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Cartaz de um dos eventos promovidos por Serrão em Salvador, 1968.

Há pouco mais de um mês o documentário “Waldir Serrão: O Silêncio do Big Ben“, com a notável trajetória do radialista, agitador cultural e apresentador de TV Waldir Serrão, teve sua pré-estreia em Salvador, na Sala Walter da Silveira. O filme aborda o apogeu e a decadência de um ídolo que revelou muitos talentos nas tardes de sábado na década de 1970.

Hoje, sexta-feira (27), Waldir Serrão faleceu após um ataque cardíaco. Chamado carinhosamente de “Serrote” por Raul Seixas, ambos agitaram a cena rock and roll em Salvador no final da década de 1950 e fundaram aquele que seria o primeiro fã-clube de Elvis Presley no Brasil, o Elvis Rock Club, fonte de inspiração para o nome do fã-clube oficial de Raul, o Raul Rock Club.

Segundo sua filha, Silvia, Big Ben sofreu um infarto e não resistiu. Uma ambulância do Samu chegou ao local para prestar socorro, mas não conseguiu reanimar o artista.

Waldir Serrão e Raul Seixas ainda adolescentes em Salvador, BA.

O enterro acontece neste sábado (28), no cemitério Quinta dos Lázaros, Baixa de Quintas, Salvador – BA

Veja abaixo o trailer do documentário “Waldir Serrão: O Silêncio do Big Ben”

A última vez que estive com Waldir “Serrote” Serrão foi no palco***, prestando homenagem a ele, ao lado de Eládio e outros roqueiros soteropolitanos. Antes disso, durante sessões do documentário “Raul: O Início, o fim e o meio”. Respeito – e vai deixar saudade esse baixinho retado. RIP SERROTE!  SPassos, aquele…  | ***Domingo, 28 de junho de 2015, 70 anos de Raulzito. 11 da manhã, frio, chovendo e o Teatro Castro Alves completamente lotado com gente do lado de fora querendo entrar. Só Raulzito faz isso. Viva Raul! Long Live Rock and Raul!

 


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Jerry Adriani confirmou presença no show para Waldir Serrão no Portela Café.
Clique na imagem acima para obter mais informações.

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TOCA RAUL – HSBC Brasil – São Paulo

Depois do Grande Sucesso no Rock in Rio, O Detonautas traz para São Paulo, o Tributo a Raul Seixas!
Sábado, 30 de novembro de 2013 – 21h30
Abertura: Machine Rock Orchestra
Shows: com Vivi Seixas e Detonautas Roque Clube & convidados
Convidada Especial: Zélia Duncan

Toca Raul
Shows com Machine Rock Orchestra, Vivi Seixas, Detonautas Roque Clube e convidados.

No Rock In Rio o público se emocionou com o tributo dos Detonautas ao músico que até hoje é sinônimo de Rock BR: Raul Seixas. Agora, o show “Toca Raul” – que mexeu com a Cidade do Rock – vai repetir a dose em São Paulo, dia 30 de novembro, às 21h30 no HSBC Brasil.

No palco, a banda carioca volta a mostrar todo seu talento com versões sólidas, competentes e roqueiras de clássicos como “Por quem os Sinos Dobram”, “No Mundo do Quintal da Escola”, “Ouro de Tolo”, “Maluco Beleza”, “Rock do Diabo”, “Cowboy Fora Da Lei”, “Gita” e muitos outros hits assinados pelo artista baiano em parceria com o poeta e autor Paulo Coelho.

A abertura de “Toca Raul” fica por conta da DJ Vivi Seixas – herdeira da musicalidade única do eterno Raul.

Realização: 89FM e Alpha FM

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos – Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais ou responsável legal.
Não será permitida a entrada de alimentos e bebidas na casa de espetáculos.

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Tributo a Raul Seixas e Legião Urbana é destaque no sábado, em Itapira.
Clique na imagem acima para participar da promoção.


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Tarde de autografos e muita musica com a Dj Vivi Seixas no Shopping ABC na Loja da A Rádio Rock & Band UP – Participe e ganhe um CD autografado.
Clique na imagem acima para mais informações.


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Putos BRothers Band homenageia Raul Seixas com o show “TOCA RAUL, PUTOS!”
CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS INFORMAÇÕES.


