.

A proposta do evento e apresentar de forma dinâmica a trajetória de Raul Seixas com videos, áudios, bate-papo com Sylvio Passos e música ao vivo com Lon Amorim.

Sylvio Passos, detentor do maior acervo de objetos pessoais de Raul Seixas, fundador do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fa-Clube (1981), além de esclarecer dúvidas sobre a vida e obra do Maluco Beleza, apresenta algum item que pertenceu a Raul Seixas, durante seu bate papo com o público presente.

A disposição do evento se divide na seguinte forma:

1) Abertura com vídeos apresentando entrevistas, clipes e shows de Raul Seixas.
2) Arquivos de áudios com gravações raras de Raul Seixas.
3) Show com Lon Amorim com repertório constando apenas músicas de Raul Seixas tendo, em alguns momentos, a participação de Sylvio Passos na gaita.
4) Bate papo com Sylvio Passos respondendo perguntas feitas pelo público presente sobre a vida e obra de Raul Seixas.

A duração do evento gira em torno 3 a 4 horas conforme disposição acima.

***Adequado para Crianças

Onde:
Sobradinho Bar
Rua Volans, 1010
Jardim Satélite
São José dos Campos/SP
Tel: (12) 98205-6123

Link do Evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/124127678254263/

Vídeo Chamada: https://www.facebook.com/MrSteps/videos/vb.136780456436514/1461567203957826/

Feriadão Toca Raul! Conduzido por Vivi Seixas.

ATENÇÃO MÚSICOS e Fãs em geral de Raul Rock Seixas!
Vai ser simplesmente um encontro LINDO e INESQUECÍVEL!

Vai levar um instrumento? Pra nossa orquestra ficar redonda, conta pra gente qual aqui: https://goo.gl/FJsmq9

Se organizar direitinho, todo mundo #TocaRaul.

Entrada gratuita. É só colar!

Evento destinado a pessoas maiores de 18 anos.
Se beber, não dirija.
Não compartilhe esse conteúdo com pessoas menores de 18 anos.

Local: Praça Ibrahim Nobre s/n – São Paulo (Obelisco do Ibirapuera)
Concentração: 14h00
Gravação do Coro: 16h00

Informações detalhadas no link do evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/711842175678816/


Com previsão de lançamento para 28 de setembro, a Editora Benvirá publica o livro “Marcelo Nova – o Galope do Tempo”, com entrevistas realizadas pelo jornalista André Barcinski.

Marcelo Nova, ou Marceleza, como era chamado por Raul Seixas, dispensa apresentações. Cáustico, sem saco para tietagens e afins, amado e odiado na mesma proporção, divide opiniões daqueles que dele tentam se aproximar. EmMarcelo Nova – O Galope do Tempoo jornalista André Barcinski, autor também do ótimo “Pavões Misteriosos 1973-1984: A explosão da música pop no Brasilapresenta conversas com o lider do Camisa de Vênus onde abordam histórias de sua vida – e suas muitas percepções sobre música, carreira, família, cinema, Brasil, Carnaval, drogas, tatuagens, Bob Dylan, Raul Seixas…

Sendo fã ou não, odiando ou não, vale a pena a leitura que, certamente, causará desconforto dada a sua ácida verve.

Informações Técnicas:
Título: Marcelo Nova – O Galope do Tempo
Autor: André Barcinski, Marcelo Nova
Editora: Benvirá
Edição: 1
Ano: 2017
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 264 páginas
ISBN: 978-85-5717-168-8
Peso: 400g
Dimensões: 230mm x 160mm
Link para compar: http://compre.vc/v2/262047677cb

Sábado, 23 de setembro, Lippo a Vapor e Putos BRothers Band em Guarulhos no Deco Rock Bar, rua Roberto Tadeu Fornazari, 18 (antiga rua do cano) atrás do fórum Guarulhos. Tel: (11) 94746-2195
https://www.facebook.com/pg/decorockbar/

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/120663385248435/


Fãs de Raulzito Rock Seixas preparam festas para homenagear o Maluco Beleza em seu 28º aniversário de morte. Há ainda lançamento de livros entre outras homenagens. Confira abaixo os eventos que conseguimos descobrir.

