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Você ainda pode sonhar. Sonho que se sonha junto é realidade.**

Contrato de Raulzito e Os Panteras com a EMI Odeon assinado em 25 de setembro de 1967. Clique para ampliar.

Em 25 de setembro de 1967, o sonho dos quatro garotos soteropolitanos de gravar um disco por uma grande gravadora tornou-se realidade, foi nessa data que Raulzito, Eládio, Carleba e Mariano assinaram contrato com a EMI Odeon, a gravadora dos Beatles, banda inglesa que tanto influenciara Raulzito e seus companheiros.

Contrato de Raulzito e Os Panteras

Contrato de Raulzito e Os Panteras com a EMI Odeon assinado em 25 de setembro de 1967. Clique para ampliar.

A paixão de Raulzito pelo rock and roll se iniciou praticamente na mesma época em que o ritmo jovem nascia nos Estados Unidos, ou seja, no início da década de 1950. Foi com uns garotos do Consulado Americano, lá em Salvador, Bahia. Elvis Presley, Little Richard, Fats Domino, Chuck Berry entre outros enlouqueceram o jovem Raulzito.

“Eu ouvia os discos de Elvis Presley até estragar os sulcos. O rock era como uma chave que abriria minhas portas que viviam fechadas. Usava camisa vermelha, gola virada para cima. As mães não deixavam as filhinhas chegarem perto de mim porque eu era torto como o James Dean. Olhava de lado, com jeito de durão. Cada vez que eu cumprimentava uma pessoa dava três giros em torno do próprio corpo. Eu era o próprio rock. Eu era Elvis quando andava e penteava o topete. Eu era alvo de risos, gracinhas, claro. Eu tinha assumido uma maneira de vestir, falar e agir que ninguém conhecia. Claro que eu não tinha consciência da mudança social que o rock implicava. Eu achava que os jovens iam dominar o mundo.” Raulzito

No entanto, até chegar a formação de Raulzito e Os Panteras, Raul fundou, em 1962, ao lado dos irmãos Délcio e Thildo Gama, o grupo Os Relâmpagos do Rock. Chegaram a se apresentar na TV Itapoan, onde foram chamados de cantores de “música de cowboy”.

Em 1964 Os Relâmpagos do Rock, com nova formação, passam a se chamar The Panthers. Foi também o ano da profissionalização definitiva e da descoberta dos Beatles. Ainda em 1964, The Panthers entra em estúdio para gravar aquela que viria a ser a primeira gravação oficial: duas músicas para serem lançadas em um compacto (“Nanny”/ “Coração Partido”) pela Astor, que acabaram ficando apenas no acetato, não sendo lançadas comercialmente. Somente em 1992, a música “Nanny” seria lançada, entre outras gravações raras, no álbum O Baú do Raul.

O grupo passou então a se chamar Raulzito e Os Panteras. Depois de comprar uma aparelhagem nova e melhor, passou a tocar em boates e em shows em que, muitas vezes, brilhavam astros da Jovem Guarda como Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani e, Rosemary, entre outros. Seus maiores rivais são os grupos de samba e bossa nova, aquartelados no Teatro Vila Velha de um lado e do outro o Cinema Roma, que era o templo do rock and roll, organizado por Waldir Serrão, O Big Ben.

Muitas foram as formações de Raulzito e Os Panteras até chegar naquela que gravou o tão sonhado álbum para a EMI Odeon no final de 1967. Foi Jerry Adriani quem incentivou Raulzito e seus Panteras a irem tentar a sorte no Rio de Janeiro e lá foram eles. Raul, recém casado com a americana Edith Wisner, juntamente com Os Panteras desceram com malas e cuias para a Cidade Maravilhosa. Conseguiram gravar, para a EMI Odeon, o tão sonhado LP Raulzito e Os Panteras. Lançado em janeiro 1968, o disco foi ignorado tanto pela crítica quanto pelo público, chegando a ouvir do produtor artístico Carlos Imperial que eles voltassem pra Salvador, que não conseguiram nada por lá, pois no Rio existiam centenas de bandas fazendo o que eles faziam. O curioso é que o mesmo Carlos Imperial, anos depois, em 1973, declararia que Raul Seixas estava fazendo a música que o povo quer. CLIQUE AQUI E OUÇA A DECLARAÇÃO DE CARLOS IMPERIAL.

“Chegamos em fim de safra. Não entendíamos o que estava acontecendo. Agnaldo Timóteo de um lado, Gil e Os Mutantes de outro. Tocávamos coisas complicadas, minhas letras falavam de agnosticismo, essas coisas, e complicamos demais. Não tínhamos ideia do que era comercial em matéria de música em português.” Raulzito

“De um lado havia a inexperiência de quatro rapazes, recém-chegados da Bahia, falando em qualidade musical, agnosticismo, mudança de conceitos e sonhos. Do outro lado, uma multinacional que só falava em “comercial”. Talvez não tenha sido o disco que o grupo imaginara, mas nosso sonho era gravar um disco.” Eládio

CURIOSIDADES:
Em 1968, além do LP – que foi lançado em 2 versões, uma MONO e outra STEREO -, foi lançado também um compacto simples e num LP com o programa de rádio “Música e Alegria Kolynos. Programa nº 1104

A rara versão em STEREO, propriedade do fã e colecionador Adalberto Oliveira, de Manaus/AM.

