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Os grandes vencedores do 7º Prêmio Contigo! de Cinema Nacional

Walter Carvalho ganhou com o Melhor Diretor de Documentário por Raul, O Início, o Fim e o Meio – também eleito Melhor Documentário. O prêmio foi recebido pelo produtor do filme, Denis Feijão

– Melhor Diretor de Documentário: Walter Carvalho, por Raul: O Início, o Fim e o Meio

– Melhor Documentário: Raul: O Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho

Confira a lista de todos os vencedores no 7º Prêmio Contigo! de Cinema Nacional clicando na imagem acima.

Confira a lista de todos os vencedores no 7º Prêmio Contigo! de Cinema Nacional clicando na imagem acima.


Nos 23 anos da morte de Raul Seixas lojas FNAC prestam homenagem ao Maluco Beleza com eventos e convidados especiais e iniciam pré-venda do DVD “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, filme de Walter Carvalho com produção de Denis Feijão.

Vivi Seixas, Sylvio Passos, Denis Feijão e Walter Carvalho estão entre os convidados dos eventos especiais promovidos pela rede francesa em homenagem aos maior ícone do Rock Brasileiro. Confira a programação completa das lojas FNAC cliquando na imagem abaixo.

Agenda FNAC Agosto 2012 - Clique e confira programação TOCA RAUL!

Agenda FNAC Agosto 2012 – Clique e confira programação TOCA RAUL!

Pré-venda - Clique na imagem e garanta o seu.

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DVD Raul – O Início O Fim e O meio

Edição de Colecionador inclui 2 DVDs + 2 CDs com a trilha sonora original do filme.

Edição de Colecionador inclui 2 DVDs + 2 CDs com a trilha sonora original do filme.

DVD Duplo com 30 minutos de extras

DVD Duplo com 30 minutos de extras

18 de Agosto, sábado, às 16h00, coletiva de pré-lançamento com Walter Carvalho e Denis Feijão na FNAC PINHEIROS.

19 de agosto, domingo – Pré-Lançamento DVD “Raul – O Início, O Fim e o Meio” na FNAC PORTO ALEGRE/RS às 17h00 debate sobre o filme com Denis Feijão e Sylvio Passos.
Antecipando a estréia em DVD do documentário sobre o maior ícone do Rock Brasileiro, a Fnac Porto Alegre convida para um bate-papo com Denis Isaias Feijão Affini, produtor do filme, e Sylvio Passos, amigo de Raul e fundador do Raul Rock Club, o fã clube oficial no Brasil. Raul – O Início, o Fim e O Meio tem direção de Walter Carvalho e depoimentos preciosos de Paulo Coelho, Nelson Motta, Tom Zé, Pedro Bial, Caetano Veloso, Marcelo Nova, do irmão Plínio Seixas e de amigos da adolescência, de ex-duas esposas, três ex-companheiras, três filhas e um neto. O documentário constrói o percurso artístico e pessoal de um dos músicos mais originais do País, e a Fnac Brasil foi uma das apoiadoras dessa importante produção que chega para os fãs em exclusiva versão DVD Duplo.

21 de agosto, terça-feira – Lançamento nacional com Vivi Seixas no FNAC GOIÂNIA/GO às 20h00 – A Fnac Goiânia convida para o lançamento do Filme Raul – O Início, o fim e o Meio com nada menos que sua filha, a Dj Vivi Seixas, que fez um set especialíssimo em homenagem a seu pai, com músicas do próprio Raul Seixas. Por ser a data de seu falecimento, faremos nesse dia uma homenagem especial ao grande ícone do Rock and Roll brasileiro.

21 de agosto, terça-feira,  No lançamento do DVD do filme Toca Raul, a Fnac abre o palco para reviver a obra deste ícone do rock brasileiro. No repertório estarão as músicas do mestre Raul Seixas que você escolher tocar. Todos estão convidados à pegar o violão e prestar a sua homenagem ao maluco beleza. Garimpe seus álbuns, inspire-se e venha à Fnac tocar Raul. Com Paranóia Banda e Geração Alternativa Rock Clube (GARC). FNAC CURITIBA/PR – 18h30

21 de agosto, terca-feira, Especial Toca Raul Seixas – com banda Johnny XFNAC RIO DE JANEIRO/RJ, 19h00, No dia 21 é lembrado mais um ano da morte de Raul Seixas. A Fnac homenageia o rockeiro brasileiro e apresenta um pocket show especial com carona no lançamento do filme em DVD. Raul – O início, o fim e o meio, de Walter Carvalho, apresenta uma fascinante investigação sobre a vida de uma das maiores lendas do rock nacional através de imagens inéditas de arquivos e entrevistas realizadas.

