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Raul Seixas ganhará cinebiografia da produtora O2 Filmes
Toca Raul!
Felipe Ribeiro (Portal Terra)

Icônico cantor e compositor brasileiro, Raul Seixas vai ganhar uma cinebiografia que será realizada pela produtora de Fernando Meirelles, a O2 Filmes. O acordo para realizar o filme sobre o músico criador da canção “Sociedade Alternativa” foi fechado com a viúva dele, Kika Seixas. A direção ficará nas mãos de Paulo Morelli ( Malasartes e o Duelo com a Morte , Entre Nós, Cidade dos Homens ).

Ainda sem roteiro definido, Kika opinou em entrevista a uma coluna do jornal O Globo qual o período da vida do cantor ela acha mais interessante de ser abordado. “Acho que a fase mais fascinante do Raul, que engloba conquistas, derrotas e muito drama, começa com ele criança, na Bahia, até o ano de 1973, quando grava o disco ‘Krig-ha, Bandolo'”, afirmou.

Sem previsão para iniciar as filmagens e sem data de lançamento, a cinebiografia será a segunda obra que traz Raul como foco da narrativa. Em 2012, o músico foi tema do documentário Raul – O Início, o Fim e o Meio , realizado por Walter Carvalho, Evaldo Mocarzel e Leonardo Gudel — longa considerado um dos 100 melhores documentários brasileiros de todos os tempos pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

IN: Portal Terra

Amanhã, sexta-feira, às 21h00 na Top Web TV muito papo sobre Raul Rock Seixas em entrevista com Sylvio Passos.
Acompanhe ao vivo direto do site da Top Web TV.

 

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RAUL SEIXAS – POR TODA MINHA VIDA

Raul – “Esse caminho que eu mesmo escolhi”

Raul – O Inicio, O Fim e O Meio

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CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR O PROGRAMA COMPLETO.

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PROGRAMA BARBIERI INDICA 09-12-2015 Nessa edição o Mestre vai rolar : Pandorah, Motorocker, Putos BRothers Band, Edson Souza, TESS, Uganga, Higher, Primator, Maestrick e muito mais! Prestigiem, Divulguem Compartilhem!!!

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Quarta-feira 23/12/2015 das 12h às 16h00 repetidamente. SE VOCÊ CURTE RAUL SEIXAS , NÃO PERCA DIA 23/12/2015 DAS 12 ÁS 16 HS ESPECIAL COM SYLVIO PASSOS O FUNDADOS DO FÃ CLUBE OFICIAL DE RAUL SEIXAS NO BRASIL . COM CERTEZA IMPERDÍVEL EM: http://www.radiorocknation.com

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Parado desde 2009, Raul Rock Club retoma atividades. CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E CONFIRA MATÉRIA COMPLETA.

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Expo Raul - O Início, O Fim e O Meio - Metrô Paraíso, São Paulo

Expo Raul - O Início, O Fim e O Meio - Metrô Paraíso, São Paulo

Expo Raul Seixas – O Início, o fim e o meio – ESTAÇÃO PARAíSO DO METRÔ – de 12 à 31 de março de 2012
Horário: das 10 às 22hs diariamente

ABERTURA OFICIAL: 15 de março às 19:00hs com Putos Brothers Band & Convidados Especiais.

Enquanto esperam a estreia do longa Raul – O inicio, o fim e o meio, de Walter Carvalho, no dia 23 de março, os fãs de Raul Seixas poderão curtir a exposição homônima no espaço do projeto Encontros na estação Paraíso do metrô, a partir do dia 12 de março, segunda-feira. A exposição reúne itens do acervo pessoal de Sylvio Passos (amigo de Raul e fundador do Raul Rock Club, o fã-clube oficial do artista), que vão desde documentos, manuscritos de músicas e fotos de arquivo pessoal à famosa guitarra Gibson, capa do LP Gita de 1974. No palco “Faze o que tu queres”, convidados especiais irão relembrar grandes sucessos do “maluco beleza”. A exposição tem curadoria de Sylvio Passos, e foi organizada em parceria pelo produtor do longa Denis Feijão e a CineMagia.