A rara versão em STEREO, propriedade do fã e colecionador Adalberto Oliveira, de Manaus/AM.


Raulzito e Os Panteras nunca fizeram shows de divulgação do álbum homônimo. A única vez em que o álbum foi executado na integra com Os Panteras ao vivo foi em 2 maio de 2009 no palco TOCA RAUL! da Virada Cultural, em São Paulo.

Além das edições de 1968, outras edições foram lançadas tanto em LP, K7 e CD nas décadas de 1980 e 1990. Confira no site DISCOGS clicando aqui.

** IMAGENS: Acervo Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube


Tributo a Raul Seixas – TOCA RAUL!
Domingo, 21 de janeiro de 2018

Putos BRothers Trio
(Sylvio Passos, Agnaldo Araujo & André Lopes)

19h00 – Ingresso: R$10,00

Grão Espresso Santana
R. Voluntários da Pátria, 3558
Santana – São Paulo/SP
Telefone: (11) 2978-4420
facebook.com/graovoluntarios

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RRCBand
Não se trata de uma banda cover ou de sósias de Raul Seixas (sem desmerecer nenhum trabalho desse tipo), mas sim de uma banda tributo formada por fãs de Raulzito que, além dos grandes sucessos do Maluco Beleza, apresentam um show que passeia por toda a trajetória musical do genial artista, contribuindo com a função idealizada por Sylvio Passos quando fundou, em 1981, o Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube: divulgar para as novas gerações e colaborar, de alguma forma, para a preservação da memória daquele que, sem dúvida, foi um dos maiores fenômenos musicais do nosso país. Nos shows apresentados pela Raul Rock Club Band, Sylvio Passos, além de tocar sua “gaita punk”, conta as aventuras vividas durante os 8 anos que andou lado a lado com Raul Seixas.
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A Raul Rock Club Band é formada por:
Sylvio Passos (São Paulo): gaita – produtor cultural, músico, escritor, compositor e fundador do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube (1981) em homenagem à seu amigo e ídolo. Hoje tem se destacado em shows por diversas cidades brasileiras seja com a sua banda autoral Putos BRothers Band ou em participação em shows de outros artistas e bandas como no Rock In Rio 2013, no show de Tico Santa Cruz & Detonautas, ao lado de músicos que acompanharam Raul Seixas ao longo de sua carreira. Também teve participação fundamental no produção do documentário de Walter Carvalho “Raul: O Início, o Meio e O Fim” (2012) onde atuou como consultor e depoente, função largamente explorada em produções de programas de rádio e TV, teatro, livros acadêmicos e publicações literárias em geral. Responsável direto pela produção de álbuns inéditos e também nas reedições dos álbuns de carreira do Maluco Beleza. Autor dos dois primeiros livros publicados sobre a vida e obra de Raul Seixas, “Raul Seixas Por Ele Mesmo” (1991) e “Raul Seixas, Uma Antologia” (1992), respectivamente.

Agnaldo Araújo (Campinas): voz/guitarra – compositor, cantor e músico iniciou sua carreira no início dos anos 90 onde atuou em bandas da cena rock do interior de São Paulo, trabalhos com teatro, destacando-se o musical de grande sucesso “Meu Amigo Raul”, onde também atual como Diretor Musical. Participou de vários festivais de músicas pelo Brasil, já gravou 2 CDs autorais, integrante das bandas autorais Putos BRothers Band e Novos Caipiras. Escreveu a peça de teatro “Obrigado, Raul!” junto com Sylvio Passos.

Adriano Araújo (Indaiatuba): baixo/backing vocal – atuou em diversas bandas de MPB e rock no interior paulista. É guitarrista e vocalista na banda Cogumelos Azuis e baixista na autoral Putos BRothers Band.

André Lopes (Indaiatuba): bateria – atuou em diversas bandas de rock no interior Paulista, freelancer e é baterista nas bandas Cogumelos Azuis e Putos BRothers Band.

Aryseixista (Campinas): performer – Atuou em filmes nacionais na décadas de 1980 e 1990. Atualmente faz performances como Raul Seixas em vários shows no estado de São Paulo.

***Michele Souza (São Paulo): flauta transversal e flautim – (participação especial)

Fanpage da Raul Rock Club Band: https://www.facebook.com/RaulRockClubBand/

Fanpage da Putos BRothers Band: https://www.facebook.com/PutosBRothersBand/

Para mais informações sobre Sylvio Passos e o Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube acesse: https://raulsseixas.wordpress.com/sobre/

Contatos para shows:
Sylvio Passos (São Paulo) Tim/WhatsApp: (11) 98304 4568 – (11) 2948 2983 – e-mail: sp@sylviopassos.com
Agnaldo Araújo (Campinas) Vivo/WhatsApp: (19) 99715-1317 – Tim: (19) 98343-2931 – e-mail: agnaldomusico@gmail.com
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Putos BRothers Band
Ouça Sem Moderação!