23 de agosto, quinta-feira – Lançamento DVD “Raul – O Início, O Fim e o Meio” na FNAC MORUMBI às 19h00 com debate sobre o filme com Sylvio Passos e Penna Seixas, seguido de pocket-show com Penna Seixas, Helder e Sylvio Passos.

25 de agosto, sábado – Lançamento DVD “Raul – O Início, O Fim e o Meio” na FNAC PINHEIROS às 16h00 com debate sobre o filme com Sylvio Passos e Penna Seixas, seguido de pocket-show com Putos BRothers Acústico (Agnaldo Araújo & Sylvio Passos) e Penna Seixas.

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http://www.facebook.com/DVDeBluRayRaulSeixas


Mostra de Documentários do Cine Sesi traz diretores renomados
Após uma seleção em que se inscreveram 13 trabalhos, foram escolhidos quatro curtas produzidos em Alagoas.

Walter Carvalho tem presença confirmada na Mostra do Sesi

Walter Carvalho tem presença confirmada na Mostra do Sesi

Em sua quarta edição, o Sesi.Doc – Mostra de Documentários do Cine Sesi, traz um panorama da mais recente produção nacional, adicionado a uma seleção de curtas alagoanos, e com uma novidade, a exibição de três grandes documentários internacionais.
O evento acontece de 10 a 14 de maio. Para o evento deste ano, a presença de três convidados: o diretor Walter Carvalho, o produtor Denis Feijão e o cineasta Sílvio Da Rin.

Reconhecido como um dos mestres da fotografia em cinema, Walter Carvalho já acumula trabalhos também como diretor, e vem a Maceió com o produtor Denis Feijão lançar seu novo filme, Raul Seixas – O Início, O Fim e o Meio, um dos mais esperados do evento.

Sílvio Da Rin foi Secretario do Audiovisual do Ministério da Cultura em boa parte do governo Lula. Cineasta com longa atuação, Sílvio estará no encerramento do Sesi.Doc na segunda, dia 14 de maio, a partir das 19 horas.

Outra atração, com acesso gratuito, será a Mostra de Filmes Etnográficos do Museu Théo Brandão, resultado de um edital promovido pela instituição e voltados às comunidades indígenas.
Após uma seleção em que se inscreveram 13 trabalhos, foram escolhidos quatro curtas produzidos em Alagoas, que serão exibidos antes dos lançamentos nacionais.

A abertura contará com a exibição de Trama da Memória – Urdidura do Tempo, do cineasta Alagoano Pedro da Rocha, vencedor do edital que o Sesi lançou em 2011, e que retrata o apogeu e queda da Indústria Têxtil em nosso Estado. Em seguida, será exibido o novo longa metragem do consagrado diretor Eduardo Coutinho. As Canções traz depoimentos de famosos e anônimos sobre as músicas que marcaram suas vidas. Um coquetel será oferecido aos presentes.

Todas as sessões terão cobrança de ingressos, exceto a Mostra Théo Brandão, e poderão ser adquiridos antes de cada sessão.
Esta é mais uma iniciativa do Sesi Alagoas que visa a estimular o acesso do público ao melhor da produção cinematográfica e abre espaço aos produtores locais. O Sesi.Doc conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Ingressos:
– Mostra de Filmes Etnográficos do Museu Theo Brandão – entrada franca
– Doc. Internacional: Inteira – R$ 10,00 e Meia R$ 5,00
– Sesi.Doc (noite) – Inteira R$ 12,00 e Meia R$ 6,00
– Passaporte diário – Inteira R$ 16,00 e Meia R$ 8,00

IN: http://www.tribunahoje.com/noticia/25886/entretenimento/2012/05/04/mostra-de-documentarios-do-cine-sesi-traz-diretores-renomados.html


‘Irreverência faz Raul ser querido por diversas idades’, conta diretor de documentário

O Almanaque entrevistou Walter Carvalho, que dirige documentário sobre o cantor Raul Seixas.

O diretor do documentário sobre Raul Seixas, Walter Carvalho, conversou com a repórter Mônica Sanches, no Almanaque. Walter mergulhou nesse universo durante anos. Foram quase 200 horas de material, 94 entrevistas e um ano e seis meses de montagem até surgir o filme: ” Raul, o início, o fim e o meio “.
Entre os artistas brasileiros que já morreram, Raul Seixas é o campeão de vendas. Fãs de várias gerações compram 300 mil discos dele por ano. As músicas de Raul continuam agradando jovens e mais velhos até hoje. E Walter fala sobre este interesse: “Não tenho explicação pro mito. Só atribuo que seja a irreverência. O caráter contestatório que atinge várias gerações”, define.