Clique nas imagens e links abaixo para informações detalhadas.

Garanta seu exemplar clicando na imagem acima.

Lançamentos do livro “O Raul Que Me Contaram”, do BRother Tiago Bittencourt.
TODO MUNDO CONVIDADÍSSIMO! É só chegar.
15/08 – 19H – GOIÂNIA
Livraria Leitura – Goiânia Shopping (Av. T-10, 1300, St. Bueno)
https://www.facebook.com/events/713274802190670

16/08 – 19H – BRASÍLIA
Shopping Pier 21 – praça de eventos (SCES, Trecho 2, Lote 32)
https://www.facebook.com/events/425143231212790

23/08 – 19H – SÃO PAULO
9° CinEstácio – TOCA RAUL!
Documentário + Pré Lançamento do Livro “O Raul que Me Contaram” –
Roda de conversa com o autor, Tiago Bittencourt, e a participação especial de Sylvio Passos e convidados.
https://www.facebook.com/events/1645271742184717/

24/08 – 19H – SÃO PAULO
Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena)
https://www.facebook.com/events/1921107371476461

27/08 – 17H – SALVADOR
Livraria Leitura – Shopping Bela Vista (Alameda Euvaldo Luz, Horto Bela Vista)
https://www.facebook.com/events/1656897547653564







O Raul Que Me Contaram
A História Do Maluco Beleza Revisitada Por Um Programa De Tv
Tiago Bittencourt

O Raul que me contaram – A história do Maluco Beleza revisitada por um programa de TV pode ser encarado como uma biografia ou como uma série de entrevistas, mas acima de tudo é um relato pessoal sobre encontros com personagens que resgatam a jornada do cantor Raul Seixas pela vida. O livro traz na íntegra as conversas com Cláudio Roberto, Jerry Adriani, Marcelo Nova, Roberto Menescal, Marco Mazzola, Sylvio Passos, Jay Vaquer, Tânia Menna Barreto, Kika Seixas, Vivian Seixas, entre outros. Há também figuras pouco exploradas no universo raulseixista. O Dr. Luciano Stancka conta sobre o comportamento do seu paciente famoso e quando o encontrou morto na cama. A prima Heloisa Seixas relembra as “traquinagens” de Raul quando criança.

Garanta o seu exemplar clicando no link abaixo ou na imagem acima.
http://compre.vc/v2/2099d451385

COMITÉ INC. apresenta CABEÇA ANIMAL toca Raul Seixas
(Jajá Cardoso, Luca Bori e Dieguito Reis da VIVENDO DO ÓCIO)
DATA: 29.07.17 – SÁBADO
LOCAL: BREVE – Rua Clélia, 470 – Lapa – São Paulo/SP
Garanta seu ingresso já clicando no link abaixo.
http://bit.ly/ingressotocaraul
SOCA RAUL!


Procura-se MULHERES para compor banda-tributo a Raul Seixas.

Trata-se da banda feminina AS RAULZITAS. Para que o projeto seja concretizado estamos em busca de MULHERES que toquem e/ou cantem, que sejam fãs de Raul Seixas e, principalmente, que morem em São Paulo para compor essa banda feminina que não será um banda cover de Raulzito, mas sim uma banda tributo composta apenas por mulheres.

Interessadas podem entrar em contato pelo e-mail asraulzitas@sylviopassos.com para acertarmos detalhes e colocarmos o projeto em prática.

É isso meninas!
Toca Raul!
Toca Raulzitas!

facebook.com/AsRaulzitas

Realização/Produção: Raul Rock Club & SPassos Records
Apoio: Agência Capim Guiné