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O Blues and Roll autoral da Putos BRothers Band

Formada em 2010 com proposta de música autoral, a Putos BRothers Band vem fazendo grande sucesso em apresentações em casas noturnas e bares com shows memoráveis por onde passam, seja no formato acústicko, trio ou completa – como em Curitiba, Goiânia, São Paulo, Santo André, Valinhos, São José do Rio Preto, Capivari, Indaiatuba, São José dos Campos, Vinhedo, Natal e Taubaté e também no circuito de SESCs pelo interior de São Paulo como em Campinas, São Carlos, Santo André e Piracicaba. Além do trabalho autoral, a banda presta homenagens a grandes nomes do blues e do rock nacional e internacional apresentando releituras de Robert Johnson, Gary Moore, Pink Floyd, Elvis Presley, Raul Seixas, Sérgio Sampaio entre outros nomes que, até certo ponto, influenciam na sonoridade da banda.

Fusões de instrumentos como a Viola Caipira, a Gaita e a Guitarra, são explorados dentro do universo do Blues e do Rock and Roll, permitindo inovação e criatividade que tais ritmos musicais oferecem.

O primeiro álbum da Putos BRothers Band foi gravado por André Batalha no Gravina Estúdio, em Campinas/SP, de janeiro a outubro de 2013, e está pronto para ser lançado em vinil (LP) com tiragem limitada e numerada com 10 composições da dupla ARAÚJO & PASSOS.

Putos BRothers Band é:

Sylvio Passos (São Paulo): gaita – produtor cultural, músico, escritor, compositor e fundador do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube (1981) em homenagem à seu amigo e ídolo. Hoje tem se destacado em shows por diversas cidades brasileiras seja com a Putos BRothers Band ou em participação em shows de outros artistas e bandas, como no Rock In Rio 2013, no show de Tico Santa Cruz & Detonautas, ao lado de músicos que acompanharam Raul Seixas ao longo de sua carreira. Também teve participação fundamental no produção do documentário de Walter Carvalho “Raul: O Início, o Meio e O Fim” (2012) onde atuou como consultor e depoente, função largamente explorada em produções de programas de rádio e TV, teatro, livros acadêmicos e publicações literárias em geral. Responsável direto pela produção de álbuns inéditos e também nas reedições dos álbuns de carreira do Maluco Beleza. Autor dos dois primeiros livros publicados sobre a vida e obra de Raul Seixas, “Raul Seixas Por Ele Mesmo” (1991) e “Raul Seixas, Uma Antologia” (1992), respectivamente.
“Estou para gaita como Sid Vicious estava para o baixo.”
Preferências & influências musicais: Blues e Rock and Roll, claro! Led Zeppelin, King Crimson, Frank Zappa, Muddy Waters, Eddie Cochran, Lou Reed, Robin Trower, Jethro Tull, John Mayall. Rolling Stones entre inúmeros outros.

Agnaldo Araújo (Campinas): voz/guitarra – compositor, cantor e músico iniciou sua carreira no início dos anos 90 onde atuou em bandas da cena rock do interior de São Paulo, trabalhos com teatro, destacando-se o musical de grande sucesso “Meu Amigo Raul”, onde também atual como Diretor Musical. Participou de vários festivais de músicas pelo Brasil, já gravou 2 CDs autorais, integra também nas bandas Novos Caipiras e Raul Rock Club Band. Escreveu a peça de teatro “Obrigado, Raul!” junto com Sylvio Passos.
Preferências & Influência Musicais: Blues, Rock and Roll e Música Brasileira. AC/DC, Black Sabbath, Led Zeppelin, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Frank Zappa, B.B King, Pink Floyd, Deep Purple, Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Lenine e muitos outros.

Adriano Araújo (Indaiatuba): baixo/backing vocal – atuou em diversas bandas de MPB e rock no interior paulista. Atua também como guitarrista e vocalista na banda Cogumelos Azuis e baixista na Raul Rock Club Band.
Preferências & Influências musicais: Rock and Roll, Música Brasileira e Blues. Pink Floyd, Legião Urbana, Lenine, Raul Seixas, Chico César e muitos outros.

André Lopes (Indaiatuba): bateria – atuou em diversas bandas de rock no interior Paulista, freelancer e é baterista nas bandas Cogumelos Azuis, Rock Banda e Raul Rock Club Band.
Preferências & Influências musicais: Rock and Roll, Música Brasileira e Blues. Pink Floyd, Legião Urbana, Raul Seixas, Deep Purple, Black Sabbath, Led Zeppelin, Rolling Stones e muitos outros.