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Divulgação do evento beneficente em prol de Waldir Serrão “Big Ben”, dia 28/11/2013 às 21:00hs. no Portela Café, Rua Itabuna, 304 – Parque Cruz Aguiar – Rio Vermelho – Salvador/Ba.
Ingressos: R$15,00 antecipado, R$20,00 na bilheteria.
Bandas Participantes:
Os Jorman’s
Garotas de Liverpool
Cavern Beatles
Lo Han
DJ Roger’n’Roll
Participações especiais de Álvaro Assmar, Valdir Andrade e Carlos Eládio

Há anos Waldir Serrão está “abandonado” em Salvador/BA sem qualquer apoio. Thildo Gama era a única pessoa que ajudava Waldir “Big Ben” Serrão no inicio de sua trágica história pessoal e profissional, mas com a morte prematura, em 2011, de Thildo Gama, fãs de Waldir Serrote (como Raul  Seixas carinhosamente o chamava) se esforçam para ajudar aquele que, junto com Raul Rock Seixas,  no início na década 1960, impulsionaram o Rock and Roll capital soteropolitana.

Papa Raulseixista, Paulo Silva Jesus, pessoa de boa índole, há tempos vem se esforçando para ajudar de alguma forma o velho roqueiro que hoje vive com dificuldades e pede socorro. Vide vídeo abaixo.

A TARDE: Waldir Serrão: a lenda esquecida do rock

A TARDE: Waldir Serrão: a lenda esquecida do rock (fevereiro 2012)

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Confira artigo publicado o portal Rede Cultura, de Salvador, clicando na imagem acima.

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Waldir Serrão: a lenda esquecida do rock

Por Débora Alcântara*
No
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“O pai do rock baiano? Acho que sou eu né?”, afirmou Waldir Serrão, o Big Ben baiano, que aos 70 anos, sentou-se numa cadeira humilde do abrigo Lar São José, na Ladeira dos Bandeirantes, em Brotas, onde mora, para pensar sobre o assunto durante longos segundos antes de responder. O Diabo e Raul Seixas devem ter passeado  pelas conjecturas do velho Big, mas sem pestanejar, abriu o verbo: “Eu comecei tudo. Fui eu quem levou Raulzito para esse mundo, mesmo contra a vontade de Dona Maria Eugênia, a mãe dele. Mas ele morreu roqueiro”, recorda Big do parceiro, com quem teceu a fidelidade de ser Maluco Beleza na vida, desde que se conheceram, ainda garotos, na Cidade Baixa, quando se vestiam de Elvis Presley, com brilhantina no topete.

Big Ben, à direita, dançando com
Raul Seixas, à esquerda

Se a alcunha popular de “pai do rock” é dada a Raul Seixas por conta de seu irreverente protagonismo musical badalado dentro e fora do Brasil, diversos músicos contemporâneos concordam que o título cabe antes a Waldir Serrão, por ele ter sido o primeiro agitador cultural em função do estilo na capital baiana. Serrão foi o criador da primeira banda de rock que se tem notícia na Bahia: Waldir Serrão e seus Cometas, de1957. Ele foi promotor de diversas matinês de rock quando tinha apenas 15 anos, além de ter sido o inventor do Elvis Club Rock, que chegou a mais de 80 associados nas décadas de 1950 e 1960, notadamente estudantes e técnicos e mécânicos, trabalhadores da indústria na Cidade Baixa.

“Big era um verdadeiro rei de Roma. Ele transformou o Cine de Roma no templo da juventude e do rock e foi uma das figuras mais importantes na trajetória de Raulzito e Os Panteras”, reconhece Carlos Eládio, o guitarrista da banda que acompanhou Raul Seixas até sua morte. “Ele é um ícone no País, mas infelizmente o Brasil não tem memória”, contesta Carleba, também Pantera.


Lenda perdida

Serrão cantando O Crivo, feita com Raul Seixas

De radialista, cantor e compositor de rock, a apresentador de TV, o lendário Big Ben da Rádio Bahia, apelido criado por ele mesmo ao parodiar o maior disc jockey de sua época, o carioca Big Boy, e o famoso sino britânico, Waldir Serrão passa hoje os dias num humilde abrigo, com a ajuda de parentes, tentando conviver bem com a diabetes e vencer a batalha contra a depressão, vizinha de sua mente desde que o contrato do programa Som do Big Ben, da TV Itapoan, apresentado por ele de 1972 a 1984, foi encerrado.