O programa mostra o talento de Raul Seixas, que misturou Luiz Gonzaga com Elvis Presley e Little Richard com Jackson do Pandeiro. Em 1972, a carreira de Raul decolou. Em 1979, ele operou o pâncreas, já com problemas de alcoolismo, e morreu dez anos depois. “Foi um meteoro que subiu e desceu”, diz Walter. O cineasta mostra todo o método de trabalho para elaborar o filme. Tudo começa nos cadernos cheios de desenhos e anotações. Ele conta também como foi a gravação com Paulo Coelho, que primeiro avisou que iria gravar apenas 45 minutos, mas acabou falando por duas horas e meia. Para Walter Carvalho, o documentarista tem que ter a sorte do goleiro na hora do pênalti, e ele teve essa sorte, com o aparecimento de uma mosca na hora da entrevista. Paulo disse que em Geneve, na Suíça, não tem mosca, que ela era Raul e que ele não ia matá-la. Walter Carvalho salienta que o filme tem duas cortinas: uma da vida privada e outra da vida pública, que às vezes se cruzam.

Veja o vídeo acessando o link abaixo.
http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/03/almanaque-entrevista-walter-carvalho-que-dirige-documentario-sobre-raul-seixas.html

Abaixo outra entrevista com Walter Carvalho no programa “SEM CENSURA”


São Paulo, Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

FINO
SESSÃO SEIXAS

por André Barcinski

WALTER CARVALHO CONTA OS BASTIDORES DA PRODUÇÃO DO DOCUMENTÁRIO “RAUL – O INÍCIO, O FIM E O MEIO”, QUE ESTREIA NO MÊS QUE VEM EM TODO O BRASIL

Sentado no sofá de sua sala, com um janelão aberto para o Pão de Açúcar e a baía de Guanabara, Walter Carvalho se concentra. De olhos fechados, ele passa um pequeno bastão de metal na borda de um copo pesado, produzindo um silvo constante. “Vamos tentar chamar o Raul”, diz.

Raul, claro, é o Seixas (1945-1989), o roqueiro baiano que Walter, 64, homenageia em “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, documentário que estreia em todo o país, em 23 de março, depois de pré-estreias em Salvador, Rio e São Paulo.

Walter é um dos maiores diretores de fotografia do cinema brasileiro. Assinou a fotografia de “Heleno”, cinebiografia do jogador Heleno de Freitas, com Rodrigo Santoro (estreia em 16/3). Além de filmes como “Central do Brasil” (Walter Salles, 1998), “Carandiru” (Hector Babenco, 2003) e “Lavoura Arcaica” (Luiz Fernando Carvalho, 2001). É irmão do documentarista Vladimir Carvalho (“O País de São Saruê”, 1971) e pai de Lula Carvalho, diretor de fotografia de “Raul”.

Esse já é o sexto filme de Walter como diretor. Também tem no currículo “Cazuza – O Tempo Não Para” (em parceria com Sandra Werneck, 2004) e “Budapeste” (2009).

“Raul” é um relato comovente da vida do baiano, um artista tão indefinível quanto sua música. “É a minha visão sobre ele. É o Raul que inventei”, diz Walter. “Porque o de verdade ninguém sabe quem foi. É um mito. E mito não se explica.”

Não é exagero chamar Raul de “mito”. Nenhum artista pop brasileiro tem admiradores tão fanáticos e folclóricos. Que outra personalidade popular merece passeatas, todo ano, com milhares de sósias tomando as ruas e cantando suas músicas? Nem Chacrinha nem Roberto Carlos. Só Raul.

“Pensei muito sobre a razão dessa idolatria”, diz o diretor. “E a única explicação que tenho é sua irreverência. Quando você é garoto, naturalmente tem uma reação contra a família. Quando fica maior, sua reação é contra o ‘establishment’, o governo. E acho que, aí, muita gente se identificou com o Raul.”

Ele pensa um pouco e completa: “Tem outra coisa muito importante: as músicas de Raul são diretas. Parece que ele fala só para você. ‘Ouro de Tolo’, por exemplo: aquilo é uma crônica, uma crônica de Fernando Sabino, de Rubem Braga”.