Site Oficial: www.putosbrothersband.com.br

Perfil Facebook: https://www.facebook.com/filhosdaputos

Fanpage: https://www.facebook.com/PutosBrothersBand

Filhos da Putos Oficial Fun Club: https://www.facebook.com/groups/PutosBRothersBandOficial

Contato & Contratos:
Sylvio Passos (São Paulo) Tim/WhatsApp: (11) 98304 4568 – (11) 2948 2983 – e-mail: sp@sylviopassos.com
Agnaldo Araújo (Campinas) Vivo/WhatsApp: (19) 99715-1317 – Tim: (19) 98343-2931 – e-mail: agnaldomusico@gmail.com

*puto:
Substantivo, masculino singular
Adjetivo, masculino singular
Brasil: (Gíria) bastante irritado, irado
Indignado, revoltado, inconformado com alguma situação.
Exemplo: – Estou puto com esse salário de merda que eu ganho.
divulgação_putos_brothers_band
Tá Todo Mundo Puto, BRother!
Agnaldo Araújo: voz/guitarras
Sylvio Passos: gaita/vocal
Adriano Araújo: baixo
André Lopes: bateria

ELA VEM DE TREM
Agnaldo Araújo: voz/guitarras
Sylvio Passos: gaita/washboard
Adriano Araújo: baixo
André Lopes: bateria

Robert Johnson Blues
Agnaldo Araújo: voz/viola caipira base e slide/charango
Sylvio Passos: gaitas/jaw harp
Adriano Araújo: baixo
André Lopes: bateria

Um Blues Para Raul
Agnaldo Araújo: voz/craviola aço de 6/guitarras
Sylvio Passos: gaita
Adriano Araújo: baixo/backing vocal
André Lopes: bateria

Fudeu!
Putos BRothers Band
Agnaldo Araújo: voz/guitarras/coral
Sylvio Passos: vocal/coral
Adriano Araújo: baixo/coral
André Lopes: bateria/ coral
Coral: André Batalha/Aryzito/Aécio Prates/Alcides Canteli/Alemão da torre/Wau ‘Poeta’ Marquez/Dalte ‘bruxo’ Monteiro/Leonardo Mírio (Léo)/Rogério e Israel ‘Che Hendrix’ (Banda Gangster)

Putos BRothers Band 2016
PBB_2016
pbb_julho_2016_campinas


“Como é que eu posso ler, se eu não consigo concentrar minha atenção?” Raul Seixas

Ontem no Facebook um rapaz me procurou dizendo que estava muito interessado em conhecer melhor Raulzito e sua obra e queria que eu indicasse 3 livros fundamentais para ele adentrar no universo do Maluco Beleza. Não precisei pensar muito. Em primeiro lugar temos que tirar das opções os livros que são resultados de trabalhos acadêmicos, que, embora imparciais e importantes (a imparcialidade é fundamental em todo e qualquer livro sério), não seriam o caminho iniciático ideal ao raulseixismo. Tiramos da lista também aqueles livros opinativos, ou seja, livros com divagações que projetam o autor na obra de Raul Seixas, esses são livros “perigosos” por serem tendenciosos, pois, na maioria das vezes, são carregados de equívocos, ressentimentos e distorções de fatos, colocando o leitor num caminho baseado em achismos, sem qualquer base que corrobore a visão meramente pessoal do autor. Sobram então aqueles livros que narram fatos, que apresentam realmente o que e como aconteceram situações relevantes que levaram Raul a compor sua obra, sem picuinhas e sem qualquer punheta mental ou egóica e oportunista que desviam a atenção do leitor do tema central que, no caso, seria Raul Seixas e sua obra; para interesses escusos do autor. E, coincidentemente, restaram exatamente 3 livros fundamentais para se conhecer Raul Seixas e sua obra. São eles:

1º) Raul Seixas Por Ele Mesmo, lançado em abril de 1990 pela Martin Claret Editores – o primeiro livro publicado sobre Raulzio Rock Seixas, no qual eu fui, orgulhosa e paranoicamente, o pesquisador/organizador e autor de alguns textos lá publicados.

2º) Raul Seixas – Uma Antologia, concebido por mim na década de 1980 mas só editado em 1992 também pela Martin Claret Editores, onde tive como parceiro Toninho Buda, profundo conhecedor de temas pertinentes a concepção da obra que, além de ensaios de Toninho Buda, apresenta de forma detalhada e cronológica um perfil biográfico, discografia e todas as letras das músicas compostas por Raul sozinho e em parceria.

3º) O Baú do Raul Revirado, lançado em 2005 pela Ediouro, trata-se de uma espécie de almanaque fartamente ilustrado com mais de mil imagens de meu acervo pessoal e de Kika Seixas e textos de Silvio Essinger. Um CD com gravações inéditas de Raul pertencentes ao acervo do RRC – Raul Rock Club acompanha a obra que também foi lançado, em 2009, pela Editora PlugMe no formato áudio-livro com narração de Tico Santa Cruz e o grupo Voluntários da Pátria, com Nelson Motta, Kika e Vivian Seixas.