INFO: http://projetoencontros.com.br



PRÉ-ESTREIA RAUL – CONFIRMADAS SALAS E CIDADES DA PRÉ, COMPRE SEU INGRESSO

RAUL – O INÍCIO, O FIM E O MEIO, documentário de Walter Carvalho sobre o grande Raul Seixas, tem pré-estreia garantida quinta-feira, dia 15 de março. Os ingressos já estão à venda na ingresso.
Assista antes, com a sala cheia de fãs, à esta homenagem à vida e obra de Raulzito.

E a demanda em RAUL.MOBZ.ME continua. Entre em RAUL.MOBZ.ME e clique em QUERO VER. Com a sua ajuda a MOBZ pode aumentar o número de sessões do dia 15 e ajudar a levar o filme para mais cidades no dia 23.

PROGRAMAÇÃO DA PRÉ-ESTREIA MOBILIZADA DO DIA 15

SÃO PAULO:

Kinoplex Itaim – 21:00
Cinemark Eldorado – 21:00
Cinemark Market Place- 21:00
Cinemark Santa Cruz- 21:00
Cinemark Metro Tatuapé- 21:00
TAM – Sala Londres – 21h30
Pompéia – Sala 10 – 21h30
Espaço Unibanco – Sala 3 – 21h30

RIO DE JANEIRO:

Kinoplex Leblon – 21:00
São Luiz – 21:00
Kinoplex Tijuca – 21:00
UCI New York – sala 13 – 22:00
Cinemark Botafogo- 21:00
Cinemark Downtown- 21:00
Cinemark Niterói- 21:00
Arteplex Botafogo – Sala 3 – 21h30
Cinépolis Lagoon – 21:50

BRASÍLIA:

Kinoplex Park – 21:00
Cinemark Píer- 21:00
Espaço Itaú Cinemas – 7 – 21h30

RECIFE

Kinoplex Casa Forte – 21:00
Recife Shopping – 21:00
Box Guararapes – 21:50

BELO HORIZONTE:

Cinemark Savassi- 21:00
Cinemark Diamond- 21:00
Del Rey – sala 7 – 21:15

SALVADOR:

Cinemark Salvador- 21:00
Glauber Rocha – Sala 3 – 20h50
Cinépolis Salvador Norte – 21:50
Multiplex Iguatemi – 22:30

IN: http://www.mobz.com.br/Blog/28/PRE-ESTREIA-RAUL-CONFIRMADAS-SALAS-E-CIDADES-DA-PRE-COMPRE-SEU-INGRESSO

05/03/2012 – 15h47

Paulo Coelho fala sobre Raul Seixas e drogas; veja trailer
DE SÃO PAULO
Um novo teaser de “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, divulgado com exclusividade à Folha, revela mais algumas entrevistas do documentário de Walter Carvalho sobre uma das lendas do rock brasileiro.

Nesse segundo trailer do filme, o escritor Paulo Coelho e o jornalista Nelson Motta falam da relação de Raul com as drogas.

O filme, que costura a vida e a obra do artista por meio de depoimentos de familiares, mulheres e parceiros, chega aos cinemas em 23 de março.

Veja abaixo o novo teaser de “Raul”:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1057347-paulo-coelho-fala-sobre-raul-seixas-e-drogas-veja-trailer.shtml

Pré-estreia - Raul - O Inicio O Fim e O Meio

Pré-estreia - Raul - O Inicio O Fim e O Meio


São Paulo, Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

FINO
SESSÃO SEIXAS

por André Barcinski

WALTER CARVALHO CONTA OS BASTIDORES DA PRODUÇÃO DO DOCUMENTÁRIO “RAUL – O INÍCIO, O FIM E O MEIO”, QUE ESTREIA NO MÊS QUE VEM EM TODO O BRASIL

Sentado no sofá de sua sala, com um janelão aberto para o Pão de Açúcar e a baía de Guanabara, Walter Carvalho se concentra. De olhos fechados, ele passa um pequeno bastão de metal na borda de um copo pesado, produzindo um silvo constante. “Vamos tentar chamar o Raul”, diz.

Raul, claro, é o Seixas (1945-1989), o roqueiro baiano que Walter, 64, homenageia em “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, documentário que estreia em todo o país, em 23 de março, depois de pré-estreias em Salvador, Rio e São Paulo.