O próprio Walter se identificou com o maluco beleza. Ele lembra bem do choque que foi ver o cabeludo cantando aquelas letras sarcásticas, em plena era Médici (1969-1974). “Vim da Paraíba para o Rio de Janeiro no fim dos anos 1960. Quando Raul explodiu, em 1972, acompanhei de perto.”

Não deve ser fácil explicar um homem que se dizia uma “metamorfose ambulante”, especialmente porque, em suas entrevistas, parecia estar interpretando um personagem.

“Ele era um ator”, diz o cineasta. “Há uma entrevista que eu fiz questão de deixar no filme: ele está de mau humor, parece que tinha acabado de acordar. A repórter pergunta se o que ele faz é música de protesto. Ele responde: ‘Eu faço música raulseixista’.”

SORTE

Raul Seixas fez, como ninguém, a fusão da música brasileira e do rock’n’roll. Foi a ponte entre Luiz Gonzaga e Elvis, sem nunca soar folclórico. Criou música autenticamente brasileira sem repelir a guitarra elétrica, mas incorporando-a de uma forma original e sofisticada.

Pegue um LP qualquer de Raul, “Gita” (1974), por exemplo: tem rock (“Super-Heróis”), balada caipira (“Medo da Chuva”), repente (“As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”), folk pastoral (“Água Viva”), jazz-bossa-lounge (“Moleque Maravilhoso”) e bolero (“Sessão das Dez”). E isso é só o lado A do álbum.

Para fazer “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, Walter Carvalho gravou mais de 200 horas de entrevistas com 94 pessoas. Falou com as mulheres mais importantes da vida do músico, seus parceiros, amigos e fãs. Coletou dezenas de horas de material de arquivo e centenas de fotos, muitas inéditas, conseguidas em arquivos pessoais. Mas contou também com uma ajudinha especial: “Sorte. Sem ela, esse filme teria sido bem diferente”.

Walter lembra a dificuldade que foi conseguir a entrevista com Paulo Coelho, principal parceiro de Raul. A agenda do escritor estava tão ocupada que o diretor chegou a pensar que lançaria o documentário sem falar com ele. “Seria uma perda irreparável para o filme.”

Até que, certa noite, quando zapeava um canal brasileiro de sua casa em Genebra, na Suíça, Paulo Coelho viu um programa que lembrava os 20 anos da morte de Raul. Nele, Sylvio Passos, presidente do fã-clube do cantor, elogiava Walter Carvalho: “Até que enfim alguém está fazendo um filme sério sobre Raul”, dizia Passos. Paulo Coelho pegou o telefone e pediu que sua assistente marcasse a entrevista.

Durante a conversa, outra intervenção do acaso ajudou a criar um momento sublime: enquanto Paulo Coelho falava, uma mosca -inseto que Raul incorporou no clássico “Mosca na Sopa”- começou a perturbá-lo. “Gozado, em Genebra quase não tem moscas”, diz Paulo. “Deve ser o Raul.” A cena é tão boa que parece armada. “Eu contei que tinha levado a mosca do Brasil, e teve gente que acreditou”, diz o diretor.

A entrevista com Paulo Coelho é a mais importante do filme. O escritor fala de sua colaboração com Raul, da ligação de ambos com o satanista inglês Aleister Crowley e o ocultismo e confessa ter apresentado Raul às drogas. “Eu tomava tudo: ácido, cocaína… Mas não me sinto responsável por Raul ter passado a usar drogas. Ele era maior de idade e sabia muito bem o que estava fazendo.”

Outra qualidade do filme é não esconder os defeitos e problemas de Raul. Quase todos os entrevistados falam do alcoolismo e das drogas que o mataram, aos 44 anos. Sylvio Passos conta que, nos últimos anos de vida, Raul andava com um galão de cinco litros de éter, cheirando constantemente.

Marcelo Nova, responsável por levá-lo de volta aos palcos, depois de três anos sumido, conta que chegou a pagar a feira de Raul. “O Marcelo o ajudou muito. Como ele diz no filme, o Raul morreu de pé, cantando, na frente dos fãs”, diz Walter.

E os fãs do roqueiro vão gostar do filme? “Olha, tive um bom indício numa pré-estreia”, diz o diretor. “Um sujeito, com camiseta do Raul, se aproximou e disse: ‘Rapaz, quero lhe dar os parabéns. Seu filme mexeu com a minha metafísica!’ Nunca recebi um elogio desses.”

IN: Revista Serafina – Folha de São Paulo – Domingo, 26 de Fevereiro de 2012