Para completar, sugeri mais 3 livros que não tratam diretamente da vida e obra de Raul Seixas mas que abordam temas fundamentais para compreender Raul e sua obra, ou seja, Filosofia, Psicologia e Rock and Roll. Sem um conhecimento básico desses 3 temas, torna-se quase impossível adentrar no raulseixismo. Daí que indiquei também outros 3 livros com informações essenciais sobre tais temas para que o rapaz tivesse alguma base para então iniciar-se no mundo do nosso Maluco Beleza-mor. São eles:

1º) O Livro da Filosofia, Coleção As Grandes Ideias de Todos os Tempos, Globo Livros, 2011

2º) O Livro da Psicologia, Coleção As Grandes Ideias de Todos os Tempos, Globo Livros, 2012

3º) Rock And Roll – Uma História Social, Paul Friedlander, Editora Record, 2002

Por fim, o rapaz agradeceu minhas indicações e encerrei nosso papo dizendo a ele que antes de comprar os livros seria bom que ele assistisse 2 vídeos no YouTube que também poderiam lha dar alguma direção, e colei os links de O Reporter da Verdade  e The Wayseer Manifesto  logo após minhas palavras finais de despedida.

SPassos Sideral Visceral & Surreal, o Puto BRother!
Tá Todo Mundo Puto, BRother!

25 anos “sem” Raul
#raulestávivo
Metamorfose Ambulante

Raul Rock História
e_disse_deus


Neste ano em que se completam 25 anos da morte de Raul Seixas, fãs em todo o Brasil se mobilizam para homenagear o Maluco Beleza. Além dos 25 anos de falecimento, outras datas cheias (40 anos do lançamento do álbum Gita, 30 anos do lançamento do álbum Metrô Linha 743 e os 20 anos de lançamento do álbum Se o Rádio não Toca) prometem movimentar ainda mais o crescente universo de admiradores de Raulzito Rock Seixas nos quatro cantos do mundo durante todo esse ano com os mais variados tipos de encontros e festas. Confira abaixo dois desses eventos que fogem dos clássicos shows de covers.

CAFÉ FILOSÓFICO ROCK BAR APRESENTA RAUL SEIXAS

EXPOSIÇÃO, MÚSICAS E VÍDEOS DO MALUCO BELEZA

EXPOSITOR: Historiador e Filósofo Prof. Paulo Santos
PARTICIPAÇÃO: Sylvio Passos (Fundador do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube)

Quando: Domingo, 26/01/2014 – 16h00
Onde: Av. Papa João Paulo I, 3766
Jardim Presidente Dutra – Guarulhos/SP
https://www.facebook.com/cafefilosoficorockbar

E SE RAUL SEIXAS FOSSE DJ, O QUE ELE TOCARIA?

A Garage, festa já conhecida dos rockers frequentadores do Alberta#3, começa o ano com três grandes novidades: A primeira é a curadoria musical de Sylvio Passos no happy hour. Atuante no cenário rock brasileiro com a banda Putos BRothers Band, amigo do nosso grande mestre Raul Seixas e fundador do Raul Rock Club há 32 anos, Sylvio trará um happy hour dividido em dois temas: “Se Raul Seixas fosse DJ, o que ele tocaria?” e “Sylvio Passos Por Ele Mesmo“. Para a festa, com tema rock nacional, os Garagers Bruno HG e Rick Macedo prometem boas horas de 80s, classic e indie regados à rock brazuca. A última surpresa, para começarmos o ano com pé direito, vem dos grooves brasileiros, com muito swing e bom humor do set do ator, comediante e grande amigo dos garagers, Elídio Sanna, que faz pela primeira vez um set recheado de boas intenções, mostrando na cabine seu excelente gosto musical aliado ao conhecido humor Barbixa de ser.

Saiba mais dos cabras:

Sylvio Passos: Produtor, gaitista e compositor, fundador do Raul Rock Club e amigo de Raul Seixas, Sylvio carrega hoje a responsabilidade do legado de Raulzito, dividindo tempo com suas próprias produções musicais e trabalhos com sua banda, Putos BRothers Band, além de cuidar de acervo deixado pelo amigo.

Garagers: Bruno e Rick comandam as pistas da Garage desde sua criação, quando ainda se chamava Garage Roll. Seus sets passeiam do indie rock classudo ao 80s, new wave, classic, com pitadas esquizofrênicas vez ou outra. Para eles a ordem da noite é que o público saia da balada suado e descabelado de tanto dançar.

Elídio Sanna: Ator integrante do grupo Cia. Barbixas de Humor, é frequentador de festas e bares de música brasileira, além de ser um grande comediante, também carrega uma veia de músico que só aparece nos sambinhas de fins de semana com amigos. Defensor ferrenho da regionalidade musical, sempre escutou muito soul, samba e músicas brasileiras cheias de grooves.

GARAGE
Happy hour: Sylvio Passos a partir das 21h00
Entrada free até às 22h00

Pista
Bruno HG (Classic + Rock Brazuca)
Rick Macedo ( Indie + Rock Brazuca)
Elídio Sanna (set BrasiLico)

Quando: 30/01/2014
Entrada: Free até às 22h00
Onde: Alberta #3
Av. São Luís 272 São Paulo | 3151-5299
https://www.facebook.com/GarageRoll

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Happy hour: com Sylvio Passos a partir das 21h00 apresentando dos sets rechados de Rock and Roll:
“Se Raul Seixas Fosse DJ, o que ele tocaria?” e “Sylvio Passos Por Ele Mesmo”.