Walter é um dos maiores diretores de fotografia do cinema brasileiro. Assinou a fotografia de “Heleno”, cinebiografia do jogador Heleno de Freitas, com Rodrigo Santoro (estreia em 16/3). Além de filmes como “Central do Brasil” (Walter Salles, 1998), “Carandiru” (Hector Babenco, 2003) e “Lavoura Arcaica” (Luiz Fernando Carvalho, 2001). É irmão do documentarista Vladimir Carvalho (“O País de São Saruê”, 1971) e pai de Lula Carvalho, diretor de fotografia de “Raul”.

Esse já é o sexto filme de Walter como diretor. Também tem no currículo “Cazuza – O Tempo Não Para” (em parceria com Sandra Werneck, 2004) e “Budapeste” (2009).

“Raul” é um relato comovente da vida do baiano, um artista tão indefinível quanto sua música. “É a minha visão sobre ele. É o Raul que inventei”, diz Walter. “Porque o de verdade ninguém sabe quem foi. É um mito. E mito não se explica.”

Não é exagero chamar Raul de “mito”. Nenhum artista pop brasileiro tem admiradores tão fanáticos e folclóricos. Que outra personalidade popular merece passeatas, todo ano, com milhares de sósias tomando as ruas e cantando suas músicas? Nem Chacrinha nem Roberto Carlos. Só Raul.

“Pensei muito sobre a razão dessa idolatria”, diz o diretor. “E a única explicação que tenho é sua irreverência. Quando você é garoto, naturalmente tem uma reação contra a família. Quando fica maior, sua reação é contra o ‘establishment’, o governo. E acho que, aí, muita gente se identificou com o Raul.”

Ele pensa um pouco e completa: “Tem outra coisa muito importante: as músicas de Raul são diretas. Parece que ele fala só para você. ‘Ouro de Tolo’, por exemplo: aquilo é uma crônica, uma crônica de Fernando Sabino, de Rubem Braga”.

O próprio Walter se identificou com o maluco beleza. Ele lembra bem do choque que foi ver o cabeludo cantando aquelas letras sarcásticas, em plena era Médici (1969-1974). “Vim da Paraíba para o Rio de Janeiro no fim dos anos 1960. Quando Raul explodiu, em 1972, acompanhei de perto.”

Não deve ser fácil explicar um homem que se dizia uma “metamorfose ambulante”, especialmente porque, em suas entrevistas, parecia estar interpretando um personagem.

“Ele era um ator”, diz o cineasta. “Há uma entrevista que eu fiz questão de deixar no filme: ele está de mau humor, parece que tinha acabado de acordar. A repórter pergunta se o que ele faz é música de protesto. Ele responde: ‘Eu faço música raulseixista’.”

SORTE

Raul Seixas fez, como ninguém, a fusão da música brasileira e do rock’n’roll. Foi a ponte entre Luiz Gonzaga e Elvis, sem nunca soar folclórico. Criou música autenticamente brasileira sem repelir a guitarra elétrica, mas incorporando-a de uma forma original e sofisticada.

Pegue um LP qualquer de Raul, “Gita” (1974), por exemplo: tem rock (“Super-Heróis”), balada caipira (“Medo da Chuva”), repente (“As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”), folk pastoral (“Água Viva”), jazz-bossa-lounge (“Moleque Maravilhoso”) e bolero (“Sessão das Dez”). E isso é só o lado A do álbum.

Para fazer “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, Walter Carvalho gravou mais de 200 horas de entrevistas com 94 pessoas. Falou com as mulheres mais importantes da vida do músico, seus parceiros, amigos e fãs. Coletou dezenas de horas de material de arquivo e centenas de fotos, muitas inéditas, conseguidas em arquivos pessoais. Mas contou também com uma ajudinha especial: “Sorte. Sem ela, esse filme teria sido bem diferente”.

Walter lembra a dificuldade que foi conseguir a entrevista com Paulo Coelho, principal parceiro de Raul. A agenda do escritor estava tão ocupada que o diretor chegou a pensar que lançaria o documentário sem falar com ele. “Seria uma perda irreparável para o filme.”

