Posts com Tag ‘baia’


Fãs de Raulzito Rock Seixas preparam festas para homenagear o Maluco Beleza em seu 28º aniversário de morte. Há ainda lançamento de livros entre outras homenagens. Confira abaixo os eventos que conseguimos descobrir.

Clique nas imagens e links abaixo para informações detalhadas.

Garanta seu exemplar clicando na imagem acima.

Lançamentos do livro “O Raul Que Me Contaram”, do BRother Tiago Bittencourt.
TODO MUNDO CONVIDADÍSSIMO! É só chegar.
15/08 – 19H – GOIÂNIA
Livraria Leitura – Goiânia Shopping (Av. T-10, 1300, St. Bueno)
https://www.facebook.com/events/713274802190670

16/08 – 19H – BRASÍLIA
Shopping Pier 21 – praça de eventos (SCES, Trecho 2, Lote 32)
https://www.facebook.com/events/425143231212790

23/08 – 19H – SÃO PAULO
9° CinEstácio – TOCA RAUL!
Documentário + Pré Lançamento do Livro “O Raul que Me Contaram” –
Roda de conversa com o autor, Tiago Bittencourt, e a participação especial de Sylvio Passos e convidados.
https://www.facebook.com/events/1645271742184717/

24/08 – 19H – SÃO PAULO
Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena)
https://www.facebook.com/events/1921107371476461

27/08 – 17H – SALVADOR
Livraria Leitura – Shopping Bela Vista (Alameda Euvaldo Luz, Horto Bela Vista)
https://www.facebook.com/events/1656897547653564





Anúncios

Baia
Quinta – 12/07/2012
Studio SP – Vila Madalena
Rua Inácio Pereira da Rocha, 170
Entrada $20 / Lista $15
Porta 21h Show 22h

Baia no Studio SP - Vila Madalena, quinta, 12 de julho. I M P E R D í V E L !

Baia no Studio SP – Vila Madalena, quinta, 12 de julho. I M P E R D í V E L !

Ele não vai pegar leve. Passou pela escola do iê-iê-iê realista de Raul, passou pela escola da densidade psicológica de Dostoievski, pela escola Bob Dylan, com suas letras expansivas e visionárias, passou por essas e outras célebres escolas sendo sempre seu melhor e antiexemplar aluno: soube aprender e sair delas, pois a verdadeira função das escolas é deseducar, abrir a possibilidade de o sujeito se tornar, finalmente, um analfabeto, como diria de si mesmo Tom Zé – aliás, outra de suas escolas.

Deseducado, analfabeto: criador. E aí pode-se dizer que há um artista. O artista Baia é uma combinação desses e outros artistas, e ao mesmo tempo é irredutível a cada um deles. Com Raul, ele aprendeu que o rock pode ser a “melhor música pra se dizer um monte de coisas”; é, como Raul e toda a tradição barroca da Bahia, excessivo; e crítico, irônico, observador mordaz dos estranhos valores da nossa sociedade de consumo. Como Bob Dylan, além do timbre anasalado, ele tende à prosa: gosta de narrar, suas letras parecem querer transbordar a melodia. E, como Tom Zé, sabe contar estórias como ninguém, tem um talento delicioso para o humor, tem o timing cômico de um verdadeiro ator.

Mas Baia, como eu disse, é tudo isso e nada disso. É uma outra coisa que só ouvindo ou vendo, mas a gente pode se aproximar mais um pouquinho. Ele canta o amor ao avesso: a mulher que tem ciúmes até do cachorro que o lambeu, que quer que ele se lembre até do que ela se esqueceu de lhe dizer, a outra que quer corrigir sua vida com caneta vermelha, quer arrancar suas páginas e tem mania de colocar pingos em ipsilones. Ele canta Deus a torto – o vazio da “falta de Pai eterno” – e a direito: “em tudo o que há, Ele é”. “Agora é a hora da falácia”, ele diz, iniciando seu show, como num antiapocalipse.

A inteligência e o rock. A comunhão, que reúne, e a ironia, que separa. Os shows de Baia, quem já viu sabe do que estou falando, são festas para Apolo e Dionísio, ritos para a cabeça e o corpo. Depois da trajetória com os Rockboys (banda em que tocava o guitarrista e talentoso compositor Tonho Gebara, parceiro de Baia em algumas de suas melhores canções, e lamentavelmente falecido no começo desse ano), Baia tem intensificado as parcerias com Gabriel Moura, ex-Farofa Carioca e um dos melhores compositores da sua geração. Soma de forças que vem rendendo canções vigorosas e precisas, como “Fulano” e “Tu”, respectivamente, entre outras. Dono de uma trajetória que já conta com quatro discos, inúmeros shows e um público fiel, Baia está a ponto de bala, com a faca e o queijo na mão

. Às suas canções mais conhecidas, como “Na fé”, “O comedor de calango e o gerente da multinacional”, “Eus”, “Bicho homem”, “Baia e a doida”, têm se juntado novas composições – como as acima citadas “Fulano”e “Tu”, além de “Habeas corpus” e “TV Cultura”, que ainda não foram gravadas, mas já vêm sendo apresentadas em seus shows – que prometem um belo novo disco. “Agora é a hora da falácia”, ele anuncia. Mas a verdade é que esse cara é bom – e não é candidato a nada.