Entrada FREE até às 22h00


Raul Seixas em entrevista para Revista Bizz, edição de janeiro de 1986.

Raul Seixas em entrevista para Revista Bizz, edição de janeiro de 1986.

Recém-chegado de uma mini-turnê transamazônica, quando tocou até nos garimpos de Serra Pelada, O grão-vizir do rock brasileiro recebeu Luisa de Oliveira e Alídê Vogt para uma das mais reveladoras entrevistas de sua carreira. Temas como sua prisão no governo Geisel, seus contatos com John Lennon, a importância de se levantar a gola da camisa e de não abrir as pernas para as caixas registradoras. Sem mais delongas, portanto…

BIZZ – Como foram os shows na Amazônia?
Raul – Fantástico, os garimpeiros ficaram fascinados. Eu li todo o manifesto de Aleister Crowley (“Faze o que tu quiseres, será tudo da Lei…”) e eles aplaudiram e sentiram cada palavra. Agora o pessoal que manda mesmo é uma bandidagem danada. Barra pesadíssima.

BIZZ – Você mantém grupo fixo?
Raul – Procuro sempre conservar o pessoal que toca comigo, mas existe também um critério que diferencia músicos de show e músicos de estúdio. Estes eu uso sempre os mesmos: Paulo Cezar Barros, Ivan Mamão, do Azimuth… É gente acostumada a plugar, ir até a mesa de mixagem, fazem o trabalho deles em tranqüilidade e ganham por hora. Músico de show não, vive a aventura de cair na estrada.

BIZZ – O Wagner Tiso já não tocou com você?
Raul – Tocou sim, em 73. Foi uma experiência estranha. Ele, o Fredera do Som Imaginário, só gente da bossa nova… e saía rock. De vez em quando ele dava um acorde errado para eu sair do tom. E eu ainda cantava em inglês! (risos)

BIZZ – Quando você começou a ouvir rock?
Raul – Eu tinha nove anos e morava perto do consulado americano. Andava muito com o pessoal de lá e foram eles que me apresentaram Little Richard (o primeiro que fez minha cabeça), Howlin.. Wolf, Bo Diddley, Chuck Berry…

BIZZ – E quando você começou a tocar?
Raul – Eu já tocava profissionalmente aos dez anos, nos Relâmpagos do Rock… Eu tinha um amplificador que era um rádio de válvula do meu avô, adaptado pelo meu pai. O fio era curto e a gente tinha de ficar preso ao rádio. Isso em 54, 55, ninguém sabia o que era rock. Eu tocava e me atirava no chão, imitando o Little Richard, como eu via nos filmes que os americanos passavam. E sempre notava que as primeiras filas ficavam vazias. É que as mães pensavam que eu era epilético, com meu topete de brilhantina e camisa aberta com gola levantada. Tocamos assim até 66, quando fui gravar Raulzito e Seus Panteras. É um disco tão bonito… eu tinha voz de tenorino.

BIZZ – Como era o rock baiano na época?
Raul – Eram poucos os conjuntos… The Gentlemen, Os Ninos, onde tocava o Pepeu. Até dei uns cascudos nele por roubar meus acordes (risos). Mas o pessoal que vinha do Rio ouvia falar de um grupo baiano que mais entendia de rock..n..roll. Assim, acompanhamos todo mundo da Jovem Guarda (eles viajavam sozinhos): Ed Wilson, Roberto Carlos, Wanderléa, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso. Mas gostava era dos Jet Blacks, que assim meio Ventures.

BIZZ – Os direitos autorais valem a pena?
Raul – Valem sim. Eu gosto muito de gravar, mais do que de dar show. Estou mais para cientista – gosto de ficar brincando com os tubinhos de ensaio dentro do estúdio, ver explodir e dar aquela risada, que nem aquele cachorro (ri à la Mutley). Prefiro ver tudo explodir do que me expor.

BIZZ – Você não gosta do palco?
Raul – Eu curto o palco, na hora em que eu entro acaba tudo. Como disse John Lennon, “eu vomito toda vez que vou subir ao palco”. Com 40 anos de idade ainda fico nervoso!

BIZZ – Como era tocar rock nos anos 50?
Raul – A bossa nova surgiu junto com o cha-cha-cha, e o rock..n..roll, junto com uma influência do calipso. Era chique tocar bossa nova e o cha-cha-cha até que era permitido. O rock era outra história: eu tinha que ir até o clube das empregadas para dançar com elas. A empregada lá de casa era minha fã. Chegou uma vez para a minha mãe e disse que tinha dançado comigo. Minha mãe quase morreu… E eu ia dançar também com o pessoal da TR, uma transportadora de lixo. Era a moçada que curtia rock. A bossa nova era com o pessoal do Teatro Vila Velha. Na sociedade não se falava em rock, era coisa de empregada.

BIZZ- Você era marginalizado por isso?
Raul – Se era. Eu freqüentava Iate e o Tênis, que eram os clubes mais metidos a besta de Salvador. Chegava de camisa vermelha, com gola levantada, e ficava encostado num canto tomando cuba-libre enquanto os outros dançavam. Mas não me importava, achava ótimo, importante, tipo “tô revolucionando tudo”.