Até que, certa noite, quando zapeava um canal brasileiro de sua casa em Genebra, na Suíça, Paulo Coelho viu um programa que lembrava os 20 anos da morte de Raul. Nele, Sylvio Passos, presidente do fã-clube do cantor, elogiava Walter Carvalho: “Até que enfim alguém está fazendo um filme sério sobre Raul”, dizia Passos. Paulo Coelho pegou o telefone e pediu que sua assistente marcasse a entrevista.

Durante a conversa, outra intervenção do acaso ajudou a criar um momento sublime: enquanto Paulo Coelho falava, uma mosca -inseto que Raul incorporou no clássico “Mosca na Sopa”- começou a perturbá-lo. “Gozado, em Genebra quase não tem moscas”, diz Paulo. “Deve ser o Raul.” A cena é tão boa que parece armada. “Eu contei que tinha levado a mosca do Brasil, e teve gente que acreditou”, diz o diretor.

A entrevista com Paulo Coelho é a mais importante do filme. O escritor fala de sua colaboração com Raul, da ligação de ambos com o satanista inglês Aleister Crowley e o ocultismo e confessa ter apresentado Raul às drogas. “Eu tomava tudo: ácido, cocaína… Mas não me sinto responsável por Raul ter passado a usar drogas. Ele era maior de idade e sabia muito bem o que estava fazendo.”

Outra qualidade do filme é não esconder os defeitos e problemas de Raul. Quase todos os entrevistados falam do alcoolismo e das drogas que o mataram, aos 44 anos. Sylvio Passos conta que, nos últimos anos de vida, Raul andava com um galão de cinco litros de éter, cheirando constantemente.

Marcelo Nova, responsável por levá-lo de volta aos palcos, depois de três anos sumido, conta que chegou a pagar a feira de Raul. “O Marcelo o ajudou muito. Como ele diz no filme, o Raul morreu de pé, cantando, na frente dos fãs”, diz Walter.

E os fãs do roqueiro vão gostar do filme? “Olha, tive um bom indício numa pré-estreia”, diz o diretor. “Um sujeito, com camiseta do Raul, se aproximou e disse: ‘Rapaz, quero lhe dar os parabéns. Seu filme mexeu com a minha metafísica!’ Nunca recebi um elogio desses.”

IN: Revista Serafina – Folha de São Paulo – Domingo, 26 de Fevereiro de 2012


Magia sexual

Conheça a prática que busca a realização de desejos através do sexo, pregada pelo polêmico mago inspirador de roqueiros como Raul Seixas
POR LEANDRO SOUTO MAIOR

Rio – Com estreia nos cinemas prevista para 23 de março, o filme ‘Raul — O Início, o Fim e o Meio’, sobre Raul Seixas, vai jogar holofotes não só no Maluco Beleza, mas também em outros personagens que faziam parte de sua vida. Um deles, o mago inglês Aleister Crowley (1875-1947), fez tanto a cabeça de Raul — e de mais um punhado de gente, incluindo roqueiros do naipe de Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, e John Lennon — que inspirou sua ‘Sociedade Alternativa’ e é citado nominalmente na canção.

Entre os assuntos que rondam o polêmico Crowley, está o uso do sexo como uma ferramenta na magia. Mas, afinal, o que é essa tal de magia sexual?

“Magia é uma forma de direcionar sua vontade para alcançar um objetivo. Existem várias maneiras de facilitar essa canalização do pensamento, como a meditação. A magia sexual substitui a meditação pelo sexo, valendo-se da energia liberada no orgasmo, que é o momento em que a mente se desloca da matéria”, teoriza Johann Heyss, autor de ‘Aleister Crowley — A Biografia de Um Mago’.

“Já tive experiências nesse sentido, algumas até assustadoras. Uma vez, no momento exato em que consegui desfazer uma magia, a calopsita da minha mãe cortou um pedaço de sua própria asa de uma maneira muito sinistra. Existe a história de um cara que usou a magia sexual para ganhar uma quantia de dinheiro. Ele sofreu um acidente, ficou paraplégico e ganhou o dinheiro do seguro”.