A irreverência de Big Ben era tanta que chegou a concorrer com a audiência de Chacrinha, seu principal inspirador, nas tardes de sábado.

“Era uma coqueluche. Mas parece que hoje essa história não tem valor”, lamenta, mirando velhas fotografias estampadas em preto-e-branco sobre o colo franzino. Nos retratos: sua juventude, os velhos amigos, as Bigbetes e o sonho aceso de viver do rock. “Muitos me copiaram, o meu jeito de apresentar, o meu estilo. Vejo isso como um marco da televisão e do rádio na Bahia”, afirmou Serrão. Ele fez questão de lembrar, orgulhoso, que artistas como Jerry Adriani, Marcelo Nova e toda a turma dos Novos Baianos, entre muitos outros, passaram pelo programa O Som do Big Ben. Fora as composições que caíram na boca do povo, como o blues O Crivo, feita em parceria com Raul Seixas, e Ainda Gosto Dela, gravada por Jerry Adriani.

“Depois de tanto sucesso… Se ele está aqui, é porque não tem para onde ir. Ele perdeu tudo, não soube conduzir a vida direito”, explica a irmã dois anos mais velha, Lurdes Serrão, sem entender a razão pela qual o mano não se esforçou para ser “um sujeito normal”, culminando numa humilde casa de idosos.  “Entrei na fase de medicação e comecei a perder o rumo das coisas. Mas acho que para tudo se tem um jeito”, reacende Serrão.

“Lembro que aprendi a ser radialista com Big Ben. Na morte de Jimi Hendrix ele me convidou para fazer uma homenagem ao mestre da guitarra. Passamos três horas transmitindo Hendrix sem parar. Quem hoje faz isso? Depois dele, a babaquice se instalou. O comando agora é das gravadoras e não mais de conceito e crítica”, disse Marcelo Nova, líder da banda Camisa de Vênus, também enquadrada como protagonista do roque na Bahia e no Brasil. Nova disse que a melhor lembrança que tem de Waldir Serrão e Raul Seixas juntos foi quando tinha 10 anos, numa festinha para as crianças atendidas na Clínica de Reabilitação de seu pai, que era médico. “Apareceu um rapaz com um babador, imitando um bebê deitado num carrinho. Esse era Waldir. O outro, Raul, empurrava. Quando o tal bebê balbuciava, Raul esbofeteava a cara do bebê. Era algo politicamente incorreto, mas que levava as crianças a se acabarem de rir”, narrou.

O fato é que a irreverência de Big Ben foi condenada ao ostracismo por um “povo sem memória”. “Sinto-me esquecido por aqueles que dei força. Nem uma palavra ou um ‘como vai’. Um dos poucos que me fazia companhia era Thildo Gama. Mas ele se foi recentemente”, lamenta, referindo-se ao amigo, o primeiro guitarrista de Raul Seixas, que morreu em outubro do ano passado.

Para dirimir esse marasmo que caiu como uma avalanche na vida de Big Ben, tem até quem pense num show para 2012 em homenagem ao roqueiro. A ideia está ainda sendo costurada pelo radialista Roque Menezes. “Imagine se artistas que passaram pelos programas de Big Ben fizessem isso?”, almeja. Animado com a ideia, Big Ben acende um entusiasmo: “Gostaria de ser lembrado como um roqueiro rebelde. Quero morrer assim como sempre fui: puro rock”.

*Débora Alcântara é jornalista
Fonte: Blog 2+ / A Tarde

http://caderno2mais.atarde.com.br/?p=3712

A TARDE: Waldir Serrão: a lenda esquecida do rock

A TARDE: Waldir Serrão: a lenda esquecida do rock

Waldir compôs com Raul Seixas O Crivo e Ainda Gosto Dela

Waldir compôs com Raul Seixas O Crivo e Ainda Gosto Dela

Na Rádio Bahia, comandou o programa O Som do Big Ben…

... e ganhou um espaço na TV Itapoan com atração homônima

… e ganhou um espaço na TV Itapoan com atração homônima

Banda Waldir Serrão e seus Cometas: som underground dos anos 60

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