BIZZ – E o que você acha do rock agora?
Raul – Dizem que se faz rock..n..roll por aí. Pra mim, ele morreu em 59. Rock..n..roll era um comportamento, James Dean, todo momento histórico. Aí veio o caos quando as indústrias não podiam mais parar de fabricar discos. Quando entrou a década de 60, botaram Chubby Checker para cantar “Hava Naguila”, inventaram o hully-gully e o twist, tudo invenção de fábrica. O movimento já tinha passado. Eu chamaria de rock o que existe agora. Do Led Zeppelin, por exemplo, eu gosto – é uma abertura para dizer algumas coisas. O pior é que no Brasil não se está dizendo nada. Acho que voltamos àquela época de Cely e Tony Campello, em que se fazia rock “papai e mamãe”. Mas tem o Kid Vinil querendo fazer rock mais antigo… Ele entende muito de rock.

BIZZ – Você não gosta de ninguém?
Raul – Gosto do Camisa de Vênus. A arte é o espelho social de uma época. As letras acabam inseridas dentro do ponto de vista está do que está acontecendo, tipo Nova República (risos). A TV Globo esses controla esses conjuntinhos todos.

BIZZ- E você?
Raul – Eu continuo fazendo meu trabalho. Você vê o Metrô Linha 743 (N. da R.: último LP de Raul), ele foi completamente podado pelaa Som Livre. Aliás, aproveito esta entrevista para pedir a rescisão do meu contrato. Quando eu gravei o LP, fui para os EUA e gastei oito mil dólares do meu dinheiro para pesquisar filmes em preto e branco. A música do Metrô linha 743 é preta e branca. Ela é de pau e briga, não tem nada de colorida. Aí eles não tocaram, não divulgaram. Ficou por aí…

BIZZ – E você quer continuar dando murro nessa ponta de punhal?
Raul – Quero e quero, vale a pena. Caso contrário, não durmo à noite. Estamos vivendo uma época caótica mesmo, mas este caos é o prenúncio de uma nova era. De dez em dez anos, ou de quinze em quinze, as coisas mudam. Nada de Nova República, nada disso… As coisas mudam no planeta Terra. Como aconteceu nos anos 50 com a geração pós-guerra.

BIZZ – E sua “Sociedade Alternativa”?
Raul – Continua vigorando o tempo todo, não importa de que maneira. São alternativas concretas mesmo, que têm de se solidificar. Mas não mais com palavras, nem com porta-estandarte… Até já fui expulso do país por isso.

BIZZ – Chegaram para você e literalmente mandaram embora?
Raul – “Literalmente” é choque no saco. Fui torturado mesmo no governo Geisel. Me pegaram lá no aterro do Flamengo, me botaram uma carapuça e fiquei uns bons três dias num lugar desconhecido. Aí vieram três pessoas: um bonzinho, outro mais inteligente – que faziam as perguntas – e um mais “agreste”. Depois me colocaram num aeroporto e fui para Greenwich Village (bairro nova-iorquino).

BIZZ – Foi lá que você conheceu John Lennon?
Raul – Eu já me correspondia com ele. Eu e o Paulo Coelho (letrista, parceiro de Raul). Ele estava com um movimento chamado New Utopia. Conversamos sobre tudo isto e sobre as grandes figuras mundo. Ele ficava me perguntando sobre História do Brasil, queria saber quem tinha sido Dom Pedro..

BIZZ – Vocês chegaram a armar alguma coisa?
Raul – Não, porque eu tive de ir para a Georgia. Assim que eu voltei, o pessoal do consulado brasileiro veio em casa, dizer descaradamente que “Gita” estava fazendo maior sucesso, que era para eu voltar, que eu era patrimônio nacional. Mas vi muita coisa por lá. Toquei com Jerry Lee Lewis em Memphis, numa boate… ele me acompanhando no piano e eu cantando “Long Tall Sally” (um dos clássicos de Little Richard). Aí os americanos batiam palmas, pediam outra música enquanto eu me dizia: “Que diabo estou fazendo aqui, um baiano cantando rock em Memphis, Tennessee” Fiquei doido.

BIZZ – Nas gravadoras a sacanagem sobrepuja a honestidade?
Raul – Sim. Eu pulei de uma para outra porque nunca tive controle, nem com quem falar. A Som Livre é a pior de todas…

BIZZ – Então com quem você fala?
Raul – Com o público. Tenho um trabalho quase pronto para um disco novo.

BIZZ – Como vai ser?
Raul – Antes de tudo um disco raul-seixista. Depois, um barroco-rock. Vou utilizar alguns dos instrumentos que vocês viram aí, medievais e renascentistas, mas que se adaptam muito bem à cozinha baixo elétrico/bateria.