Fundador do fã-clube oficial do Led Zeppelin no Brasil, Luiz Claudio Rocha, o Lula Zeppeliano, também já experimentou a magia sexual. Seu ídolo — de quem acabou tornando-se amigo —, o guitarrista da banda, Jimmy Page, é um dos maiores divulgadores da obra de Crowley.

“Quando apertei a mão dele pela primeira vez, logo vimos que éramos dois thelemitas (seguidores da doutrina Thelema, propagada por Crowley). Conhecer o Page foi fruto de uma vontade que mentalizei. Hoje, porém, não uso mais a magia sexual porque passa a ser algo sem limite, de achar que tudo que eu quero, eu posso. Apesar de que, uma vez que você entra na magia, nunca mais a magia deixa de estar com você”, filosofa.

Uma das cenas do filme. Antônio Guedes e Toninho Buda em "Contatos Imediatos do IV Graal" (1979) - Sacrilégio de Baphomet

Uma das cenas do filme. Antônio Guedes e Toninho Buda em "Contatos Imediatos do IV Graal" (1979) - Sacrilégio de Baphomet

Coautor do livro ‘Raul Seixas — Uma Antologia’ e amigo pessoal do cantor e compositor, Toninho Buda travou contato com a magia sexual na época do ‘amor livre’.

“Buscávamos o crescimento espiritual, com o desapego e a libertação do outro. Raul fez a música ‘A Maçã’ falando dessa libertação (veja a letra ao lado). Mas o que a gente queria tinha mais a ver com transar com o maior número de mulheres sem aborrecimento ou compromisso! Na verdade, esse papo de magia sexual era maravilhoso para disfarçar a nossa molecagem inata!”, entrega.

São as cenas mais chocantes do filme

Toninho Buda é coautor, junto de Antônio Guedes, do filme de propaganda da Sociedade Alternativa ‘Contatos Imediatos do IV Graal’, de 1979, e que tem algumas cenas incluídas em ‘Raul — O Início, o Fim e o Meio’.

“São as cenas mais chocantes do documentário, as pessoas que já viram ficam horrorizadas. A cena ‘O Sacrilégio de Baphomet’ representa a morte do deus Pan, das florestas, da natureza. Pena que esta cena esteja sendo interpretada como magia negra, pois ela representa exatamente o que a sociedade está fazendo com a natureza”, lamenta Buda.

IN: http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/magia-sexual-1.412749

Toca Raul!

Publicado: 24 de fevereiro de 2012 em Filmes, Música, Music
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Toca Raul!
Documentário sobre Raul Seixas estreia no cinema em março e tenta equilibrar a vida pública e a pessoal do “maluco beleza”
Alice Melo

 

Entre o ritmo envenenado da guitarra de Elvis Presley e o baião tocado pela sanfona de Luiz Gonzaga, Raul Seixas inventou o rock brasileiro. Ele se apresentou como Raulzito, usou brilhantina no topete e gola levantada. No início da década de 1970, deixou a juba encaracolada crescer, vestiu calças e coletes coloridos, fez parceria com Paulo Coelho, se afundou nas drogas e conduziu uma guinada na música nacional. Morreu em 1989, mas, em março, vai ressuscitar no cinema. “Raul – o início, o fim e o meio” é um documentário de Walter Carvalho que pretende compreender o mito e equilibrá-lo entre o que ele foi em casa e no palco.

“O filme tem dois planos, o público e o privado”, explica Carvalho. “Não tentei defini-lo, isso seria um erro. Porque um mito não se define, um mito se encontra, se descobre. O Raul contado ali foi o Raul que eu encontrei, mas ele pode ser muitos outros”.

No que diz respeito à vida pessoal, a história é contada de forma cronológica, mas ganha uma dinâmica de idas e vindas quando o foco é a carreira artística. Depoimentos de ex-mulheres complementam os “causos” contados por amigos e familiares, além de trechos com lembranças de admiradores e colegas de trabalho. Raul foi um homem de muitos amores e muitos conflitos – chegou a perder vários deles para o álcool e para as drogas. Nunca aceitou deixar seu lado “maluco beleza”, nem mesmo quando estava debilitado pela doença. No fim da vida estava sozinho, mas cantando. O palco sempre foi seu companheiro – nele conquistou milhares e milhares de fãs, de várias gerações. Foi um fenômeno. Ainda hoje, em concertos de rock pelo Brasil, é possível ouvir gritos vindos da plateia: “Toca Raul!”

“Ele é o nosso Elvis, o nosso roqueiro seminal, mas com um interessantíssimo tempero baiano e tropical”, opina o jornalista Nelson Motta, que também aparece em entrevista no documentário de Carvalho. “Ele se tornou público no Festival Internacional da Canção de 1972. Sua aparição foi sensacional, e logo ele virou um ídolo popular, um grande vendedor de discos e a encarnação do rock and roll em plena ditadura militar. A música ‘Ouro de tolo’, por exemplo, é uma obra-prima de sarcasmo político. É contra o ‘milagre brasileiro’ apregoado pela ditadura”, conta.

Além de entrevistas, o filme tem imagens e vídeos inéditos, assim como trechos de canções gravadas pelo mito quando ainda era criança. Walter Carvalho diz que tentou escapar do material que circula na Internet, pedindo às pessoas, em programas de televisão, que lhe enviassem vídeos amadores e fotografias captadas em shows. Deu certo. O diretor reuniu mais de 400 horas de imagens e som, e organizou tudo num mosaico bem arranjado. A voz que menos aparece e que poderia ter tido mais destaque é, por incrível que pareça, a do próprio Raul. Mas o diretor não se preocupa com isso e fala sobre a obra sem modéstia: “Estou satisfeito. Faria tudo igual de novo”.

IN: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/em-dia/toca-raul

Revista de Historia da Biblioteca Nacional Edição nº 77 Fevereiro 2012

Revista de Historia da Biblioteca Nacional Edição nº 77 Fevereiro 2012


Raul – O início, o fim e o meio: produtor fala sobre o filme

Em entrevista concedida, o produtor do filme, “Raul – O início, o fim e o meio“, Denis Feijão, falou sobre as futuras perspectivas do documentário, do diretor Walter Carvalho.

O documentário retrata as diversas facetas do músico, desde suas parcerias com Paulo Coelho até seus casamentos. Sua estreia nos cinemas será no dia 23 de março.

Bem, já que o filme se trata de um grande ícone da música brasileira, há muitas histórias ao redor do personagem. Então, como foi a organização e o recolhimento dessas  histórias, depoimentos…?

Todo filme tem seus desafios. Este é além disso, uma oportunidade. A densidade de suas criações, da vida destemida, das lutas colocadas nas metáforas elaboradas que nem a censura alcançava. Isso foi lembrado inclusive no filme em um depoimento do Pedro Bial.

Houve dificuldades ao longo da produção, principalmente a respeito das entrevistas? Quais?

É um personagem complexo, de muita referência musical e de comportamento singular. Conseguimos neste período mapear tudo da vida e obra do artista e do homem. São 400 horas de materiais. As filmagens consumiram  quase 2 anos. Depois disso, a montagem teve uma imersão de 1 ano e meio e trabalho. Paulo Coelho, Pedro Bial, Nelson Mot, Caetano Veloso, Marcelo Nova, Edy Star, André Midanni, Tom Zé, Zé Ramalho, entre outros.

O que mais se ressaltou durante a produção do filme? 

Sempre tive na cabeça que deveriamos resgatar e reunir as imagens existentes, criar outras para recriar a trajetória de vida desta fera, deste ícone do Rock Brasileiro e de a sua época. Depois do filme tive certeza que sua paixão, levada ao extremo da auto-destruição é infelizmente demonstração de seu envolvimento, sua essencialidade, e o quanto as limitações da época e do país lhe foram difíceis de suportar. Viveu momentos conturbados da história brasileira, em que todos os artistas, transgressores como ele, eram vistos com suspeito pelo regime militar, vivendo o momento da estruturação no Brasil do fenômeno da cultura de massas. Raul Seixas não resistiu às tensões e, como inúmeros outros artistas de seu tempo, adormeceram ou “morreram” prematuramente. No caso dele, morreu de fato! A vida do Raul está em todos nós.