BIZZ – O “Rock das Aranhas” continua censurado?
Raul – Continua. Sabe o que eu tenho vontade de fazer? Um compacto com “Mamãe Eu Não Queria Servir o Exército” de um lado e “Rock das Aranhas” do outro. O problema é que um é da Som Livre e outro da CBS (canta “Mamãe Eu Não Queria…”). Sabe que é o maior sucesso quando eu toco isso? Todo mundo canta. E não toca no rádio.

BIZZ – Qual seria a banda dos seus sonhos? Vale quem está vivo e quem já morreu. ..
Raul – Os Beatles, não tem papo, eles foram incríveis mesmo. E a banda que acompanhava Elvis em 54/55: Scotty Moore, Bill Black e DJ. Fontana. Bateria, baixo de pau e guitarra… só isso e os caras faziam a festa, incrível!

BIZZ – Numa entrevista recente, você chamou os Paralamas de Parachoques do Fracasso. Por quê?
Raul – Foi uma brincadeira. Eu gosto deles sim, mas naquela linha que não é rock..n..roll. O que os conjuntos atuais precisam entender é que eles não têm de acompanhar o processo a que estão sendo induzidos inocentemente. Eles não têm uma estrutura sólida, estão aceitando ir com a corrente, totalmente disponíveis. Foi o que aconteceu com os hippies que, com o tempo, passaram até a comprar roupas “hippies” nas lojas do Sistema.

BIZZ – E o punk?
Raul – Também é moda, nada que atinja os alicerces do Sistema. O Sistema vai reverter e capitalizar em cima, se é que isso já não aconteceu…

BIZZ – E o que resiste a tudo isso, em termos de música?
Raul – É a verdade, é o coração. Aqueles escolhidos que não são afetados pela passagem do tempo. João Gilberto.

BIZZ – Quem mais no Brasil?
Raul – Vou dar um exemplo contrário. Vocês se lembram do Gilberto Gil na Tropicália? Agora aparece fazendo propaganda de jeans, com cabelo de rock, um cara que me esculhambava! Fui banido por eles, a turma da Bossa Nova, música pela música, arte pela arte… Depois o cara vira jamaicano e agora é rock?!?! Já o João Gilberto é um cara sincero. Arnaldo Baptista, Serginho Dias… os Mutantes todos, gosto deles.

BIZZ – Você sempre teve fama de irresponsável. É uma injustiça?
Raul – Eu sou teimoso e todos querem que eu seja certinho. Eu não, sou chato mesmo, “mosca na sopa” até hoje. Sou mais anárquico do que irresponsável, mas sei jogar. Se você mover uma peça errada, dança… é difícil.

BIZZ – E os OVNIS?
Raul – Em 73 eu comecei a falar nisso. Aí me encheram tanto que eu parei.

BIZZ – “Ouro de Tolo” aconteceu por causa deles, não?
Raul – A música rolou porque eu vi um disco voador. Foi um toque estranho mesmo, me senti impelido. Eu vomitei aquela música, não foi devagar não. Foi na Barra da Tijuca e durou uns dez minutos. E eu sou cético, agnóstico…

BIZZ – A humanidade evolui ou regride?
Raul – Isso é uma pergunta que você fez. Tem um livro meu de metafísica em que questiono a tese aristotélica, das cinco perguntas básicas: por que, quem, onde, como, qual… Não existem perguntas porque não existem respostas. Não existem respostas porque não existem perguntas. Eu não pergunto mais. As coisas são. Nós somos verbos. Somos e estamos, é a única coisa que a gente sabe. Conjecturar, quem há de? E é bonito assumir essa coisa de somente ser… Está todo mundo perguntando até hoje e ninguém tem resposta.
Revista Bizz de janeiro de 1986

Capa Revista Bizz - Edição de janeiro de 1986

Capa Revista Bizz – Edição de janeiro de 1986

Raul Seixas em 1964 com The Panthers.

Raul Seixas em 1976.

Raul Seixas - Fichas do Rock - Agosto de 1985

Raul Seixas – Fichas do Rock – Agosto de 1985

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Musical “MEU AMIGO RAUL”
com
Sylvio Passos & Putos BRothers Band e Dylan Seixas
Direção: Ton Crivelaro
Direção Musical: Agnaldo Araújo
Dia 19/05/2012 – sábado às 20h30
Local: CLUBE ATLETICO VALINHENSE
Informações: Tel.:(19) 33062934
http://www.clubevalinhense.com.br

Musical "MEU AMIGO RAUL" neste sábado em Valinhos/SP

Musical “MEU AMIGO RAUL” neste sábado em Valinhos/SP

Sexta-feira, Putos Brothers “Acústico” em Capivari/SP no Bistrô Brasileiro.
Os Putos Brothers Agnaldo Araújo e Sylvio Passos apresentam nesta sexta-feira (18), um repertório variado mesclando músicas próprias, clássicos do Blues e Rock and Roll e MPB no Bistrô Brasileiro em Capivari/SP. Boa oportunidade para conhecer a versão acústica da Putos Brothers Band que vem se apresentando com sucesso de público em todas as casas que se apresentam.

Putos Brothers Acústico no Bistrô Brasileiro em Capivari/SP

Putos Brothers Acústico no Bistrô Brasileiro em Capivari/SP