A respeito do elenco, como foi a escolha dos atores para seus respectivos personagens?
 Além do complicado quebra-cabeça de formatos e suportes os mais variados, foram mais de cem entrevistas. E a cada entrevista, abria-se mais o leque. Desde a família, filhas, companheiras, amigos, parceiros, fãs famosos, artistas consagrados, produtores musicais, pensadores, e etc. As coisas se tornavam sempre grandiosas. fomos á Suiça para ficar 40 minutos com o Paulo Coelho, ficamos mais de duas horas, ele contou tudo que dá para fazer outro filme e até uma mosca apareceu para entrar na nossa sopa. A equipe também foi importante. Era uma orquestra que sabia intuitivamente que estávamos lidando com um mito e uma história sui generis. Logo, as regras eram diferentes de tudo. Está na tela o que o time colheu.

O filme “Cazuza – O tempo não para” também foi dirigido por Walter Carvalho. Pode-se dizer que esse filme serviu de “molde” para a produção de “Raul – O início, o fim e o meio”?

Precisava de um diretor, um parceiro, que tivesse a sensibilidade de demostrar as diversas facetas do Raul Seixas, e principalmente, tentar desvendar a enorme comunicação que suas músicas e ideologia com os fãs mesmo depois de sua morte e ao mesmo tempo, um homem vivido, corajoso, que poderia ter o mesmo beat do Raul.  Sabia que seu olhar iria ampliar a nossa percepção diante do mito Raul Seixas, e ao mesmo tempo, que a vasta experiência dele seria fundamental para atenuar as dificuldades que iríamos encontrar.

O filme possui um caráter mais voltado ao gênero “documentário”? 

O filme é um Documentário de longa-metragem.

Ao todo, como foi trabalhar sobre a história de vida de um dos maiores músicos brasileiros?

O Raul que consigo enxergar é um visionário que fez o possível e o impossível, por ele mesmo, e pelo que acreditava.  Sua musicalidade, sua cultura e na desobediência foram virtudes necessárias para o sucesso. Deixou isso em forma de música.  Foi chamado de pai do rock, mas ele foi “pai’ de uma geração calada e colocada no canto. Influenciou a maneira de ser, de agir e não um estilo de vida ou um passatempo que tocava na vitrola. O Raul deve ter salvo muito pai reacionário da ira de seus filhos!

A simplicidade trás a pluralidade, Raul Seixas é o nosso “Leonardo Da Vinci” da música brasileira. Manteremos nosso respeito por esse grande cara Raul Seixas, pelo nosso trabalho digno e honesto, sem perder o controle e a integridade da história que devemos contar, não respeitando a natureza, os eventos e as mitologias que cercam nosso astro. Esse filme será visto dieversas vezes pelas mesmas pessoas. Hoje eu entendo porque as pessoas ainda dizem, mais de vinte anos após a sua morte:  ”Toca Raul”. Ele toca mesmo!

Bem, como está próximo a estreia do filme, gostaria de encerrar essa entrevista perguntando quais são as perspectivas para após a estreia do filme?

Pelo que já tivemos de resposta antes mesmo do filme chegar no circuito comercial, não sei aonde poderemos chegar. O filme todo foi uma surpresa maravilhosa. Espero o mesmo daqui em diante. Já tivemos duas surpresas inesperadas. Fechamos o Festival de Cinema do Rio e na Mostra de Cinema de SP  ganhamos os prêmios de melhor documentário brasileiro da Mostra, e melhor documentário pelo voto popular. Sem dúvida o filme vai multiplicar o legado do Raul, muito mais do que venda de jornal, livro e revista. Atualmente estou desenvolvendo dois novos longas, “Sabotage” sobre a vida do rapper e “Hortência” baseado na trajetória da atleta e rainha do basquete mundial.

IN: http://aliterasom.com/?p=8523

23 de março de 2012 - Nos Cinemas

23 de março de 2012 - Nos Cinemas

Festas de lançamento (pré-estreia) com datas já confirmadas:
12 de março – Salvador/BA
14 de março – Rio de Janeiro/RJ
20 de março – São Paulo/SP (Festa aberta ao público no ADEGA ORIGINAL).